BNDES libera R$ 1 bilhão para o setor elétrico no primeiro bimestre
No acumulado de 12 meses, as liberações chegam a R$ 14,598 bilhões e as aprovações, R$ 10,084 bilhões
Alexandre Canazio, da Agência CanalEnergia, Investimentos e Finanças
17/03/2010
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social liberou R$ 1,010 bilhão para o setor elétrico no primeiro bimestre deste ano. O resultado é 75% maior que no mesmo período de 2009 Por outro lado, as aprovações para as elétricas caíram 93% para R$ 546 milhões no período de comparação. No acumulado de 12 meses, as liberações chegam a R$ 14,598 bilhões e as aprovações, R$ 10,084 bilhões.O setor de infraestrutura, como todo, recebeu R$ 5,718 bilhões em janeiro e fevereiro, o que significa alta de 98% sobre iguais meses anteriores. Somente em fevereiro, foram liberados R$ 2,7 bilhões, com crescimento de 73% em relação ao mesmo mês passado. As aprovações do segmento cairam 39% este ano para R$ 6,065 bilhões. Em 12 meses, foram destinados R$ 51,483 bilhões à infraestrutura do país e aprovados outros R$ 55,347 bilhões.Nos últimos 12 meses, o BNDES desembolsou R$ 143,3 bilhões, com alta de 53% na comparação com igual período anterior. As liberações ficaram em R$ 16 bilhões em janeiro e fevereiro. As aprovações de empréstimos totalizarma R$ 169,1 bilhões em 12 meses, com alta de 39% Para o bimestre, foram aprovados R$ 14,4 bilhões. As consultas, por sua vez, tiveram alta de 37% para R$ 229 bilhões no mesmo período. Em janeiro e fevereiro, o banco recebeu R$ 24,6 bilhões em consultas.
quinta-feira, 18 de março de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
Trabalho e Sindicalismo
Diap, 15/03/10
Agenda Política: pesquisa Ibope medirá influência de Lula
Nova pesquisa CNI/Ibope sobre avaliação do Governo Lula e sucessão presidencial vai ser divulgada, nesta terça-feira (16), e poderá trazer novidades, como a influência de Lula para as eleições de 3 de outubroNa Câmara, os líderes definem pauta prioritária para o semestre. No Senado, a regulamentação do pré-sal é o principal tema. Na economia, destaques para a reunião do Copom para definir a taxa básica de juros e o anúncio de corte de gastos no Orçamento da União para 2010.CâmaraConstam da pauta da Câmara onze medidas provisórias. Entre elas, a que aumentou o salário mínimo de R$ 460 para R$ 510 e estabelece uma política de reajuste para 2010 a 2023 (MP 474/09) e a que reajusta o salário de aposentados e pensionistas que ganham acima do salário mínimo (MP 475/09).SenadoDuas MPs trancam a pauta: 470/09, que concede crédito de até R$ 6 bilhões à Caixa e de R$ 1 bilhão ao Banco do Nordeste; e 471/09, que concede incentivo fiscal às montadoras e fabricantes de veículos das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.CopomO Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) se reúne nesta semana para decidir a taxa básica de juros (Selic), hoje em 8,75% ao ano. A ata da reunião será divulgada na próxima semana, dia 25.CNI/IbopeA Confederação Nacional da Indústria deve divulgar, na terça-feira, pesquisa Ibope sobre avaliação do governo Lula e sucessão presidencial. Em novembro, tanto a avaliação do governo quanto do presidente Lula subiram. Na disputa pelo Planalto, José Serra tinha 38% e Dilma Rousseff, 17%. Como já mostraram pesquisas mais recentes, a CNI/Ibope deve confirmar a queda na vantagem de Serra para Dilma, com empate técnico entre os dois contendores.Corte de gastosO Governo deve anunciar, nesta semana, corte de gastos no Orçamento da União para 2010. Os cortes serão feitos para que o governo atinja a meta de superávit primário, cuja meta para este ano é 3,3% do PIB.Veja, a seguir, a previsão dos principais acontecimentos políticos desta semana:Segunda-feira (15)- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz visita oficial à Israel.- A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata à Presidência da Republica pelo PT, participa, às 9 horas, em Lucas do Rio Verde (354 km ao norte de Cuiabá), da apresentação do projeto de construção da Ferrovia Centro-Oeste, que, nos seus 1.602 km, irá ligar Uruaçu (GO) a Vilhena (RO), cruzando os principais polos do agronegócio em Mato Grosso.- Último dia para os brasileiros que tinham depósito na caderneta de poupança em 15 de março de 1990 entrarem na Justiça contra o banco de que eram clientes pedindo a correção monetária expurgada no Plano Collor.