27/11/09
Em 3 anos, Light distribuiu R$ 1,5 bi em lucro, mas investimentos para conter 'gatos' podem ter prejudicado manutenção da rede
Juliana Rangel
RIO - Desde que foi comprada pelo consórcio Rio Minas Energia (RME) em 2006, a Light já distribuiu lucros de R$ 1,55 bilhão a acionistas e minoritários, quase o dobro do valor pago pelo controle da empresa à francesa EDF. Na época, o negócio foi fechado por US$ 319,809 milhões, ou R$ 830 milhões, considerando o dólar na data e a correção pela inflação. Já os investimentos aumentaram em 65% na média anual desde então, frente a anos anteriores. Uma hipótese com que os analistas do setor trabalham é a possibilidade de os recentes problemas operacionais da Light se deverem ao mau direcionamento dos investimentos. O analista da Ativa Corretora Ricardo Corrêa observa que os investimentos são anualmente aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Depois, parte é compensada nos reajustes tarifários. Ou seja, algum dinheiro volta para as empresas. Mas o que a empresa gasta com manutenção não tem qualquer ressarcimento. - O que ocorreu, provavelmente, foi a combinação de falta de manutenção com problemas na capacidade de abastecimento. A gente tem visto grandes investimentos em prevenção de "gatos", que é um problema sério, uma mazela. Mas isso pode estar drenando gastos com a manutenção da rede - diz. Corrêa não vê excessos na distribuição de lucros a investidores. Segundo ele, os resultados obtidos pela empresa nos últimos anos seriam suficientes para remunerar acionistas e, ainda, permitir o aumento dos investimentos: - Três troncos tiveram problemas, e isso é questão de manutenção. A Light deve ser responsabilizada. Mas é um problema de planejamento interno, não de falta de dinheiro. Dados da Economática mostram que, em média, o retorno anual dos investidores que aplicaram nas ações da Light, apenas com os dividendos da empresa, foi de 11% em 2007, 9,5% em 2008 e 13,3% em 2009. Maior parte do investimento foi em manutenção, diz Light Para efeito de comparação, na Eletropaulo, o retorno foi de 15,61%, 10% e 22,8%, na mesma ordem. Na Coelce, do Nordeste, os números ficaram em 12,7%, 14,6% e 15%, respectivamente. A analista de energia da SLW Corretora, Rosângela Ribeiro também acha que o problema está na manutenção. - Ela pode estar fazendo um investimento maior na rede aérea, instalando novos medidores para evitar o roubo de energia, em vez de aplicar na proporção necessária na rede subterrânea, mais sensível ao calor intenso que tem feito. Mas é algo que temos que confirmar a partir de um detalhamento maior da empresa. Procurada, a Light detalhou os investimentos médios dos últimos dez anos, mas não deu números isolados de períodos recentes. Segundo a empresa, dos R$ 5,2 bilhões investidos desde 1999 em distribuição, os gastos com expansão ficaram com 37%, enquanto os de manutenção do sistema foram de 62%. Do ponto de vista financeiro, a percepção de analistas é favorável à empresa. - A leitura é positiva mesmo com questões difíceis que ela enfrenta no Rio, pois a atual gestão melhorou a dívida e fez a empresa dar lucro - diz Rosana. Para Corrêa, resta saber se as ações sofrerão algum efeito de eventuais multas da Aneel e ações na Justiça. Ontem, a ação da Light ON caiu 1,21%.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Energia
O Globo, 27/11/09
Relatório sobre causas do apagão deve ficar pronto na próxima semana
BRASÍLIA - A entrega do Relatório de Análise de Perturbação (RAP) sobre o blecaute do último dia 10 deverá ser antecipada para a próxima semana, informou nesta quinta-feira o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp. Segundo ele, apesar de o prazo dado pelo Ministério de Minas e Energia só terminar no dia 15 de dezembro, o ONS pretende finalizar as investigações até a próxima semana. - Temos 30 dias dados pelo ministro, mas pela relevância e pela importância, estamos fazendo todos os esforços para entregar na próxima sexta-feira, dia 4 - disse Chipp. O relatório, que será encaminhado para o Comitê de Monitoramento do Sistema Elétrico (CMSE), deverá trazer a conclusão dos técnicos do ONS sobre o que causou o blecaute. No último dia 30, eles já repassaram à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) uma apresentação mais detalhada sobre o que foi descoberto até o momento. Aparelhos registradores do fluxo de carga nas linhas de alta tensão são a origem para essa análise, porque eles funcionam como as caixas-pretas dos aviões, registrando todas as alterações no momento do blecaute. Chipp abordou o assunto junto com o presidente da Aneel, Nelson Hübner, e o ministro de Minas e Energia em exercício, Márcio Zimmermann, em audiência pública na Comissão de Infraestrutura do Senado. Na oportunidade, ele também disse que manter um sistema para assegurar o fornecimento de energia em uma situação como a do último dia 10 custaria R$ 600 milhões ao mês. Segundo o diretor geral do ONS, isso é inviável economicamente porque é rara a maneira como os curto-circuitos que se repetiram naquele dia. - Quando nós gastamos, em 2008, R$ 2 bilhões para manter um estoque de segurança para evitar racionamento foi uma chiadeira danada, porque houve aumento para o consumidor. Imagine nesse caso, para evitar uma contingência tão remota. O presidente da Aneel concordou sobre a impossibilidade de criar um sistema com termelétricas para impedir qualquer chance de haver um blecaute novamente. - Tornar o sistema 100% confiável elevaria a tarifa a um custo impossível de atingir.
