03/03/10
Cemig, superestatal de Aécio que passa a controlar distribuidora de energia do Rio, tem indicadores piores que os da Light
BRASÍLIA e RIO - A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) vem mostrando grande apetite no mercado, passando a controladora da Light no mês passado e agora negociando a compra da Ampla, mas a estatal mineira apresentou no biênio 2008/2009 indicadores de qualidade piores do que os da distribuidora fluminense, como mostra reportagem de Mônica Tavares, Gustavo Paul, Bruno Rosa e Bruno Villas Bôas, publicada na edição do GLOBO, nesta quarta-feira. Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostram que desde 2003 o tempo médio mensal de corte de luz da Cemig oscila entre 11 e 14 horas - sendo este último o indicador de 2008 e 2009. No ano retrasado, último dado consolidado, o índice médio em todo o Sudeste foi de 10,62 horas sem luz. Na Light, ele ficou em 11,6 horas em 2008 e chegou a 13 horas em novembro passado (o mínimo de 2009 foram 9 horas). O número médio de interrupções de fornecimento ao mês é outro indicador no qual a controladora não se destaca. Foram sete desligamentos na Cemig em 2008 e entre seis e sete no ano passado, ao passo que na Light os índices ficaram em, respectivamente, 6,74 e entre seis e sete. A Ampla tem números ainda piores. Não há dados médios para sua área de concessão. Mas, em 2009, considerando-se alguns dos maiores municípios atendidos, seu melhor desempenho seria em Niterói, com média mensal de 8,79 interrupções de fornecimento gerando 12,53 horas mensais de corte. Multada entre 2000 e 2008 anualmente por inconsistência no fornecimento do serviço, reincidente já no início de 2010 com um punição de R$ 9,5 milhões (maior do que os R$ 7 milhões somados de 2003 a 2008), a Light precisa de um choque de gestão na área técnica, segundo especialistas, modernizando sua estrutura de fornecimento de serviços. Neste sentido, afirmam, a associação com a Cemig tende a fortalecer o negócio, pois um conglomerado tem maior capacidade de investimento. É neste contexto de choque de gestão que é bem recebida pelos agentes do setor a mudança na presidência da empresa. O Conselho de Administração da companhia aprovou na terça-feira Jerson Kelman, indicado pela Cemig, para o cargo, no lugar de José Luiz Alquéres . A Cemig indicou ainda dois nomes técnicos e de reconhecida capacidade operacional: José Humberto de Castro, que foi da Celpe (distribuidora pernambucana), e Evandro Leite, ex-superintendente de geração e transmissão da estatal mineira. Segundo comunicado da Light, João Batista Zolini Carneiro assume como vice-presidente executivo e de Relações com Investidores, interinamente, em substituição a Ronnie Vaz Moreira.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Energia
Canal Energia
Furnas recebe licença prévia de LT Anta-Simplício-Rocha Leão
Linha será constituída por duas linhas, sendo uma em circuito simples, com extensão aproximada de 27 km e outra com cerca de 119 km em circuito duplo
Da Agência CanalEnergia, Meio Ambiente
02/03/2010
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis concedeu nesta segunda-feira, 1º de março, a licença prévia da linha de transmissão, em 138 kV, Anta-Simplício-Rocha Leão. O empreendimento, que pertence a Furnas, será constituído por duas linhas. Uma delas, LT Anta-Simplício, opera em circuito simples, tem extensão aproximada de 27 quilômetros, e interliga as subestações Anta e Simplício, ambas de propriedade de Furnas. Já a linha Simplício-Rocha Leão tem cerca de 119 quilômetros, circuito duplo e interligará as SEs Simplício e Rocha Leão, esta última pertencente a Ampla.
