sexta-feira, 27 de abril de 2012

Jornal da Energia

Jornal da Energia, 27/04/12
MME apresenta balanço energético até 11 de maio
Relatório usará informações referentes ao exercício de 2010
Da redação

O Ministério de Minas e Energia vai apresentar até 11 de maio o Balanço Energético Nacional (BEN), segundo despacho publicado nesta quinta-feira (26/04) no Diário Oficial da União. O relatório terá como enfoque as estatísticas energéticas relativas ao exercício de 2010, com o intuito de aprimoramento da informação.

O relatório sobre os processo de elaboração do BEN deverá ser apresentado até 1º de junho, contendo a revisão das notas técnicas sobre critérios de depuração de dados, a revisão das cadeias energéticas, a complementação de notas técnicas e uma proposta de regulamentação dos processos.
Elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) anualmente, o documento divulga, através de extensa pesquisa, toda a contabilidade relativa à oferta e ao consumo de energia no Brasil, contemplando atividades e operações ligadas à exploração e produção de recursos energéticos primários, à conversão em formas secundárias, às contas de importação e exportação, à distribuição e ao uso final da energia.
Segundo a própria EPE, o BEN é "o mais tradicional" estudo do setor energético brasileiro e "de fundamental importância para as atividades de planejamento e acompanhamento" da área.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Energia


Canal Energia
Indefinição sobre concessões pode afetar contratos de energia existentes já em 2013
Em documento, a Apine adverte para a necessidade de aprovação das regras ainda este ano e diz que descontratação pode atingir 9 mil MW médios em janeiro
Sueli Montenegro, da Agência CanalEnergia, de Brasília, Regulação e Política
25/04/2012
O Congresso Nacional terá que discutir e votar ainda este ano uma possível proposta do governo em relação às concessões do setor elétrico que vencerão a partir de 2015, dada a existência de um montante significativo de energia "velha" que estará descontratada a partir de janeiro de 2013. Serão mais de 17 mil MW médios, dos quais 9 mil MW médios terão seus contratos expirados no ano que vem; 6.800 MW médios em 2014 e 1.300 MW médios em 2015.


O alerta é da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica, que divulgou oficialmente nesta quarta-feira, 25 de abril, a agenda legislativa da associação para 2012. No documento, a associação enfatiza que a situação terá de ser equacionada no primeiro semestre do ano, porque nos últimos seis meses o governo terá de programar novo leilão para a recontratação de boa parte da energia existente, com início de suprimento em 2013.


O presidente do Conselho de Administração da Apine, Luiz Fernando Vianna, destaca em entrevista à Agência Canal Energia a importância de uma solução rápida para as concessões, uma vez que a pauta do Legislativo estará comprometida em razão do ano eleitoral e pouca coisa deverá ser votada em 2012.


Na carta de apresentação da agenda, Vianna lembra que não é posível esperar mais por uma solução, "pois cerca de 20% da capacidade instalada do Brasil está ligada às concessões de geração que vão expirar em 2015" e não têm sequer "previsão legal de renovação ou prorrogação". O documento com os cinco temas considerados prioritários pelos produtores independentes de energia foi entregue pela Apine a parlamentares, durante café da manhã no restaurante do Anexo IV da Câmara.


Além das concessões, a agenda trata da situação do gás na matriz eletrica brasileira, da carga tributária incidente sobre o setor, da ampliação do mercado livre de energia e da construção de eclusas - estrutura que permite o passagem de embarcações, por meio do nivelamento da água da represa - em empreendimentos hidrelétricos.


Responsável na Apine pelo acompanhamento da pauta do gás, o gerente de Regulação da Geração da CPFL, Galdino Lamas de Barros, explica que a ideia da associação é fazer um levantamento completo que possa subsidiar o desenvolvimento de um marco regulatório para o setor energético, com foco na produção de energia elétrica. "A gente quer um enfoque diferenciado na matriz elétrica. Hoje, a Petrobras é a dona do processo e você não sabe, quando vai a leilão, se vai ter gás", afirma Galdino Barros.


Ele conta que a associação deverá apresentar no segundo semestre um projeto de pesquisa e desenvolvimento à Agência Nacional de Energia Elétrica que terá como meta fazer um levantamento, em 24 meses, de todo o histórico de utilização do gás no setor elétrico brasileiro. O estudo feito por uma universidade brasileira, com o suporte de consultoria internacional a ser contratada, deverá identificar os entraves que impedem o desenvolvimento das termelétricas a gás no país. Nesse período, serão feitas visitas a mercados da Europa, para ver como essas experiências podem ser adequadas ao mercado brasileiro. O resultado será uma proposta concreta para o segmento.