Relatório sobre causas do apagão deve ficar pronto na próxima semana
BRASÍLIA - A entrega do Relatório de Análise de Perturbação (RAP) sobre o blecaute do último dia 10 deverá ser antecipada para a próxima semana, informou nesta quinta-feira o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp. Segundo ele, apesar de o prazo dado pelo Ministério de Minas e Energia só terminar no dia 15 de dezembro, o ONS pretende finalizar as investigações até a próxima semana. - Temos 30 dias dados pelo ministro, mas pela relevância e pela importância, estamos fazendo todos os esforços para entregar na próxima sexta-feira, dia 4 - disse Chipp. O relatório, que será encaminhado para o Comitê de Monitoramento do Sistema Elétrico (CMSE), deverá trazer a conclusão dos técnicos do ONS sobre o que causou o blecaute. No último dia 30, eles já repassaram à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) uma apresentação mais detalhada sobre o que foi descoberto até o momento. Aparelhos registradores do fluxo de carga nas linhas de alta tensão são a origem para essa análise, porque eles funcionam como as caixas-pretas dos aviões, registrando todas as alterações no momento do blecaute. Chipp abordou o assunto junto com o presidente da Aneel, Nelson Hübner, e o ministro de Minas e Energia em exercício, Márcio Zimmermann, em audiência pública na Comissão de Infraestrutura do Senado. Na oportunidade, ele também disse que manter um sistema para assegurar o fornecimento de energia em uma situação como a do último dia 10 custaria R$ 600 milhões ao mês. Segundo o diretor geral do ONS, isso é inviável economicamente porque é rara a maneira como os curto-circuitos que se repetiram naquele dia. - Quando nós gastamos, em 2008, R$ 2 bilhões para manter um estoque de segurança para evitar racionamento foi uma chiadeira danada, porque houve aumento para o consumidor. Imagine nesse caso, para evitar uma contingência tão remota. O presidente da Aneel concordou sobre a impossibilidade de criar um sistema com termelétricas para impedir qualquer chance de haver um blecaute novamente. - Tornar o sistema 100% confiável elevaria a tarifa a um custo impossível de atingir.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Energia
Canal Energia
Leilão de Belo Monte pode ocorrer apenas em 2010
Falta de prazo para concessão da licença prévia e de anuência do TCU obrigam governo a pensar em adiar certame
Da Agência CanalEnergia, Planejamento e Expansão
18/11/2009
O governo sinalizou que pode estar desistindo de realizar o leilão de Belo Monte (PA-11.233 MW) no dia 21 de dezembro. O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, disse que a licitação é "viável apenas para janeiro", segundo informou a Agência Brasil. O empreendimento ainda não tem a licença prévia ambiental e precisa ainda de anuência do Tribunal de Contas da União - ambos os documentos ainda não foram emitidos.A Agência Nacional de Energia Elétrica marcou para a próxima quinta-feira, 19, uma reunião extraordinária de diretoria para votar o edital do leilão de Belo Monte. Mas, de acordo com Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética, a Aneel deve retirar o assunto de pauta e aguardar a LP do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente. "A Aneel deve esperar a licença", afirmou Tolmasquim. Consultada pela reportagem, a Aneel informou que a reunião extraordiária será mantida porque além do edital da hidrelétrica, também deliberará a respeito do leilão de energia nova A-5.O ministro de Meio Ambiente, Carlos Minc, havia dito ontem (17) que não há prazo para a liberação da licença ambiental da usina. ?Vocês não vão tirar isso de mim [data definida] pela simples razão que eu não digo. O prazo será o mais rápido possível, contado em dias. A licença sairá quando todas as questões estiverem resolvidas?, afirmou Minc, de acordo com a Agência Brasil.Como a Agência CanalEnergia mostrou ontem os técnicos do Ibama estão analisando o calhamaço de mais de 15 mil páginas do estudo de impacto ambiental, além de estarem aguardando uma série de informações de órgãos do Pará e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.Os representantes do setor elétrico e da área ambiental se reuniram nesta quarta-feira, 18, em Brasília, para tratar das obras do setor incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento. Na reunião, também foi tratado do leilão A-5 marcado para 18 de dezembro. Tolmasquim disse que o certame deve contar com as hidrelétricas de Santo Antônio do Jari (AP/PA-300 MW) e de Garibaldi (RS-175 MW). Ficariam de fora, portanto, as cinco usinas do rio Parnaíba - Cachoeira (63 MW), Estreito (56 MW), Ribeiro Gonçalves (113 MW), Castelhanos (64 MW) e Uruçuí (134 MW).Com informações da Agência Brasil.