Furnas recebe licença prévia de LT Anta-Simplício-Rocha Leão
Linha será constituída por duas linhas, sendo uma em circuito simples, com extensão aproximada de 27 km e outra com cerca de 119 km em circuito duplo
Da Agência CanalEnergia, Meio Ambiente
02/03/2010
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis concedeu nesta segunda-feira, 1º de março, a licença prévia da linha de transmissão, em 138 kV, Anta-Simplício-Rocha Leão. O empreendimento, que pertence a Furnas, será constituído por duas linhas. Uma delas, LT Anta-Simplício, opera em circuito simples, tem extensão aproximada de 27 quilômetros, e interliga as subestações Anta e Simplício, ambas de propriedade de Furnas. Já a linha Simplício-Rocha Leão tem cerca de 119 quilômetros, circuito duplo e interligará as SEs Simplício e Rocha Leão, esta última pertencente a Ampla.
terça-feira, 2 de março de 2010
Jornal do Brasil
02/03/10
Consumo de energia elétrica segue em alta no mês do Carnaval
BRASÍLIA - A alta do consumo de energia em fevereiro, de 11,8% na comparação anual, para 58.436 megawatts médios, indica que a economia continua sua trajetória de recuperação pós-crise, destacou segunda-feira o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), responsável pela medição. Na comparação com janeiro de 2010, houve crescimento de 4,9%. O aumento do consumo vem sendo observado desde o segundo semestre de 2009, acrescentou o ONS. O aumento da temperatura e o Carnaval também foram apontados como fatores que influenciaram na alta, além da entrada de mais 400 MW médios com a interligação do sistema isolado do Acre e Rondônia ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Para atender ao aumento da demanda, o ONS determinou que algumas usinas térmicas entrassem em operação, o que deve encarecer a conta de luz do brasileiro ao longo do ano.O destaque foi o crescimento de carga usada pelo sistema Sudeste/Centro-Oeste, que teve aumento acima da média do mercado, com variação positiva de 12,4% sobre fevereiro de 2009, região de grande concentração de empresas e indústrias.No Sul, o crescimento foi de 11,7% contra igual período de 2009, também puxado pela melhora da atividade econômica. No Nordeste, o avanço foi de 11% e, no Norte, de 7,8%, na comparação anual.Pequenas centrais hidrelétricasA Renova Energia, empresa que produz energia elétrica a partir de pequenas centrais hidrelétricas (PCH) e de usinas eólicas, vai fazer uma oferta de units que pode levantar até R$ 867,9 milhões. Uma oferta inicial de 25,72 milhões de units representativas de uma ação ordinária e duas preferenciais, com preço entre R$ 19 e R$ 25, com isso, deve levantar, incialmente, R$ 642,9 milhões.O início do período de reserva ocorre na sexta-feira, dia 8, e se encerra no dia 16 deste mês. A fixação do preço das units está marcada para 17 de março, e o início dos negócios no nível 2 da BMF&Bovespa para 19 de março.Investidores de varejo terão direito a percentual entre 10% e 20% do total de units do lote inicial. O investimento varia de R$ 3 mil a R$ 300 mil. Os coordenadores da oferta incluem os bancos Santander e Bank of America Merrill Lynch.