- PSol realiza debate interno sobre quem deve representar o partido nas eleições presidenciais de 2010. O debate em São Paulo com a militância acontece às 19 horas, na sede do Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro/SP), na Rua Borges Lagoa, 208, Vila Mariana, próximo ao Metrô Santa Cruz. Três pré-candidatos estão inscritos: 1) o ex-deputado federal João Batista Araújo, o Babá; 2) o presidente do PSol de Goiás, Martiniano Cavalcante; e 3) o ex-deputado federal e candidato pelo PSol ao governo do estado de São Paulo em 2006, Plínio de Arruda Sampaio Terça-feira (16)- Visita do Presidente Lula aos Territórios Palestinos.- Prevista divulgação de pesquisa CNI/Ibope sobre avaliação do governo Lula e sucessão presidencial.- Os líderes partidários da Câmara se reúnem na residência oficial do presidente da Casa, Michel Temer (PMDB/SP), para definir os projetos de lei e de lei complementar prioritários para serem apreciados neste semestre.- A Câmara dos Deputados antecipa a comemoração pelos 88 anos do PCdoB. Fundado em 25 de março de 1922, o partido será homenageado no salão nobre da Casa, com a presença do presidente do PCdoB, Renato Rabelo, além de lideranças e personalidades da política e dos movimentos sociais de diversos partidos. A iniciativa é aberta ao público e está marcada para as 17h. Sua realização é uma iniciativa da Liderança do PCdoB na Câmara e do senador Inácio Arruda (PCdoB/CE).- Início da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.Quarta-feira (17)- Entre os dias 17 e 19, dirigentes da Força Sindical dos estados da região Norte - Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins - se reúnem em Manaus para debater o desenvolvimento a região amazônica. O 1º Seminário da Região Norte "propõe o início de debates permanentes entre os dirigentes sindicais dos sete estados" para buscar a construção de "posições unitárias que avancem no sentido de serem nacionalmente ouvidos", diz a apresentação do evento. - A Comissão de Minas e Energia da Câmara realiza audiência pública sobre o novo marco regulatório da mineração com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.- A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara realiza audiência pública sobre os programas e metas do Ministério do Trabalho para 2010 com o ministro Carlos Lupi.- O Tribunal de Contas da União julga a avaliação dos novos cálculos relativos aos estudos econômicos do projeto da hidrelétrica de Belo Monte.- O Copom anuncia taxa básica de juros (Selic).- No Centro do Rio, será feita uma manifestação contra a emenda Ibsen Pinheiro, organizada pelo governo do Rio e pelos municípios produtores de petróleo do RJ (organização presidida por Rosinha Garotinho, prefeita de Campos).- O Supremo Tribunal Federal julga ações que pretendem suspender determinações judiciais que ordenaram a cobertura do SUS (Sistema Único de Saúde) para a realização de cirurgias e tratamentos médicos no exterior, fornecimento de medicamentos, entre outros.- Visita do Presidente Lula à Jordânia.Quinta-feira (18)- Receita Federal divulga arrecadação de fevereiro.- Divulgação do IGP-10 de março.Sexta-feira (19)- O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o diretor de normas, Alexandre Tombini, participam da 2ª Conferência de Crédito Imobiliário do BC, em Fortaleza.- Sete medidas provisórias passam a trancar a pauta da Câmara.
Agenda Política: pesquisa Ibope medirá influência de Lula
Nova pesquisa CNI/Ibope sobre avaliação do Governo Lula e sucessão presidencial vai ser divulgada, nesta terça-feira (16), e poderá trazer novidades, como a influência de Lula para as eleições de 3 de outubroNa Câmara, os líderes definem pauta prioritária para o semestre. No Senado, a regulamentação do pré-sal é o principal tema. Na economia, destaques para a reunião do Copom para definir a taxa básica de juros e o anúncio de corte de gastos no Orçamento da União para 2010.CâmaraConstam da pauta da Câmara onze medidas provisórias. Entre elas, a que aumentou o salário mínimo de R$ 460 para R$ 510 e estabelece uma política de reajuste para 2010 a 2023 (MP 474/09) e a que reajusta o salário de aposentados e pensionistas que ganham acima do salário mínimo (MP 475/09).SenadoDuas MPs trancam a pauta: 470/09, que concede crédito de até R$ 6 bilhões à Caixa e de R$ 1 bilhão ao Banco do Nordeste; e 471/09, que concede incentivo fiscal às montadoras e fabricantes de veículos das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.CopomO Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) se reúne nesta semana para decidir a taxa básica de juros (Selic), hoje em 8,75% ao ano. A ata da reunião será divulgada na próxima semana, dia 25.CNI/IbopeA Confederação Nacional da Indústria deve divulgar, na terça-feira, pesquisa Ibope sobre avaliação do governo Lula e sucessão presidencial. Em novembro, tanto a avaliação do governo quanto do presidente Lula subiram. Na disputa pelo Planalto, José Serra tinha 38% e Dilma Rousseff, 17%. Como já mostraram pesquisas mais recentes, a CNI/Ibope deve confirmar a queda na vantagem de Serra para Dilma, com empate técnico entre os dois contendores.Corte de gastosO Governo deve anunciar, nesta semana, corte de gastos no Orçamento da União para 2010. Os cortes serão feitos para que o governo atinja a meta de superávit primário, cuja meta para este ano é 3,3% do PIB.Veja, a seguir, a previsão dos principais acontecimentos políticos desta semana:Segunda-feira (15)- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz visita oficial à Israel.