Leilão de Belo Monte pode ocorrer apenas em 2010
Falta de prazo para concessão da licença prévia e de anuência do TCU obrigam governo a pensar em adiar certame
Da Agência CanalEnergia, Planejamento e Expansão
18/11/2009
O governo sinalizou que pode estar desistindo de realizar o leilão de Belo Monte (PA-11.233 MW) no dia 21 de dezembro. O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, disse que a licitação é "viável apenas para janeiro", segundo informou a Agência Brasil. O empreendimento ainda não tem a licença prévia ambiental e precisa ainda de anuência do Tribunal de Contas da União - ambos os documentos ainda não foram emitidos.A Agência Nacional de Energia Elétrica marcou para a próxima quinta-feira, 19, uma reunião extraordinária de diretoria para votar o edital do leilão de Belo Monte. Mas, de acordo com Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética, a Aneel deve retirar o assunto de pauta e aguardar a LP do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente. "A Aneel deve esperar a licença", afirmou Tolmasquim. Consultada pela reportagem, a Aneel informou que a reunião extraordiária será mantida porque além do edital da hidrelétrica, também deliberará a respeito do leilão de energia nova A-5.O ministro de Meio Ambiente, Carlos Minc, havia dito ontem (17) que não há prazo para a liberação da licença ambiental da usina. ?Vocês não vão tirar isso de mim [data definida] pela simples razão que eu não digo. O prazo será o mais rápido possível, contado em dias. A licença sairá quando todas as questões estiverem resolvidas?, afirmou Minc, de acordo com a Agência Brasil.Como a Agência CanalEnergia mostrou ontem os técnicos do Ibama estão analisando o calhamaço de mais de 15 mil páginas do estudo de impacto ambiental, além de estarem aguardando uma série de informações de órgãos do Pará e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.Os representantes do setor elétrico e da área ambiental se reuniram nesta quarta-feira, 18, em Brasília, para tratar das obras do setor incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento. Na reunião, também foi tratado do leilão A-5 marcado para 18 de dezembro. Tolmasquim disse que o certame deve contar com as hidrelétricas de Santo Antônio do Jari (AP/PA-300 MW) e de Garibaldi (RS-175 MW). Ficariam de fora, portanto, as cinco usinas do rio Parnaíba - Cachoeira (63 MW), Estreito (56 MW), Ribeiro Gonçalves (113 MW), Castelhanos (64 MW) e Uruçuí (134 MW).Com informações da Agência Brasil.
O Globo
19/11/09
Câmara aprova texto básico do projeto que cria a Petro-Sal
Cristiane Jungblut
BRASÍLIA - A Câmara aprovou na tarde desta quarta-feira o texto básico do projeto que cria a Petro-Sal, a nova empresa pública que vai acompanhar e fiscalizar a exploração do pré-sal. A proposta foi aprovada por 250 votos a favor e 67 contra. Neste momento, estão sendo discutidos apenas dois destaques apresentados pela oposição. Das quatro propostas enviadas pelo governo que trata do pré-sal essa é a primeira a ser aprovada pela Câmara. O DEM e o PSDB ficaram contra por afirmarem que a nova empresa será um cabide de emprego. Segundo o líder do PSDB, José Aníbal (SP), a nova empresa será mais uma "bocona" do governo. O líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), argumenta que as funções da nova estatal já são feitas hoje pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) - O pior é que o projeto não define o número de funcionários que terá a Petro-Sal - disse Caiado. Nova empresa já ficou conhecida pelo apelido Apesar de até os próprios membros do governo e parlamentares estarem chamando pelo nome de Petro-Sal a empresa em criação, dificilmente este será o nome oficial da nova estatal. O governo vai consultar o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) para escolher o nove nome da empresa estatal que terá, principalmente, a função de fiscalizar os custos de produção das empresas que vão explorar os blocos ainda não licitados da nova fronteira petrolífera. Segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o nome Petro-Sal já estava registrado e o dono da marca não tinha sido encontrado. Na lista do Ministério de Minas e Energia, há entre as sugestões os seguintes nomes: Petromar, Petrosocial e PetroBrasil.