Consumo de energia elétrica segue em alta no mês do Carnaval
BRASÍLIA - A alta do consumo de energia em fevereiro, de 11,8% na comparação anual, para 58.436 megawatts médios, indica que a economia continua sua trajetória de recuperação pós-crise, destacou segunda-feira o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), responsável pela medição. Na comparação com janeiro de 2010, houve crescimento de 4,9%. O aumento do consumo vem sendo observado desde o segundo semestre de 2009, acrescentou o ONS. O aumento da temperatura e o Carnaval também foram apontados como fatores que influenciaram na alta, além da entrada de mais 400 MW médios com a interligação do sistema isolado do Acre e Rondônia ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Para atender ao aumento da demanda, o ONS determinou que algumas usinas térmicas entrassem em operação, o que deve encarecer a conta de luz do brasileiro ao longo do ano.O destaque foi o crescimento de carga usada pelo sistema Sudeste/Centro-Oeste, que teve aumento acima da média do mercado, com variação positiva de 12,4% sobre fevereiro de 2009, região de grande concentração de empresas e indústrias.No Sul, o crescimento foi de 11,7% contra igual período de 2009, também puxado pela melhora da atividade econômica. No Nordeste, o avanço foi de 11% e, no Norte, de 7,8%, na comparação anual.Pequenas centrais hidrelétricasA Renova Energia, empresa que produz energia elétrica a partir de pequenas centrais hidrelétricas (PCH) e de usinas eólicas, vai fazer uma oferta de units que pode levantar até R$ 867,9 milhões. Uma oferta inicial de 25,72 milhões de units representativas de uma ação ordinária e duas preferenciais, com preço entre R$ 19 e R$ 25, com isso, deve levantar, incialmente, R$ 642,9 milhões.O início do período de reserva ocorre na sexta-feira, dia 8, e se encerra no dia 16 deste mês. A fixação do preço das units está marcada para 17 de março, e o início dos negócios no nível 2 da BMF&Bovespa para 19 de março.Investidores de varejo terão direito a percentual entre 10% e 20% do total de units do lote inicial. O investimento varia de R$ 3 mil a R$ 300 mil. Os coordenadores da oferta incluem os bancos Santander e Bank of America Merrill Lynch.
Energia
O Globo, 02/03/10
Cemig, estatal mineira de energia, vai fazer proposta para comprar Ampla, diz Aécio
BELO HORIZONTE, RIO e BRASÍLIA - O apetite da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) por novas aquisições ainda não foi saciado. Na segunda-feira, o governador mineiro, Aécio Neves (PSDB), disse que a empresa pretende fazer uma proposta ao grupo espanhol Endesa para assumir o controle da Ampla, responsável pela distribuição de energia em 66 municípios do Estado do Rio, que correspondem a 73,3% do território fluminense. É o que mostra matéria de Marcelo Portela e Bruno Rosa, publicada na edição desta terça-feira , no GLOBO. Aécio não entrou em detalhes, mas confirmou que já há conversas entre a direção da companhia mineira e o grupo espanhol, e a proposta de aquisição deverá ser feita este mês: - Ainda não está definido o valor, mas vamos fazer uma proposta. Segundo uma fonte envolvida nas negociações entre as empresas, estaria sendo discutida uma "associação" entre a Light e a Ampla. Os rumores de uma união começaram há mais de um ano e sempre foram negados pela italiana Enel, controladora da Endesa. A Cemig já havia assumido o controle operacional da Light mês passado, ao dobrar sua participação de 13% para 26% da distribuidora. No fim de 2009, a companhia também já havia adquirido a italiana Terna Participações, por R$ 2,2 bilhões.
Cemig, estatal mineira de energia, vai fazer proposta para comprar Ampla, diz Aécio