Na questão das eclusas, a Apine manifesta preocupação em como serão alocados os custos decorrentes da construção dessas estruturas e na definição de pontos considerado críticos pelos geradores. Denise Sabbag, conselheira da associação, diz que é necessário definir quem ficará responsável pelo empreendimento e de onde virão os recursos para financiar as eclusas. Ela acrescenta que é necesssário evitar impactos sobre o preço da energia produzida na usina.


O consultor de Planejamento Comercial, Assuntos Regulatórios e de Mercado da Tractebel Energia, Luiz Fernando Wachelke, que cuida do item relacionado ao mercado livre, explica que a Apine defende a flexibilidação das regras para a entrada de novos consumidores nesse segmento. Pela proposta da entidade, essa flexibilização significa reduzir de 3 MW para até 1 MW o limite de carga exigido para o enquadramento de consumidores como potencialmente livres, assim como o fim da exigência do limite mínimo de tensão de 69 kV.


Wachelke acredita que essas medidas poderão ampliar o mercado potencial, hoje de 32%, para 41%. E permitir a migração de pequenas indústrias e de instalações comerciais como shopping centers, que passariam a negociar diretamente com seus supridores as condições que melhor atendem sua necessidade de suprimento de energia. No último item da pauta, a associação destaca o peso dos tributos e encargos setoriais incidentes sobre a energia elétrica, que chegam a 45,08% do custo total da tarifa, segundo dados de 2008. E solicita a atuação do Legislativo na redução e na simplificação dos impostos cobrados de quem usa essa energia.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Energia


Agência Brasil, 25/04/12
Eletrobras assume controle da Celg com previsão de investir R$ 1 bilhão na empresa, segundo governador goiano
Da Agência Brasil
Brasília – Com a mudança de controle acionário definida hoje (24), o governador de Goiás, Marconi Perillo, estimou investimentos de até R$ 1 bilhão da Eletrobras na distribuidora de energia goiana Celg, nos próximos cinco anos. Perillo participou da assinatura do acordo que prevê participação majoritária (51%) da Eletrobras na empresa.


O evento foi realizado hoje no Ministério de Minas e Energia e contou com a participação do ministro Edison Lobão e do presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto.


O saneamento da empresa, entretanto, vai significa energia mais cara ao consumidor goiano. De acordo com Perillo, a negociação vai permitir que a Celg regularize sua situação financeira junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e assim volte a aplicar reajustes tarifários. Por causa da inadimplência, ela estava impedida de reajustar suas tarifas.


"Também estamos planejando a construção de 37 novas subestações, sendo quatro delas nos próximos 12 meses. De imediato, vamos atender à cidade de Trindade e depois às regiões de Caldas Novas e Luziânia, no entorno do Distrito Federal", afirmou o governador.


A participação da Eletrobras no processo de saneamento financeiro da Celg foi anunciada no final do ano passado com a assinatura de protocolo de intenções que garantia a participação majoritária da Eletrobras na estatal goiana.


O protocolo já previa o controle da Eletrobras por meio da aquisição de 51% das ações ordinárias do capital da companhia. O governo de Goiás, que detinha cerca de 99% das ações da Celg Distribuição S.A. (Celg-D), ficará com os outros 49%.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Energia


Canal Energia
Cemig é a maior empresa do setor elétrico na América Latina
Empresa mineira agora vale US$ 16 bilhões e ações se valorizaram 43% em 2012
Da Agência CanalEnergia, Negócios e Empresas
23/04/2012 
A Cemig ultrapassou a Eletrobras e desde a última quinta-feira, 19 de abril, é a empresa com maior valor de mercado do setor elétrico da América Latina, segundo relatório da consultoria Economática. A Cemig agora vale US$ 16 bilhões. Até o final de 2010, a Eletrobras liderava o ranking e a Cemig ocupava a quinta posição. As ações preferenciais da Cemig já se valorizaram 43% em 2012, enquanto o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo cresceu 10,3%.