Câmara aprova texto básico do projeto que cria a Petro-Sal
Cristiane Jungblut
BRASÍLIA - A Câmara aprovou na tarde desta quarta-feira o texto básico do projeto que cria a Petro-Sal, a nova empresa pública que vai acompanhar e fiscalizar a exploração do pré-sal. A proposta foi aprovada por 250 votos a favor e 67 contra. Neste momento, estão sendo discutidos apenas dois destaques apresentados pela oposição. Das quatro propostas enviadas pelo governo que trata do pré-sal essa é a primeira a ser aprovada pela Câmara. O DEM e o PSDB ficaram contra por afirmarem que a nova empresa será um cabide de emprego. Segundo o líder do PSDB, José Aníbal (SP), a nova empresa será mais uma "bocona" do governo. O líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), argumenta que as funções da nova estatal já são feitas hoje pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) - O pior é que o projeto não define o número de funcionários que terá a Petro-Sal - disse Caiado. Nova empresa já ficou conhecida pelo apelido Apesar de até os próprios membros do governo e parlamentares estarem chamando pelo nome de Petro-Sal a empresa em criação, dificilmente este será o nome oficial da nova estatal. O governo vai consultar o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) para escolher o nove nome da empresa estatal que terá, principalmente, a função de fiscalizar os custos de produção das empresas que vão explorar os blocos ainda não licitados da nova fronteira petrolífera. Segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o nome Petro-Sal já estava registrado e o dono da marca não tinha sido encontrado. Na lista do Ministério de Minas e Energia, há entre as sugestões os seguintes nomes: Petromar, Petrosocial e PetroBrasil.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Trabalho e Sindicalismo
Diap, 16/11/09
Agenda Política: projetos de lei do pré-sal são destaque da semana
Os projetos tratam da partilha (PL 5.938/09); capitalização da Petrobras (PL 5.941/09); criação da Petrosal (PL 5.939/09); e do Fundo Social (PL 5.940/09) - passam a tramitar em regime de urgência na Câmara dos DeputadosNesta semana, a Câmara poderá iniciar as votações em plenário dois quatro projetos de lei que tratam do marco regulatório do pré-sal.Os projetos dizem respeito ao regime de partilha (PL 5.938/09); capitalização da Petrobras (PL 5.941/09); criação da Petrosal (PL 5.939/09); e do Fundo Social (PL 5.940/09) - passam a tramitar em regime de urgência na Câmara dos Deputados.Comissão geralA partir das 9 horas desta quarta-feira (18), o plenário da Câmara dos Deputados será transformado em comissão geral para debater as mudanças climáticas e a posição brasileira nas questões ambientais que serão negociadas em Copenhague em dezembro.MercosulO plenário do Senado poderá votar, nesta quarta-feira (18), o projeto que trata protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul. Apesar da polêmica, a tendência é que a matéria seja aprovada. Mas para não correr riscos, o texto somente será submetido a voto se o quorum estiver elevado.CPMI do MSTOs líderes dos partidos da base aliada devem indicar, esta semana, os membros da CPI Mista do MST.Greve no MTEOs servidores administrativos do Ministério do Trabalho e Emprego estão em greve por tempo indeterminado. A paralisação dos servidores é nacional e já atinge 23 estados. A greve foi iniciada no dia 5 de novembro é por tempo indeterminado. PTNo domingo (22), haverá eleição para os diretórios Nacional e estaduais do PT. Os dois principais candidatos à presidente da sigla são o ex-senador José Eduardo Dutra (SE) e o deputado José Eduardo Cardozo (SP). O primeiro é a opção de Lula e da ala majoritária do partido, mas qualquer um dos dois terá como prioridade a candidatura presidencial de Dilma Rousseff.Veja, a seguir, a previsão dos principais acontecimentos políticos desta semana:Segunda-feira (16)- O presidente Lula participa, em Roma, da Cúpula Mundial sobre Segurança Alimentar. O presidente terá reunião com o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi.- O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concede licença prévia para a construção da Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará.- Início do prazo de apresentação de emendas ao parecer preliminar do deputado Geraldo Magela (PT/DF) ao Orçamento da União para 2010 aprovado na Comissão Mista do Orçamento.- O relator do PL 29/07 (convergência tecnológica) na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara, deputado Paulo Henrique Lustosa (PMDB/CE), apresenta novo parecer.- O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, realiza, pela manhã, palestra de abertura do Congresso Paulista de Jovens Empreendedores, em São Paulo. À tarde, por videoconferência faz palestra de abertura do seminário internacional em comemoração aos 30 anos do Selic.- Ipea realiza curso em parceria com Dieese, DIAP e Seesp. O encontro, que será realizado de 16 a 19, em São Paulo, partiu de uma demanda dos movimentos sociais e ocorre por ocasião do aniversário de 45 anos do Ipea. O objetivo é aprofundar conhecimentos sobre temas econômicos-sociais e suas análises e pesquisas em diversas áreas, como macroeconomia, meio ambiente, trabalho e relações internacionais. Terça-feira (17)- O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e o deputado Ciro Gomes (PSB/SP) se reúnem em Minas Gerais para discutir sucessão presidencial.- A Câmara dos Deputados inicia votação dos quatro projetos que regulamentam o marco regulatório do pré-sal.- Os líderes dos partidos da base aliada devem indicar os membros da CPI Mista do MST.- A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado realiza audiência pública sobre a indústria do fumo no Brasil com o secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, e outros.- As comissões de Finanças e Tributação; e de Desenvolvimento, Indústria e Comércio realizam seminário sobre "Possíveis desdobramentos da crise financeira internacional: aperfeiçoamento na regulamentação dos sistemas financeiros e na governança global" com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, os presidentes do Banco Central, Henrique Meirelles, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, e outros.- A Comissão de Agricultura da Câmara realiza audiência pública com o presidente do Incra, Rolf Hackbart, sobre denúncias de altos gastos com diárias e passagens pelo Incra, perfil dos assentamentos rurais mostrado por pesquisa do Ibope e desvios de recursos para o MST.- A Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara realiza audiência pública com o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, sobre a prestação do serviço móvel pessoal (SMP) nas regiões Norte e Nordeste.- A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara realiza audiência pública sobre a participação do Brasil na Conferência de Copenhague com os ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc, e das Relações Exteriores, Celso Amorim, e outros.- O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) deve divulgar os resultados das análises de um equipamento das subestações de transmissão de energia que ajuda a explicar o que provocou o apagão da última terça-feira (10).- Perry Anderson debate crise capitalista na USP. Historiador marxista inglês e ex-editor da revista New Left Review participará de debate sobre "A crise capitalista atual e suas consequências para a luta hegemônica", às 19 horas, no Auditório de Cultura Japonesa da USP. Além Anderson, o debate contará com a participação de Emir Sader, do professor de literatura e jornalista Flávio Aguiar e do sociólogo Ruy Braga. Promoção é da Boitempo Editorial, Clacso, Cenedic e Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade de São Paulo. A entrada é gratuita.- Divulgação do IGP-10 de novembro. Quarta-feira (18)- A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, se reúne com o presidente Lula e discute, entre outros assuntos, relações comerciais entre os dois países.- Senado pode votar protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul.- O plenário da Câmara realiza debate mudanças climáticas e a posição brasileira nas questões ambientais que serão negociadas em Copenhague em dezembro.- A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara realiza audiência pública para discutir o acesso a banda larga e suas implicações na garantia do direito à informação da população brasileira com o ministro das Comunicações, Helio Costa, o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, e outros.- Henrique Meirelles participa do Third Summit Meeting of Central Banks on Inflation Targeting, em Santiago, Chile.Quinta-feira (19)- Receita Federal divulga arrecadação de outubro.- A Comissão de Ciência e Tecnologia promove audiência pública sobre o PL 2.701/97, que trata do serviço de televisão comunitária, com o ministro das Comunicações, Helio Costa, o presidente da Associação Brasileira de Radiodifusores (Abra), João Saad, e outros.- Os líderes dos 27 países da União Europeia (UE) escolhem o presidente e o ministro das Relações Exteriores do bloco.