BELO HORIZONTE, RIO e BRASÍLIA - O apetite da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) por novas aquisições ainda não foi saciado. Na segunda-feira, o governador mineiro, Aécio Neves (PSDB), disse que a empresa pretende fazer uma proposta ao grupo espanhol Endesa para assumir o controle da Ampla, responsável pela distribuição de energia em 66 municípios do Estado do Rio, que correspondem a 73,3% do território fluminense. É o que mostra matéria de Marcelo Portela e Bruno Rosa, publicada na edição desta terça-feira , no GLOBO. Aécio não entrou em detalhes, mas confirmou que já há conversas entre a direção da companhia mineira e o grupo espanhol, e a proposta de aquisição deverá ser feita este mês: - Ainda não está definido o valor, mas vamos fazer uma proposta. Segundo uma fonte envolvida nas negociações entre as empresas, estaria sendo discutida uma "associação" entre a Light e a Ampla. Os rumores de uma união começaram há mais de um ano e sempre foram negados pela italiana Enel, controladora da Endesa. A Cemig já havia assumido o controle operacional da Light mês passado, ao dobrar sua participação de 13% para 26% da distribuidora. No fim de 2009, a companhia também já havia adquirido a italiana Terna Participações, por R$ 2,2 bilhões.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Trabalho e Sindicalismo
Diap, 01/03/10
40h: ampliar direitos
Paulo Pereira da Silva*
A PEC 231/1995, de autoria dos senadores Inácio Arruda (PCdoB/CE) e Paulo Paim (PT/RS), e relatada na Câmara pelo deputado Vicentinho (PT/SP), que propõe a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, e que também aumenta o valor adicional da hora extra de 50% para 75%, é importante instrumento de distribuição de renda e ampliação dos direitos dos trabalhadores.Com a redução da jornada todos ganham. A redução, por exemplo, vai gerar mais empregos, contribuindo para o crescimento do mercado interno, fator importante para o crescimento econômico. De acordo com o Dieese, a implementação da medida tem o potencial de criar cerca de 2 milhões de postos de trabalho.Há ainda as vantagens sociais, já que o trabalhador terá mais tempo para a família, o lazer e sua própria qualificação profissional. A medida também vai contribuir para a diminuição dos acidentes de trabalho, resultado das jornadas exaustivas.Como percebemos acima, os benefícios para a sociedade são tantos que diversos países registram uma carga menor do que a brasileira. Exemplos: Espanha (35,3 horas semanais), Alemanha (37,6), Reino Unido (40,7).Nas últimas décadas, as inovações tecnológicas e organizacionais, as várias formas de arranjos produtivos, o aumento substancial da educação e um maior nível de qualificação dos trabalhadores resultaram num excepcional aumento de produtividade para as empresas. Dados do IBGE, por exemplo, revelam que a indústria da transformação registrou um aumento da produtividade de 84% entre 1988 e 2008.Percebemos claramente que houve grande ganho por parte do setor patronal e que a redução da jornada é uma forma justa de distribuir entre os trabalhadores parte dos ganhos acumulados. O custo da implantação da redução da jornada para 40 horas semanais é de 1,99%. Como a produtividade na indústria tem crescido constantemente, em pouquíssimo tempo o aumento de custo já estaria mais do que compensado. Aliás, estudo da Fiesp recém-divulgado dá conta de que a expansão da produção em boa parte é sustentada pelo aumento da produtividade dos trabalhadores.Como todas as grandes conquistas são resultados de lutas árduas, as centrais sindicais - Força Sindical, CUT, CGTB, CTB, UGT e Nova Central - na chamada Unidade de Ação, estão com suas agendas centradas na mobilização nos locais de trabalho e nas ruas e na aprovação da medida no Congresso Nacional, visando esclarecer a nação e sensibilizar os parlamentares sobre a importância de reduzirmos a jornada de trabalho.Vale lembrar que, em 2008, as centrais sindicais entregaram ao Congresso, como símbolo da vontade popular, 1,5 milhão de assinaturas pela redução da jornada.A luta pela redução da jornada acontece desde os primórdios do capitalismo. No início era uma questão da própria sobrevivência dos trabalhadores, que tinham jornadas que chegavam a 18 horas por dia.No Brasil, duas reduções aconteceram devido à organização e à mobilização dos trabalhadores. A luta dos trabalhadores resultou na promulgação da Constituição Federal, em 1988, quando a carga horária de trabalho no país, que era de 48 horas/semana desde 1934, foi oficialmente fixada em 44 horas semanais. Hoje, muitas categorias têm carga menor, fruto da negociação dos sindicatos e da pressão na hora de fechar os acordos coletivos.Recentemente o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB/SP), apresentou uma proposta de reduzir a jornada em 2011 para 42 horas, com a perspectiva de nova redução, negociada entre capital e trabalho, a partir de 2013. A Força Sindical está consultando suas entidades filiadas e os trabalhadores sobre essa proposta.Em princípio entendemos que houve avanço na negociação e elogiamos a atitude e o bom senso do presidente da Câmara em buscar um equilíbrio entre as relações capital-trabalho.Não há a menor dúvida de que essa importante mudança na legislação é extremamente necessária e interessa aos trabalhadores e à sociedade em geral, porque gera empregos, melhora a qualidade de vida, fortalece o crescimento econômico e consolida os direitos dos trabalhadores.