- A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata à Presidência da Republica pelo PT, participa, às 9 horas, em Lucas do Rio Verde (354 km ao norte de Cuiabá), da apresentação do projeto de construção da Ferrovia Centro-Oeste, que, nos seus 1.602 km, irá ligar Uruaçu (GO) a Vilhena (RO), cruzando os principais polos do agronegócio em Mato Grosso.- Último dia para os brasileiros que tinham depósito na caderneta de poupança em 15 de março de 1990 entrarem na Justiça contra o banco de que eram clientes pedindo a correção monetária expurgada no Plano Collor.- PSol realiza debate interno sobre quem deve representar o partido nas eleições presidenciais de 2010. O debate em São Paulo com a militância acontece às 19 horas, na sede do Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro/SP), na Rua Borges Lagoa, 208, Vila Mariana, próximo ao Metrô Santa Cruz. Três pré-candidatos estão inscritos: 1) o ex-deputado federal João Batista Araújo, o Babá; 2) o presidente do PSol de Goiás, Martiniano Cavalcante; e 3) o ex-deputado federal e candidato pelo PSol ao governo do estado de São Paulo em 2006, Plínio de Arruda Sampaio Terça-feira (16)- Visita do Presidente Lula aos Territórios Palestinos.- Prevista divulgação de pesquisa CNI/Ibope sobre avaliação do governo Lula e sucessão presidencial.- Os líderes partidários da Câmara se reúnem na residência oficial do presidente da Casa, Michel Temer (PMDB/SP), para definir os projetos de lei e de lei complementar prioritários para serem apreciados neste semestre.- A Câmara dos Deputados antecipa a comemoração pelos 88 anos do PCdoB. Fundado em 25 de março de 1922, o partido será homenageado no salão nobre da Casa, com a presença do presidente do PCdoB, Renato Rabelo, além de lideranças e personalidades da política e dos movimentos sociais de diversos partidos. A iniciativa é aberta ao público e está marcada para as 17h. Sua realização é uma iniciativa da Liderança do PCdoB na Câmara e do senador Inácio Arruda (PCdoB/CE).- Início da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.Quarta-feira (17)- Entre os dias 17 e 19, dirigentes da Força Sindical dos estados da região Norte - Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins - se reúnem em Manaus para debater o desenvolvimento a região amazônica. O 1º Seminário da Região Norte "propõe o início de debates permanentes entre os dirigentes sindicais dos sete estados" para buscar a construção de "posições unitárias que avancem no sentido de serem nacionalmente ouvidos", diz a apresentação do evento. - A Comissão de Minas e Energia da Câmara realiza audiência pública sobre o novo marco regulatório da mineração com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.- A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara realiza audiência pública sobre os programas e metas do Ministério do Trabalho para 2010 com o ministro Carlos Lupi.- O Tribunal de Contas da União julga a avaliação dos novos cálculos relativos aos estudos econômicos do projeto da hidrelétrica de Belo Monte.- O Copom anuncia taxa básica de juros (Selic).- No Centro do Rio, será feita uma manifestação contra a emenda Ibsen Pinheiro, organizada pelo governo do Rio e pelos municípios produtores de petróleo do RJ (organização presidida por Rosinha Garotinho, prefeita de Campos).- O Supremo Tribunal Federal julga ações que pretendem suspender determinações judiciais que ordenaram a cobertura do SUS (Sistema Único de Saúde) para a realização de cirurgias e tratamentos médicos no exterior, fornecimento de medicamentos, entre outros.- Visita do Presidente Lula à Jordânia.Quinta-feira (18)- Receita Federal divulga arrecadação de fevereiro.- Divulgação do IGP-10 de março.Sexta-feira (19)- O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o diretor de normas, Alexandre Tombini, participam da 2ª Conferência de Crédito Imobiliário do BC, em Fortaleza.- Sete medidas provisórias passam a trancar a pauta da Câmara.