Agenda Política: projetos de lei do pré-sal são destaque da semana
Os projetos tratam da partilha (PL 5.938/09); capitalização da Petrobras (PL 5.941/09); criação da Petrosal (PL 5.939/09); e do Fundo Social (PL 5.940/09) - passam a tramitar em regime de urgência na Câmara dos DeputadosNesta semana, a Câmara poderá iniciar as votações em plenário dois quatro projetos de lei que tratam do marco regulatório do pré-sal.Os projetos dizem respeito ao regime de partilha (PL 5.938/09); capitalização da Petrobras (PL 5.941/09); criação da Petrosal (PL 5.939/09); e do Fundo Social (PL 5.940/09) - passam a tramitar em regime de urgência na Câmara dos Deputados.Comissão geralA partir das 9 horas desta quarta-feira (18), o plenário da Câmara dos Deputados será transformado em comissão geral para debater as mudanças climáticas e a posição brasileira nas questões ambientais que serão negociadas em Copenhague em dezembro.MercosulO plenário do Senado poderá votar, nesta quarta-feira (18), o projeto que trata protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul. Apesar da polêmica, a tendência é que a matéria seja aprovada. Mas para não correr riscos, o texto somente será submetido a voto se o quorum estiver elevado.CPMI do MSTOs líderes dos partidos da base aliada devem indicar, esta semana, os membros da CPI Mista do MST.Greve no MTEOs servidores administrativos do Ministério do Trabalho e Emprego estão em greve por tempo indeterminado. A paralisação dos servidores é nacional e já atinge 23 estados. A greve foi iniciada no dia 5 de novembro é por tempo indeterminado. PTNo domingo (22), haverá eleição para os diretórios Nacional e estaduais do PT. Os dois principais candidatos à presidente da sigla são o ex-senador José Eduardo Dutra (SE) e o deputado José Eduardo Cardozo (SP). O primeiro é a opção de Lula e da ala majoritária do partido, mas qualquer um dos dois terá como prioridade a candidatura presidencial de Dilma Rousseff.Veja, a seguir, a previsão dos principais acontecimentos políticos desta semana:Segunda-feira (16)- O presidente Lula participa, em Roma, da Cúpula Mundial sobre Segurança Alimentar. O presidente terá reunião com o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi.- O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concede licença prévia para a construção da Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará.- Início do prazo de apresentação de emendas ao parecer preliminar do deputado Geraldo Magela (PT/DF) ao Orçamento da União para 2010 aprovado na Comissão Mista do Orçamento.- O relator do PL 29/07 (convergência tecnológica) na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara, deputado Paulo Henrique Lustosa (PMDB/CE), apresenta novo parecer.- O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, realiza, pela manhã, palestra de abertura do Congresso Paulista de Jovens Empreendedores, em São Paulo. À tarde, por videoconferência faz palestra de abertura do seminário internacional em comemoração aos 30 anos do Selic.- Ipea realiza curso em parceria com Dieese, DIAP e Seesp. O encontro, que será realizado de 16 a 19, em São Paulo, partiu de uma demanda dos movimentos sociais e ocorre por ocasião do aniversário de 45 anos do Ipea. O objetivo é aprofundar conhecimentos sobre temas econômicos-sociais e suas análises e pesquisas em diversas áreas, como macroeconomia, meio ambiente, trabalho e relações internacionais. Terça-feira (17)- O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e o deputado Ciro Gomes (PSB/SP) se reúnem em Minas Gerais para discutir sucessão presidencial.- A Câmara dos Deputados inicia votação dos quatro projetos que regulamentam o marco regulatório do pré-sal.- Os líderes dos partidos da base aliada devem indicar os membros da CPI Mista do MST.- A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado realiza audiência pública sobre a indústria do fumo no Brasil com o secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, e outros.- As comissões de Finanças e Tributação; e de Desenvolvimento, Indústria e Comércio realizam seminário sobre "Possíveis desdobramentos da crise financeira internacional: aperfeiçoamento na regulamentação dos sistemas financeiros e na governança global" com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, os presidentes do Banco Central, Henrique Meirelles, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, e outros.- A Comissão de Agricultura da Câmara realiza audiência pública com o presidente do Incra, Rolf Hackbart, sobre denúncias de altos gastos com diárias e passagens pelo Incra, perfil dos assentamentos rurais mostrado por pesquisa do Ibope e desvios de recursos para o MST.- A Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara realiza audiência pública com o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, sobre a prestação do serviço móvel pessoal (SMP) nas regiões Norte e Nordeste.- A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara realiza audiência pública sobre a participação do Brasil na Conferência de Copenhague com os ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc, e das Relações Exteriores, Celso Amorim, e outros.