(*) Presidente da Força Sindical e deputado federal (PDT/SP). Publicado originalmente pela Folha de S.Paulo, na coluna Tendência/Debates (27)
40h: ampliar direitos
Paulo Pereira da Silva*
A PEC 231/1995, de autoria dos senadores Inácio Arruda (PCdoB/CE) e Paulo Paim (PT/RS), e relatada na Câmara pelo deputado Vicentinho (PT/SP), que propõe a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, e que também aumenta o valor adicional da hora extra de 50% para 75%, é importante instrumento de distribuição de renda e ampliação dos direitos dos trabalhadores.Com a redução da jornada todos ganham. A redução, por exemplo, vai gerar mais empregos, contribuindo para o crescimento do mercado interno, fator importante para o crescimento econômico. De acordo com o Dieese, a implementação da medida tem o potencial de criar cerca de 2 milhões de postos de trabalho.Há ainda as vantagens sociais, já que o trabalhador terá mais tempo para a família, o lazer e sua própria qualificação profissional. A medida também vai contribuir para a diminuição dos acidentes de trabalho, resultado das jornadas exaustivas.Como percebemos acima, os benefícios para a sociedade são tantos que diversos países registram uma carga menor do que a brasileira. Exemplos: Espanha (35,3 horas semanais), Alemanha (37,6), Reino Unido (40,7).Nas últimas décadas, as inovações tecnológicas e organizacionais, as várias formas de arranjos produtivos, o aumento substancial da educação e um maior nível de qualificação dos trabalhadores resultaram num excepcional aumento de produtividade para as empresas. Dados do IBGE, por exemplo, revelam que a indústria da transformação registrou um aumento da produtividade de 84% entre 1988 e 2008.Percebemos claramente que houve grande ganho por parte do setor patronal e que a redução da jornada é uma forma justa de distribuir entre os trabalhadores parte dos ganhos acumulados. O custo da implantação da redução da jornada para 40 horas semanais é de 1,99%. Como a produtividade na indústria tem crescido constantemente, em pouquíssimo tempo o aumento de custo já estaria mais do que compensado. Aliás, estudo da Fiesp recém-divulgado dá conta de que a expansão da produção em boa parte é sustentada pelo aumento da produtividade dos trabalhadores.Como todas as grandes conquistas são resultados de lutas árduas, as centrais sindicais - Força Sindical, CUT, CGTB, CTB, UGT e Nova Central - na chamada Unidade de Ação, estão com suas agendas centradas na mobilização nos locais de trabalho e nas ruas e na aprovação da medida no Congresso Nacional, visando esclarecer a nação e sensibilizar os parlamentares sobre a importância de reduzirmos a jornada de trabalho.Vale lembrar que, em 2008, as centrais sindicais entregaram ao Congresso, como símbolo da vontade popular, 1,5 milhão de assinaturas pela redução da jornada.A luta pela redução da jornada acontece desde os primórdios do capitalismo. No início era uma questão da própria sobrevivência dos trabalhadores, que tinham jornadas que chegavam a 18 horas por dia.No Brasil, duas reduções aconteceram devido à organização e à mobilização dos trabalhadores. A luta dos trabalhadores resultou na promulgação da Constituição Federal, em 1988, quando a carga horária de trabalho no país, que era de 48 horas/semana desde 1934, foi oficialmente fixada em 44 horas semanais. Hoje, muitas categorias têm carga menor, fruto da negociação dos sindicatos e da pressão na hora de fechar os acordos coletivos.Recentemente o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB/SP), apresentou uma proposta de reduzir a jornada em 2011 para 42 horas, com a perspectiva de nova redução, negociada entre capital e trabalho, a partir de 2013. A Força Sindical está consultando suas entidades filiadas e os trabalhadores sobre essa proposta.Em princípio entendemos que houve avanço na negociação e elogiamos a atitude e o bom senso do presidente da Câmara em buscar um equilíbrio entre as relações capital-trabalho.Não há a menor dúvida de que essa importante mudança na legislação é extremamente necessária e interessa aos trabalhadores e à sociedade em geral, porque gera empregos, melhora a qualidade de vida, fortalece o crescimento econômico e consolida os direitos dos trabalhadores.(*) Presidente da Força Sindical e deputado federal (PDT/SP). Publicado originalmente pela Folha de S.Paulo, na coluna Tendência/Debates (27)