Diap
15/03/10
Dieese prevê retomada dos investimentos econômicos
"Os assalariados passaram a ter um incremento real dos ganhos, que repercutiu também nos benefícios dos aposentados e nas transferências sociais", comenta economista do Dieese, Clemente Ganz LúcioO diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio, prevê para este ano uma retomada dos investimentos no país. Ele destacou que o equilíbrio macroeconômico se dá "quando ocorre a retomada do investimento na frente do consumo".Lúcio disse que o crescimento de 7,7% do consumo no ano passado deverá ter continuidade este ano. O aumento do consumo foi apontado nos dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) divulgados, na última quinta-feira (11), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)."O Brasil foi recolocado como um mercado de consumo de massa. A tendência é que neste ano tenhamos um crescimento econômico de 5% e a geração de 2 milhões de empregos com carteira assinada. Com o incremento do emprego deve aumentar o consumo", afirmou o economista.Para ele, os dados do PIB são positivos e refletem um crescimento econômico continuado, que foi interrompido em 2008, com a crise financeira mundial. "O Brasil diminuiu sua atividade econômica, mas foi menor do que aconteceu em outros países", disse ele, referindo-se à queda de 0,2% do PIB brasileiro, menor que a de grandes economias, como a dos Estados Unidos, do Japão, da Grã-Bretanha e da Itália.De acordo com o economista, o aumento do salário mínimo foi um dos fatores que contribuíram para a elevação do consumo. "Os assalariados passaram a ter um incremento real dos ganhos, que repercutiu também nos benefícios dos aposentados e nas transferências sociais".Lúcio destacou que o crescimento nas regiões Norte e Nordeste é maior que no Sul e no Sudeste, em função de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família. "Os trabalhadores, mais pobres, a base da pirâmide salarial, passaram a consumir. Eles antes estavam excluídos", ressaltou. (Fonte: site Tendências de Mercado)
Dieese prevê retomada dos investimentos econômicos
"Os assalariados passaram a ter um incremento real dos ganhos, que repercutiu também nos benefícios dos aposentados e nas transferências sociais", comenta economista do Dieese, Clemente Ganz LúcioO diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio, prevê para este ano uma retomada dos investimentos no país. Ele destacou que o equilíbrio macroeconômico se dá "quando ocorre a retomada do investimento na frente do consumo".Lúcio disse que o crescimento de 7,7% do consumo no ano passado deverá ter continuidade este ano. O aumento do consumo foi apontado nos dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) divulgados, na última quinta-feira (11), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)."O Brasil foi recolocado como um mercado de consumo de massa. A tendência é que neste ano tenhamos um crescimento econômico de 5% e a geração de 2 milhões de empregos com carteira assinada. Com o incremento do emprego deve aumentar o consumo", afirmou o economista.Para ele, os dados do PIB são positivos e refletem um crescimento econômico continuado, que foi interrompido em 2008, com a crise financeira mundial. "O Brasil diminuiu sua atividade econômica, mas foi menor do que aconteceu em outros países", disse ele, referindo-se à queda de 0,2% do PIB brasileiro, menor que a de grandes economias, como a dos Estados Unidos, do Japão, da Grã-Bretanha e da Itália.De acordo com o economista, o aumento do salário mínimo foi um dos fatores que contribuíram para a elevação do consumo. "Os assalariados passaram a ter um incremento real dos ganhos, que repercutiu também nos benefícios dos aposentados e nas transferências sociais".Lúcio destacou que o crescimento nas regiões Norte e Nordeste é maior que no Sul e no Sudeste, em função de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família. "Os trabalhadores, mais pobres, a base da pirâmide salarial, passaram a consumir. Eles antes estavam excluídos", ressaltou. (Fonte: site Tendências de Mercado)
sexta-feira, 12 de março de 2010
Energia
O Globo, 12/03/10
Apagões em série: Procon, Defensoria Pública, Fecomércio e Cabral pressionam Light e Aneel
RIO - O Procon-RJ notificou nesta quinta-feira a Light para que a empresa apresente, em dez dias, explicações sobre os apagões que atingiram ruas da Zona Sul e do Centro nas últimas semanas. Segundo o subsecretário-adjunto dos Direitos do Consumidor, José Teixeira Fernandes, se as justificativas da concessionária não forem satisfatórias, será instaurado um processo administrativo que poderá resultar em multa de R$ 300 a R$ 5,5 milhões. Além disso, a Defensoria Pública do estado estuda abrir uma ação civil por dano coletivo contra a Light, cujo valor da indenização seria revertido para o Fundo de Defesa do Consumidor. - Estamos recebendo inúmeras reclamações de cortes de energia - afirmou o defensor Fábio Schwartz, do Núcleo de Defesa do Consumidor. Light tem que indenizar por aparelhos