- O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) deve divulgar os resultados das análises de um equipamento das subestações de transmissão de energia que ajuda a explicar o que provocou o apagão da última terça-feira (10).- Perry Anderson debate crise capitalista na USP. Historiador marxista inglês e ex-editor da revista New Left Review participará de debate sobre "A crise capitalista atual e suas consequências para a luta hegemônica", às 19 horas, no Auditório de Cultura Japonesa da USP. Além Anderson, o debate contará com a participação de Emir Sader, do professor de literatura e jornalista Flávio Aguiar e do sociólogo Ruy Braga. Promoção é da Boitempo Editorial, Clacso, Cenedic e Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade de São Paulo. A entrada é gratuita.- Divulgação do IGP-10 de novembro. Quarta-feira (18)- A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, se reúne com o presidente Lula e discute, entre outros assuntos, relações comerciais entre os dois países.- Senado pode votar protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul.- O plenário da Câmara realiza debate mudanças climáticas e a posição brasileira nas questões ambientais que serão negociadas em Copenhague em dezembro.- A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara realiza audiência pública para discutir o acesso a banda larga e suas implicações na garantia do direito à informação da população brasileira com o ministro das Comunicações, Helio Costa, o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, e outros.- Henrique Meirelles participa do Third Summit Meeting of Central Banks on Inflation Targeting, em Santiago, Chile.Quinta-feira (19)- Receita Federal divulga arrecadação de outubro.- A Comissão de Ciência e Tecnologia promove audiência pública sobre o PL 2.701/97, que trata do serviço de televisão comunitária, com o ministro das Comunicações, Helio Costa, o presidente da Associação Brasileira de Radiodifusores (Abra), João Saad, e outros.- Os líderes dos 27 países da União Europeia (UE) escolhem o presidente e o ministro das Relações Exteriores do bloco.
Diap
16/11/09
Fator: CCJ pode votar parecer do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP)
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados pode analisar, nesta semana, o PL 3.299/08, do senador Paulo Paim (PT/RS), que extingue o fator previdenciário. De acordo com o parecer do relator na CCJ, deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP), o substitutivo do deputado Pepe Vargas (PT/RS) apresentado na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) é ?inconstitucional'. Desse modo, Faria de Sá se pronuncia pela extinção pura e simples do fator previdenciário. Se assim ocorrer o salário de benefício (aposentadoria) volta a ser calculado de acordo com a média aritmética simples até o máximo dos últimos 36 salários de contribuição, apurados em período não superior a 48 meses. Piso salarialOutra matéria em pauta nesta semana é o projeto de lei complementar (PLP) 282/08, do deputados Brizola Neto (PDT/SP), que altera a Lei Complementar 103, 14 de julho de 2000, a fim de dispor que convenção e acordos coletivos de trabalho devem observar o piso salarial nela instituído. O relator do projeto é o deputado João Campos (PSDB/GO), que apresentou parecer pela constitucionalidade da proposta. Se aprovada no colegiado, a matéria segue para votação em dois turnos em plenário.Vale-transporteAinda na pauta da CCJ, o PL 5.393/05, do deputado Mário Negromonte (PP/BA), altera a Lei 7.418, de 16 de dezembro de 1985, o Decreto-Lei 5.452, de 1º de maio de 1943, e o Decreto-Lei 2.848, de 7 de dezembro de 1940. De acordo com o projeto, são beneficiários do vale-transporte os servidores estaduais e municipais; proíbe ao empregador substituir o fornecimento do vale-transporte por dinheiro; tipifica como estelionato a fabricação, venda ou qualquer outro meio de fraude do vale-transporte. O relator da matéria, deputado João Magalhães (PMDB/MG) ofereceu parecer pela constitucionalidade, juridicidade, técnica legislativa e, no mérito, pela aprovação da proposta. O colegiado se reúne, nesta terça-feira (17), às 14h30 no plenário 1. Garantia de empregoA Comissão de Trabalho pode votar, nesta semana, o PL 2.476/07, do deputado Edmilson Valentim (PCdoB/RJ), que acrescenta artigo à CLT, para dispor sobre a garantia no emprego durante e após as férias. A proposta proíbe a dispensa arbitrária ou sem justa causa durante as férias e até 60 dias a contar do retorno. A relatora da matéria, deputada Thelma de Oliveira (PSDB/MT) apresentou parecer favorável ao texto. "Anistia"Outro projeto em pauta é o PL 4.293/08, do deputado Leonardo Picciani (PMDB/RJ) concede "anistia" aos ex-servidores da Administração Pública federal direta, autárquica e fundacional, exonerados em virtude de adesão, a partir de 21 de novembro de 1996, a programas de desligamento voluntário. O relator da matéria, deputado Sebastião Rocha (PDT/SP) apresentou parecer favorável ao projeto. A Comissão se reúne, nesta quarta-feira (18), às 10h, no plenário 12. Privatização dos aeroportosNesta terça-feira (17), às 14h, a Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional realiza audiência pública sobre a privatização dos aeroportos brasileiros e a