Energia
Canal EnergiaJerson Kelman será novo presidente da Light
Executivo substituirá José Luiz Alquéres, que segue para presidir conselho de administração
Fábio Couto, da Agência CanalEnergia, Recursos Humanos
27/02/2010
Jerson Kelman será o novo presidente da Light (RJ), no lugar de José Luiz Alquéres. O anúncio oficial deve acontecer na próxima-segunda-feira, 1° de março, segundo apurou a Agência Canal Energia. Alquéres deverá assumir a presidência do conselho de administração da empresa.A saída de Alquéres já era prevista desde que o executivo assumiu o cargo, em 2006, quando a Rio Minas Energia adquiriu a Light - que era controlada pela EDF. Inicialmente previsto para um período de dois anos, a gestão de Alquéres teve início com processo de saneamento financeiro e mudanças na gestãoA mudança no comando da companhia acontece após reestruturação da RME, com a saída da Andrade Guiterrez. A operação foi aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica na última terça-feira, 23 de fevereiro, o que leva a Cemig a deter 25,53% das ações da companhia. Esse percentual aumentará com a aquisição da participação da Equatorial no negócio, o que está sendo estruturado pela empresa mineira.Alquéres, que também preside a Associação Comercial do Rio de Janeiro, recebeu convite para ser presidente do conselho de administração, enquanto o vice-presidente executivo e de Relações com Investidores da companhia, Ronnie Vaz Moreira, foi convidado a continuar como diretor da área financeira.Entre outras funções, Kelman foi pesquisador do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), diretor-presidente da Agência Naional de Águas entre 2000 e 2005 e diretor-geral da Aneel entre 2005 e 2009. Atualmente Kelman estava na BR Investimentos, como sócio. Kelman é Engenheiro Civil, Ph.D. em Hidrologia e Recursos Hídricos (1976) pela Colorado State University.
Executivo substituirá José Luiz Alquéres, que segue para presidir conselho de administração
Fábio Couto, da Agência CanalEnergia, Recursos Humanos
27/02/2010
Jerson Kelman será o novo presidente da Light (RJ), no lugar de José Luiz Alquéres. O anúncio oficial deve acontecer na próxima-segunda-feira, 1° de março, segundo apurou a Agência Canal Energia. Alquéres deverá assumir a presidência do conselho de administração da empresa.A saída de Alquéres já era prevista desde que o executivo assumiu o cargo, em 2006, quando a Rio Minas Energia adquiriu a Light - que era controlada pela EDF. Inicialmente previsto para um período de dois anos, a gestão de Alquéres teve início com processo de saneamento financeiro e mudanças na gestãoA mudança no comando da companhia acontece após reestruturação da RME, com a saída da Andrade Guiterrez. A operação foi aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica na última terça-feira, 23 de fevereiro, o que leva a Cemig a deter 25,53% das ações da companhia. Esse percentual aumentará com a aquisição da participação da Equatorial no negócio, o que está sendo estruturado pela empresa mineira.Alquéres, que também preside a Associação Comercial do Rio de Janeiro, recebeu convite para ser presidente do conselho de administração, enquanto o vice-presidente executivo e de Relações com Investidores da companhia, Ronnie Vaz Moreira, foi convidado a continuar como diretor da área financeira.Entre outras funções, Kelman foi pesquisador do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), diretor-presidente da Agência Naional de Águas entre 2000 e 2005 e diretor-geral da Aneel entre 2005 e 2009. Atualmente Kelman estava na BR Investimentos, como sócio. Kelman é Engenheiro Civil, Ph.D. em Hidrologia e Recursos Hídricos (1976) pela Colorado State University.