danificadosSegundo o Procon, o consumidor que teve algum aparelho danificado ou registrou prejuízos em suas atividades em decorrência dos apagões, deve procurar, em primeiro lugar, a própria concessionária. Se o problema não for resolvido, ele deve recorrer ao Procon. Em até 88% dos casos, segundo Fernandes, as partes conseguem chegar a um acordo. Quando isso não acontece, o consumidor é encaminhado à Justiça e o Procon instaura um processo administrativo. Nos últimos dez anos, a Light foi multada em aproximadamente R$ 21,1 milhões pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) por questões relacionadas à má prestação de serviço. Desse total, cerca de 60% - R$ 13,5 milhões - referem-se a problemas na operação que atingiram os consumidores cariocas desde o ano passado. De 2001 até este ano, oito multas foram dadas à concessionária. O último processo, no valor de R$ 9,5 mihões, menciona especificamente que falhas de manutenção foram responsáveis pelo apagão nos bairros do Leblon, Ipanema e Copacabana em novembro de 2009. A companhia recorreu e não pagou as duas últimas multas aplicadas pela agência reguladora do setor. Fecomércio-RJ cobra de governador intervenção na LightA Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou, através de sua assessoria, que ainda está decidindo qual atitude tomar. O governador Sérgio Cabral disse que já pediu à agência "providências enérgicas" em relação aos últimos apagões no Rio, não apenas na área atendida pela Light, mas também na da Ampla. Entre os problemas causados estão, segundo Cabral, prejuízos aos serviços da Cedae. O prefeito Eduardo Paes disse esperar que os problemas sejam resolvidos rapidamente: - O que está acontecendo é assustador, inacreditável. A Fecomércio-RJ, por sua vez, cobrou de Cabral uma intervenção na Light diante do que classificou de omissão da Aneel e do Ministério das Minas e Energia. A entidade, que representa 61 sindicatos responsáveis por 60% do PIB do estado e três milhões de empregados, pediu, em ofício ao governador, uma ação conjunta para combater o problema. "O Centro do Rio, local de grande concentração bancária e de comércio, sofreu interrupções que, somadas, ultrapassam 24 horas só nesta semana e representam perdas imensuráveis, além de dificultar a vida do cidadão. Para uma cidade que se consagrou como sede da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, é inconcebível que falhas dessa natureza ocorram sem que a concessionária apresente justificativas plausíveis e soluções", diz a Fecomércio em nota. - Os apagões não afetam só os negócios e o comércio da região, mas a imagem do Rio. Eles ocorriam antes em bairros mais residenciais. Hoje está no centro financeiro e comercial do estado - acrescentou o coordenador de relações institucionais da entidade, Marcos Neves. Pesquisa mostra prejuízos de 477 estabelecimentosUma pesquisa feita pela Fecomércio com 477 estabelecimentos comerciais cariocas em dezembro mostrou que 51,2% dos entrevistados sofreram com a falta de energia em algum momento nos dois últimos meses de 2009. Nesse período, os comerciantes informaram ter tido em média três episódios de falta de luz, com durações médias de quase três horas. Entre os que sofreram sem energia, 53,7% tiveram perdas. Desse grupo, 78,6% amargaram prejuízos médios de cerca de R$ 10 mil pela impossibilidade de atender clientes ou perda de estoque e de equipamentos. Somente uma loja da rede Ponto Frio, na Rua Uruguaiana, teve perdas de vendas estimadas em R$ 1 milhão nos dois últimos dias, segundo a gerente Elizabeth Rodrigues. Segundo o Sindicato dos Bares e Restaurantes do Rio (SindRio), 172 estabelecimentos foram afetados de alguma forma pela falta de luz ontem no Centro. A entidade calcula em 40% a queda no movimento de bares e restaurantes em relação a dias normais de funcionamento.
Apagões em série: Procon, Defensoria Pública, Fecomércio e Cabral pressionam Light e Aneel
RIO - O Procon-RJ notificou nesta quinta-feira a Light para que a empresa apresente, em dez dias, explicações sobre os apagões que atingiram ruas da Zona Sul e do Centro nas últimas semanas. Segundo o subsecretário-adjunto dos Direitos do Consumidor, José Teixeira Fernandes, se as justificativas da concessionária não forem satisfatórias, será instaurado um processo administrativo que poderá resultar em multa de R$ 300 a R$ 5,5 milhões. Além disso, a Defensoria Pública do estado estuda abrir uma ação civil por dano coletivo contra a Light, cujo valor da indenização seria revertido para o Fundo de Defesa do Consumidor. - Estamos recebendo inúmeras reclamações de cortes de energia - afirmou o defensor Fábio Schwartz, do Núcleo de Defesa do Consumidor. Light tem que indenizar por aparelhos danificadosSegundo o Procon, o consumidor que teve algum aparelho danificado ou registrou prejuízos em suas atividades em decorrência dos apagões, deve procurar, em primeiro lugar, a própria concessionária. Se o problema não for resolvido, ele deve recorrer ao Procon. Em até 88% dos casos, segundo