situação do tráfego aéreo na Amazônia Legal.Foram convidados os ministros da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Samuel Pinheiro; dos Transportes, Alfredo Nascimento; e da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima; Além do presidente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Murilo Barbosa; o superintendente de Regulação Econômica e de Acompanhamento de Mercado da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Juliano Noman; o secretário-geral do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina), Célio Barros; e representantes da Procuradoria Geral da República; do Tribunal de Contas da União (TCU); e do Ministério da Defesa. A reunião acontecerá no plenário 15.Meio ambiente e o trabalhadorA Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável realiza, nesta terça-feira (17), audiência pública sobre a atuação de técnicos do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), do Ibama, e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO) em comunidades caboclas e garimpeiras de áreas de entorno ou inscritas em unidades de conservação de uso sustentável no Amapá.Foram convidados para o debate, o diretor-geral do DNPM, Miguel Antonio Nery; o presidente do Ibama, Roberto Franco; o presidente do ICMBIO, Rômulo José Mello; e os representantes da Cooperativa dos Garimpeiros do Vale do Capivara (Porto Grande-AP), Raimundo Nogueira e Manoel de Oliveira. A Reunião será no plenário 8, às 14h. MSTA Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural realiza audiência pública sobre as denúncias de altos gastos com diárias e passagens pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra); o perfil dos assentamentos rurais mostrado por pesquisa do Ibope; e os "desvios" de recursos para o MST. Para o debate, foi convidado o presidente do Incra, Rolf Hackbart. A reunião será no plenário 6, às 14h30. Cotas em universidades públicasA Comissão de Direitos Humanos e Minorias realiza audiência pública sobre o sistema de cotas para afro descendentes nas universidades públicas. Foram convidados para o debate a subprocuradora-geral da República e coordenadora da 6ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal, Déborah Duprat; a coordenadora nacional do Movimento Negro Unificado, Jacira da Silva; a coordenadora do Centro de Convivência Negra e Especial da UnB, Déborah Santos; e o conselheiro do Conselho de Defesa do Negro da Secretaria de Justiça, Nelson Inocêncio. A reunião será no plenário 9, às 14h30.
Fator: CCJ pode votar parecer do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP)
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados pode analisar, nesta semana, o PL 3.299/08, do senador Paulo Paim (PT/RS), que extingue o fator previdenciário. De acordo com o parecer do relator na CCJ, deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP), o substitutivo do deputado Pepe Vargas (PT/RS) apresentado na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) é ?inconstitucional'. Desse modo, Faria de Sá se pronuncia pela extinção pura e simples do fator previdenciário. Se assim ocorrer o salário de benefício (aposentadoria) volta a ser calculado de acordo com a média aritmética simples até o máximo dos últimos 36 salários de contribuição, apurados em período não superior a 48 meses. Piso salarialOutra matéria em pauta nesta semana é o projeto de lei complementar (PLP) 282/08, do deputados Brizola Neto (PDT/SP), que altera a Lei Complementar 103, 14 de julho de 2000, a fim de dispor que convenção e acordos coletivos de trabalho devem observar o piso salarial nela instituído. O relator do projeto é o deputado João Campos (PSDB/GO), que apresentou parecer pela constitucionalidade da proposta. Se aprovada no colegiado, a matéria segue para votação em dois turnos em plenário.Vale-transporteAinda na pauta da CCJ, o PL 5.393/05, do deputado Mário Negromonte (PP/BA), altera a Lei 7.418, de 16 de dezembro de 1985, o Decreto-Lei 5.452, de 1º de maio de 1943, e o Decreto-Lei 2.848, de 7 de dezembro de 1940. De acordo com o projeto, são beneficiários do vale-transporte os servidores estaduais e municipais; proíbe ao empregador substituir o fornecimento do vale-transporte por dinheiro; tipifica como estelionato a fabricação, venda ou qualquer outro meio de fraude do vale-transporte. O relator da matéria, deputado João Magalhães (PMDB/MG) ofereceu parecer pela constitucionalidade, juridicidade, técnica legislativa e, no mérito, pela aprovação da proposta. O colegiado se reúne, nesta terça-feira (17), às 14h30 no plenário 1. Garantia de empregoA Comissão de Trabalho pode votar, nesta semana, o PL 2.476/07, do deputado Edmilson Valentim (PCdoB/RJ), que acrescenta artigo à CLT, para dispor sobre a garantia no emprego durante e após as férias. A proposta proíbe a dispensa arbitrária ou sem justa causa durante as férias e até 60 dias a contar do retorno. A relatora da matéria, deputada Thelma de Oliveira (PSDB/MT) apresentou parecer favorável ao texto. "Anistia"Outro projeto em pauta é o PL 4.293/08, do deputado Leonardo Picciani (PMDB/RJ) concede "anistia" aos ex-servidores da Administração Pública federal direta, autárquica e fundacional, exonerados em virtude de adesão, a