Quem vem logo atrás da Cemig no ranking é a chilena Endesa, que vale US$ 15 bilhões, sendo seguida pela CPFL Energia,com valor de mercado de US$ 13 bilhões. Em quarto lugar vem a também chilena Enersis, valendo US$ 12,9 bilhões. A Eletrobras, que outrora chegou a ser a mais valiosa, agora ocupa a quinta colocação, valendo US$ 12 bilhões.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Energia

Jornal da Energia, 20/04/12
Furnas envia técnicos à China para avaliar parceria eólica
Empresa analisa projetos onshore e offshore no oriente junto à Three Gorges CorporationPor Luciano Costa
O presidente da Eletrobras, José da Costa Neto, autorizou o envio de dois gerentes e dois engenheiros de Furnas à China para "aprofundar os estudos técnicos" referentes a projetos eólicos no país. A missão, entre 20 e 30 de abril, vai analisar uma possível parceria com a empresa local China Three Gorges Corporation.
A estatal brasileira tem um memorando de entendimento com a companhia para o investimento conjunto em usinas eólicas comuns, chamadas onshore, e offshore, que são instaladas em alto mar.
Em março, Furnas havia confirmado ao Jornal da Energia o interesse em ter até 30% de uma usina de 200MW a ser construída na costa leste chinesa. No alvo estão também duas plantas em terra - uma com 28,5MW e outra com 49MW, ambas na fronteira da China com o Laos e o Vietnã, no alto de montanhas.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Energia

Jornal da Energia, 19/04/12
Chesf registra maior lucro no Sistema Eletrobras, com R$1,5 bilhão
Empresas de geração e transmissão fecham no azul;
setor de distribuição segue no vermelho
Por Luciano Costa
A Eletrobras apresentou nesta quarta-feira (18/4) as demonstrações financeiras relativas a 2011, quando o lucro subiu 66% frente a 2010 e chegou a R$3,7 bilhões. O resultado foi puxado pelas subsidiárias que atuam em geração e transmissão de energia, que somaram lucros de R$2,3 bilhões. Por outro lado, a área de distribuição da companhia somou um prejuízo de R$931 milhões. Embora no vermelho, as concessionárias foram melhor que em 2010, quando as perdas passaram de R$1,6 bilhão.
Os ganhos foram liderados por Chesf, com R$1,5 bilhão - ainda assim, um resultado abaixo dos R$2,1 bilhões de 2010. Já a Eletronuclear, com o segundo maior lucro, de R$307 milhões, reverteu o prejuízo de R$119 milhões que havia registrado no ano anterior. Furnas, com R$260 milhões, teve retração frente aos R$636 milhões auferidos em 2010. Em seguida aparecem Eletrosul, com lucro de R$105 milhões, Eletronorte, com R$58 milhões e CGTEE, com R$17 milhões.
A receita operacional dessas subsidiárias foi de R$22,5 bilhões em 2011, contra R$20,2 bilhões em 2010. Já o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$5,8 bilhões frente a R$6,1 bilhões do ano anterior. As empresas Eletrobras somam 41,4GW em potência instalada de geração, liderada por Chesf (10,6GW), Furnas (9,6GW) e Eletronorte (9,1GW). Em linhas de transmissão são 52,2 mil quilômetros, sendo 17,9 mil km da Chesf e 17 mil km de Furnas.
DistribuiçãoAs concessionárias do setor administradas pela Eletrobras somaram uma receita operacional líquida de R$4 bilhões, pouco superior aos R$3,8 bilhões de 2010. Das cinco companhias, apenas uma, a Eletrobras Piauí, teve lucro, de R$42 milhões. A Eletrobras Acre, porém, não aparece no balanço, porque ainda não encerrou as demonstrações financeiras de 2010.
A Amazonas Energia continua liderando as perdas, com R$625 milhões neste ano - o valor, porém, é quase metade do prejuízo de 2010, de R$1,3 bilhão. Houve prejuízos também nas subsidiárias de Alagoas (R$45 milhões), Rondônia (R$129 milhões) e Roraima (R$174 milhões). Essas empresas, contando ainda com a Eletrobras Acre, totalizam 187,2 mil km em linhas de distribuição e atendem 3,4 milhões de clientes em 463 municípios.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Energia

Canal Energia
Brasil deixará de aproveitar cerca de 100 GW do potencial hidrelétrico, segundo Eletrobras
Principal fator seriam os movimentos contra essas usinas, de acordo com Carvalho Neto
Carolina Medeiros, da Agência CanalEnergia, Planejamento e Expansão
17/04/2012

Os movimentos contra as usinas hidrelétricas podem fazer com que o Brasil deixe de aproveiar parte do seu potencial hidraulico. Segundo José da Costa Carvalho Neto, presidente da Eletrobras, dos 260 GW que o país tem de potencial hidrelétrico, entre 150 GW e 160 GW deverão ser utilizados.Ele disse que mesmo que a maior parte da população seja a favor dessas usinas, a minoria fala mais alto quando se trata da construção de hidrelétricas. "Tenho a impressão de que 98% da população são a favor das hidrelétricas e 2% são contra. Mas esses 2% falam muito mais alto", comentou o executivo, que participou de um evento no Rio de Janeiro.