Fernandes, as partes conseguem chegar a um acordo. Quando isso não acontece, o consumidor é encaminhado à Justiça e o Procon instaura um processo administrativo. Nos últimos dez anos, a Light foi multada em aproximadamente R$ 21,1 milhões pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) por questões relacionadas à má prestação de serviço. Desse total, cerca de 60% - R$ 13,5 milhões - referem-se a problemas na operação que atingiram os consumidores cariocas desde o ano passado. De 2001 até este ano, oito multas foram dadas à concessionária. O último processo, no valor de R$ 9,5 mihões, menciona especificamente que falhas de manutenção foram responsáveis pelo apagão nos bairros do Leblon, Ipanema e Copacabana em novembro de 2009. A companhia recorreu e não pagou as duas últimas multas aplicadas pela agência reguladora do setor. Fecomércio-RJ cobra de governador intervenção na LightA Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou, através de sua assessoria, que ainda está decidindo qual atitude tomar. O governador Sérgio Cabral disse que já pediu à agência "providências enérgicas" em relação aos últimos apagões no Rio, não apenas na área atendida pela Light, mas também na da Ampla. Entre os problemas causados estão, segundo Cabral, prejuízos aos serviços da Cedae. O prefeito Eduardo Paes disse esperar que os problemas sejam resolvidos rapidamente: - O que está acontecendo é assustador, inacreditável. A Fecomércio-RJ, por sua vez, cobrou de Cabral uma intervenção na Light diante do que classificou de omissão da Aneel e do Ministério das Minas e Energia. A entidade, que representa 61 sindicatos responsáveis por 60% do PIB do estado e três milhões de empregados, pediu, em ofício ao governador, uma ação conjunta para combater o problema. "O Centro do Rio, local de grande concentração bancária e de comércio, sofreu interrupções que, somadas, ultrapassam 24 horas só nesta semana e representam perdas imensuráveis, além de dificultar a vida do cidadão. Para uma cidade que se consagrou como sede da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, é inconcebível que falhas dessa natureza ocorram sem que a concessionária apresente justificativas plausíveis e soluções", diz a Fecomércio em nota. - Os apagões não afetam só os negócios e o comércio da região, mas a imagem do Rio. Eles ocorriam antes em bairros mais residenciais. Hoje está no centro financeiro e comercial do estado - acrescentou o coordenador de relações institucionais da entidade, Marcos Neves. Pesquisa mostra prejuízos de 477 estabelecimentosUma pesquisa feita pela Fecomércio com 477 estabelecimentos comerciais cariocas em dezembro mostrou que 51,2% dos entrevistados sofreram com a falta de energia em algum momento nos dois últimos meses de 2009. Nesse período, os comerciantes informaram ter tido em média três episódios de falta de luz, com durações médias de quase três horas. Entre os que sofreram sem energia, 53,7% tiveram perdas. Desse grupo, 78,6% amargaram prejuízos médios de cerca de R$ 10 mil pela impossibilidade de atender clientes ou perda de estoque e de equipamentos. Somente uma loja da rede Ponto Frio, na Rua Uruguaiana, teve perdas de vendas estimadas em R$ 1 milhão nos dois últimos dias, segundo a gerente Elizabeth Rodrigues. Segundo o Sindicato dos Bares e Restaurantes do Rio (SindRio), 172 estabelecimentos foram afetados de alguma forma pela falta de luz ontem no Centro. A entidade calcula em 40% a queda no movimento de bares e restaurantes em relação a dias normais de funcionamento.
Canal Energia
Eletrobrás unifica planejamento para lançar-se no mercado global
Subsidiárias vão incorporar nome da holding, que perderá acento gráfico. Marca e estratégia serão apresentados dia 22 de março
Da Agência CanalEnergia, Negócios e Empresas
11/03/2010
A Eletrobrás lançará no próximo dia 22 de março, no Rio de Janeiro, sua nova marca e sua estratégia para se tornar uma empresa global. Além da mudança do logotipo, a holding terá seu nome incorporado ao de suas subsidiárias. De acordo com a estatal, o objetivo é unificar o planejamento estratégico para as empresas do grupo. O novo conceito apresenta a Eletrobrás como "uma empresa global, que produz energia limpa e renovável e é focada em resultados".A mudança inclui a perda do acento gráfico no nome (Eletrobras), a exemplo do que aconteceu com a Petrobras. Com o novo posicionamento, as subsidiárias passarão a se chamar: Eletrobras CGTEE, Eletrobras Chesf, Eletrobras Eletronorte, Eletrobras Furnas, Eletrobras-Eletronuclear, Eletrobras Eletrosul, Eletrobras Amazonas Energia.No caso das distribuidoras, a Ceron (RO) passará a se chamar Eletrobras Distribuição Rondônia. O mesmo acontece com a Boa Vista Energia (RR) - Eletrobras Distribuição Roraima, Ceal (AL) - Eletrobras Distribuição Alagoas, Cepisa (PI) - Eletrobras Distribuição Piauí e Eletroacre (AC) - Eletrobras Distribuição Acre. O Cepel também ganhará o acréscimo e será chamada de Eletrobras Cepel. Veja abaixo como será o novo logotipo da Eletrobras.