Canal Energia
MME reitera que definições para concessões fica para próximo governoMinistério já possui uma concepção inicial do que seria o destino das concessões, mas complexidade do tema requer cautela na análise, diz Edison Lobão Danilo Oliveira, da Agência Canal Energia, de Imperatriz (MA), Regulação e Política
26/02/2010
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou nesta sexta-feira, 26 de fevereiro, que a decisão sobre as concessões que vencem nesta década será conhecida apenas no próximo governo. Ao reiterar que "não há pressa" para dar uma definição sobre o tema, Lobão disse que o ministério já possui uma concepção inicial do que seria o destino das concessões, mas que a complexidade do tema requer cautela na análise."O processo não está parado. O governo estuda com cuidado, com a responsabilidade a que lhe cabe a questões pendentes como esta. O MME já tem uma concepção própria, mas ela se concluirá no próximo governo. É preciso privilegiar a perfeição e a segurança da decisão que será tomada", disse Lobão, durante visita às obras da hidrelétrica de Estreito (TO/MA, 1.087 MW). O vencimento das concessões é o tema da Reportagem Especial do CanalEnergia Corporativo desta semana. Assinantes podem acessá-la ao clicar aqui.Lobão também revelou que a crise financeira foi responsável pela mudança de planos do governo, que pretendia lançar um programa de troca de geladeiras no país. Segundo o ministro, o programa estava quase pronto, mas o cenário internacional obrigou o governo a ampliar o escopo do programa. "Decidimos ampliar o plano com a redução de impostos para a linha branca. A troca de geladeiras tornou-se um programa de compra de geladeiras novas", destacou. Ainda de acordo com Lobão, outro programa, o Luz para Todos, deve encerrar o prazo, em dezembro deste ano, com atendimento de 15 milhões de pessoas.O repórter Danilo Oliveira viajou a convite da GDF Suez
26/02/2010
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou nesta sexta-feira, 26 de fevereiro, que a decisão sobre as concessões que vencem nesta década será conhecida apenas no próximo governo. Ao reiterar que "não há pressa" para dar uma definição sobre o tema, Lobão disse que o ministério já possui uma concepção inicial do que seria o destino das concessões, mas que a complexidade do tema requer cautela na análise."O processo não está parado. O governo estuda com cuidado, com a responsabilidade a que lhe cabe a questões pendentes como esta. O MME já tem uma concepção própria, mas ela se concluirá no próximo governo. É preciso privilegiar a perfeição e a segurança da decisão que será tomada", disse Lobão, durante visita às obras da hidrelétrica de Estreito (TO/MA, 1.087 MW). O vencimento das concessões é o tema da Reportagem Especial do CanalEnergia Corporativo desta semana. Assinantes podem acessá-la ao clicar aqui.Lobão também revelou que a crise financeira foi responsável pela mudança de planos do governo, que pretendia lançar um programa de troca de geladeiras no país. Segundo o ministro, o programa estava quase pronto, mas o cenário internacional obrigou o governo a ampliar o escopo do programa. "Decidimos ampliar o plano com a redução de impostos para a linha branca. A troca de geladeiras tornou-se um programa de compra de geladeiras novas", destacou. Ainda de acordo com Lobão, outro programa, o Luz para Todos, deve encerrar o prazo, em dezembro deste ano, com atendimento de 15 milhões de pessoas.O repórter Danilo Oliveira viajou a convite da GDF Suez
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