Subsidiárias vão incorporar nome da holding, que perderá acento gráfico. Marca e estratégia serão apresentados dia 22 de março
Da Agência CanalEnergia, Negócios e Empresas
11/03/2010
A Eletrobrás lançará no próximo dia 22 de março, no Rio de Janeiro, sua nova marca e sua estratégia para se tornar uma empresa global. Além da mudança do logotipo, a holding terá seu nome incorporado ao de suas subsidiárias. De acordo com a estatal, o objetivo é unificar o planejamento estratégico para as empresas do grupo. O novo conceito apresenta a Eletrobrás como "uma empresa global, que produz energia limpa e renovável e é focada em resultados".A mudança inclui a perda do acento gráfico no nome (Eletrobras), a exemplo do que aconteceu com a Petrobras. Com o novo posicionamento, as subsidiárias passarão a se chamar: Eletrobras CGTEE, Eletrobras Chesf, Eletrobras Eletronorte, Eletrobras Furnas, Eletrobras-Eletronuclear, Eletrobras Eletrosul, Eletrobras Amazonas Energia.No caso das distribuidoras, a Ceron (RO) passará a se chamar Eletrobras Distribuição Rondônia. O mesmo acontece com a Boa Vista Energia (RR) - Eletrobras Distribuição Roraima, Ceal (AL) - Eletrobras Distribuição Alagoas, Cepisa (PI) - Eletrobras Distribuição Piauí e Eletroacre (AC) - Eletrobras Distribuição Acre. O Cepel também ganhará o acréscimo e será chamada de Eletrobras Cepel. Veja abaixo como será o novo logotipo da Eletrobras.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Agência Brasil
11/03/10
País deverá ter excedente de trabalhadores qualificados em 2010, diz Ipea
Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil
São Paulo - O Brasil deverá ter um excedente de mão de obra qualificada em 2010. De acordo com dados divulgados hoje (10) pelo Instituto de Pesquisas Econômica Aplicada (Ipea), o ano fechará com 653 mil trabalhadores, qualificados e com experiência profissional, que não serão absorvidos pelo mercado.A estimativa é de um universo de 19,3 milhões de pessoas com qualificação e experiência profissional para uma demanda potencial de 18,6 milhões de trabalhadores.Segundo o Ipea, a economia brasileira deve criar 2.000.607 novos empregos neste ano. O estado de São Paulo deve ser responsável pela maioria dos novos postos de trabalho, num total de 700.053.O levantamento mostra que os setores com excesso de mão de obra qualificada devem ser o industrial, agrícola e o de serviços sociais ? coletivos e individuais. No entanto, outros setores deverão registrar escassez de mão de obra qualificada, como comércio, alojamento, saúde, educação e alimentação. No estado de São Paulo, faltará mão de obra na construção civil.O estudo aponta que haverá ao longo do ano 24,8 milhões de trabalhadores disponíveis no mercado e, como 19,3 milhões desses têm a qualificação exigida para o trabalho, a conclusão é que, na outra ponta, 22,2% dos trabalhadores não têm a qualificação para a demanda existente.?Dessa forma, a massa de trabalhadores sem qualificação requer políticas públicas de combate a essa exclusão, visto que constitui-se um exército que não se encontra nas mesmas condições de competitividade no mercado de trabalho. Mesmo com o crescimento econômico, ainda continuará havendo um estoque de trabalhadores desempregados?, diz o estudo.
País deverá ter excedente de trabalhadores qualificados em 2010, diz Ipea
Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil
São Paulo - O Brasil deverá ter um excedente de mão de obra qualificada em 2010. De acordo com dados divulgados hoje (10) pelo Instituto de Pesquisas Econômica Aplicada (Ipea), o ano fechará com 653 mil trabalhadores, qualificados e com experiência profissional, que não serão absorvidos pelo mercado.A estimativa é de um universo de 19,3 milhões de pessoas com qualificação e experiência profissional para uma demanda potencial de 18,6 milhões de trabalhadores.Segundo o Ipea, a economia brasileira deve criar 2.000.607 novos empregos neste ano. O estado de São Paulo deve ser responsável pela maioria dos novos postos de trabalho, num total de 700.053.O levantamento mostra que os setores com excesso de mão de obra qualificada devem ser o industrial, agrícola e o de serviços sociais ? coletivos e individuais. No entanto, outros setores deverão registrar escassez de mão de obra qualificada, como comércio, alojamento, saúde, educação e alimentação. No estado de São Paulo, faltará mão de obra na construção civil.O estudo aponta que haverá ao longo do ano 24,8 milhões de trabalhadores disponíveis no mercado e, como 19,3 milhões desses têm a qualificação exigida para o trabalho, a conclusão é que, na outra ponta, 22,2% dos trabalhadores não têm a qualificação para a demanda existente.?Dessa forma, a massa de trabalhadores sem qualificação requer políticas públicas de combate a essa exclusão, visto que constitui-se um exército que não se encontra nas mesmas condições de competitividade no mercado de trabalho. Mesmo com o crescimento econômico, ainda continuará havendo um estoque de trabalhadores desempregados?, diz o estudo.
Trabalho e Sindicalismo
Diap, 11/03/10
Governo enviará ao Congresso regulamentação do direito de greve
"O Governo não pode ficar omisso, pois é uma exigência constitucional. Não teremos um consenso total, mas já teremos andado com o debate, que ficará em outro patamar", disse secretário de Recursos Humanos (SRH)O secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva informou, na última terça-feira (9), durante reunião com o Grupo de Trabalho (GT) da Bancada Sindical, que o Governo enviará ao Congresso Nacional, até maio deste ano, projeto de lei que regulamentará o direito de greve no serviço público Segundo Duvanier, a proposição será um conjunto de princípios e de abrangência nacional. "O Governo não pode ficar omisso, pois é uma exigência constitucional. Não teremos um consenso total, mas já teremos andado com o debate, que ficará em outro patamar", disse aos representantes sindicais do GT. O secretário informou ainda que ao todo serão dois projetos de lei e que, além de tratar do direito de greve, também discorrerão sobre a "negociação coletiva e a resolução de conflitos" e sobre a "liberação de ponto do mandato classista" da Administração Pública. Os projetos foram discutidos com o GT da Bancada Sindical durante mais de dois anos e ainda não têm consenso. De acordo com Duvanier, o projeto sobre o "Direito de Greve" só não foi encaminhado ainda pelo Governo porque está sendo discutido com a Bancada Sindical. Na terça-feira, a Bancada Sindical entregou algumas alterações ao projeto inicialmente apresentado para análise da Secretaria de Recursos Humanos, mas Duvanier antecipou que o Governo enviará os projetos ao exame do Congresso mesmo sem acordo. O presidente do Sindireceita, Paulo Antenor de Oliveira, afirmou que prefere focar a garantia da negociação ao direito de greve, conforme o raciocínio de que só se faz greve quando não há espaço para negociação. Paulo Antenor também destacou que a instituição da negociação coletiva em estados e municípios deveria ser prioridade. "Felizmente, tivemos uma mesa de negociação durante os oito anos de Governo Lula, mas em estados e municípios isso não é realidade".Na opinião do vice-presidente do Sindireceita, Hélio Bernades, os projetos devem ser encaminhados o mais breve possível. "O ideal é realmente construir um consenso, mas estamos no final do Governo e, se o GT não fechar isso, podemos retroceder em outro momento, pois não saberemos se haverá debate sobre o projeto em outro governo".O secretário de Recursos Humanos disse ainda que os projetos serão apresentados na próxima segunda-feira (15) aos secretários estaduais e serão colocados disponíveis para consulta pública em breve. Na próxima reunião com o GT, o Governo se posicionará sobre as alterações propostas. (Fonte: Sindireceita)Para ver o Projeto de Lei e observações das centrais sindicais: http://www.sindireceita.org.br/acms/cliente/sindtten/docs/comunicacao/bol0452010_proj_lei.pdf
Governo enviará ao Congresso regulamentação do direito de greve
"O Governo não pode ficar omisso, pois é uma exigência constitucional. Não teremos um consenso total, mas já teremos andado com o debate, que ficará em outro patamar", disse secretário de Recursos Humanos (SRH)O secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva informou, na última terça-feira (9), durante reunião com o Grupo de Trabalho (GT) da Bancada Sindical, que o Governo enviará ao Congresso Nacional, até maio deste ano, projeto de lei que regulamentará o direito de greve no serviço público Segundo Duvanier, a proposição será um conjunto de princípios e de abrangência nacional. "O Governo não pode ficar omisso, pois é uma exigência constitucional. Não teremos um consenso total, mas já teremos andado com o debate, que ficará em outro patamar", disse aos representantes sindicais do GT. O secretário informou ainda que ao todo serão dois projetos de lei e que, além de tratar do direito de greve, também discorrerão sobre a "negociação coletiva e a resolução de conflitos" e sobre a "liberação de ponto do mandato classista" da Administração Pública. Os projetos foram discutidos com o GT da Bancada Sindical durante mais de dois anos e ainda não têm consenso. De acordo com Duvanier, o projeto sobre o "Direito de Greve" só não foi encaminhado ainda pelo Governo porque está sendo discutido com a Bancada Sindical. Na terça-feira, a Bancada Sindical entregou algumas alterações ao projeto inicialmente apresentado para análise da Secretaria de Recursos Humanos, mas Duvanier antecipou que o Governo enviará os projetos ao exame do Congresso mesmo sem acordo. O presidente do Sindireceita, Paulo Antenor de Oliveira, afirmou que prefere focar a garantia da negociação ao direito de greve, conforme o raciocínio de que só se faz greve quando não há espaço para negociação. Paulo Antenor também destacou que a instituição da negociação coletiva em estados e municípios deveria ser prioridade. "Felizmente, tivemos uma mesa de negociação durante os oito anos de Governo Lula, mas em estados e municípios isso não é realidade".Na opinião do vice-presidente do Sindireceita, Hélio Bernades, os projetos devem ser encaminhados o mais breve possível. "O ideal é realmente construir um consenso, mas estamos no final do Governo e, se o GT não fechar isso, podemos retroceder em outro momento, pois não saberemos se haverá debate sobre o projeto em outro governo".O secretário de Recursos Humanos disse ainda que os projetos serão apresentados na próxima segunda-feira (15) aos secretários estaduais e serão colocados disponíveis para consulta pública em breve. Na próxima reunião com o GT, o Governo se posicionará sobre as alterações propostas. (Fonte: Sindireceita)Para ver o Projeto de Lei e observações das centrais sindicais: http://www.sindireceita.org.br/acms/cliente/sindtten/docs/comunicacao/bol0452010_proj_lei.pdf
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