partir de 21 de novembro de 1996, a programas de desligamento voluntário. O relator da matéria, deputado Sebastião Rocha (PDT/SP) apresentou parecer favorável ao projeto. A Comissão se reúne, nesta quarta-feira (18), às 10h, no plenário 12. Privatização dos aeroportosNesta terça-feira (17), às 14h, a Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional realiza audiência pública sobre a privatização dos aeroportos brasileiros e a situação do tráfego aéreo na Amazônia Legal.Foram convidados os ministros da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Samuel Pinheiro; dos Transportes, Alfredo Nascimento; e da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima; Além do presidente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Murilo Barbosa; o superintendente de Regulação Econômica e de Acompanhamento de Mercado da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Juliano Noman; o secretário-geral do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina), Célio Barros; e representantes da Procuradoria Geral da República; do Tribunal de Contas da União (TCU); e do Ministério da Defesa. A reunião acontecerá no plenário 15.Meio ambiente e o trabalhadorA Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável realiza, nesta terça-feira (17), audiência pública sobre a atuação de técnicos do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), do Ibama, e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO) em comunidades caboclas e garimpeiras de áreas de entorno ou inscritas em unidades de conservação de uso sustentável no Amapá.Foram convidados para o debate, o diretor-geral do DNPM, Miguel Antonio Nery; o presidente do Ibama, Roberto Franco; o presidente do ICMBIO, Rômulo José Mello; e os representantes da Cooperativa dos Garimpeiros do Vale do Capivara (Porto Grande-AP), Raimundo Nogueira e Manoel de Oliveira. A Reunião será no plenário 8, às 14h. MSTA Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural realiza audiência pública sobre as denúncias de altos gastos com diárias e passagens pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra); o perfil dos assentamentos rurais mostrado por pesquisa do Ibope; e os "desvios" de recursos para o MST. Para o debate, foi convidado o presidente do Incra, Rolf Hackbart. A reunião será no plenário 6, às 14h30. Cotas em universidades públicasA Comissão de Direitos Humanos e Minorias realiza audiência pública sobre o sistema de cotas para afro descendentes nas universidades públicas. Foram convidados para o debate a subprocuradora-geral da República e coordenadora da 6ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal, Déborah Duprat; a coordenadora nacional do Movimento Negro Unificado, Jacira da Silva; a coordenadora do Centro de Convivência Negra e Especial da UnB, Déborah Santos; e o conselheiro do Conselho de Defesa do Negro da Secretaria de Justiça, Nelson Inocêncio. A reunião será no plenário 9, às 14h30.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Energia
O Globo, 13/11/09
Eletrobrás usou, este ano, 38% dos R$ 7,2 bi planejados para geração e transmissão
BRASÍLIA - Responsável por cerca de 56% das linhas de transmissão que interligam o país, o Grupo Eletrobrás - formado por uma holding e quatro subsidiárias - investiu, de janeiro a agosto, R$ 2,773 bilhões, apenas 38% dos R$ 7,243 bilhões planejados para este ano nos sistemas de geração e transmissão sob sua responsabilidade. Neste ritmo de execução, o percentual realizado tende a ser, ao fim de 2009, o mais baixo dos últimos dez anos - período durante o qual nunca a estatal conseguiu entregar mais de 80% dos investimentos que estavam previstos no seu orçamento. É o que mostra a reportagem de Eliane Oliveira e Gustavo Paul, publicada na edição desta sexta-feira do GLOBO. Os dados, do site de acompanhamento das finanças públicas Contas Abertas, foram calculados com base em informações do Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Dest) do Ministério do Planejamento. Para o presidente do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires, o baixo desempenho dos investimentos da Eletrobrás ocorre porque a empresa está sem foco, preocupada mais com aspectos políticos do que técnicos. Ele considera o montante concretizado pequeno para o que o grupo pretende se tornar: - A Eletrobrás não tem claramente uma direção nesse plano de investimentos. Quer atender o presidente Lula e virar a Petrobras do setor elétrico. Quer investir no exterior, quando há tantos problemas no Brasil a se resolver. Por isso, está completamente sem foco. Quer abraçar muitas coisas e acaba tendo dificuldades do ponto de vista empresarial. Até agosto, gasto estaria em 49% Procurada, a holding informou que as empresas do sistema Eletrobrás já realizaram, até setembro, 49% do orçamento previsto para este ano na área de geração. O percentual é o mesmo para a transmissão. Ainda segundo a companhia, até o fim do ano o desempenho será de 70% do Orçamento, o equivalente a R$ 7,2 bilhões. Em seu site, a holding promete gastar R$ 2,54 bilhões este ano em construção, ampliação e reforços de linhas de transmissão no país. A estatal planeja 28 novas linhas de transmissão de Furnas, Chesf, Eletronorte e Eletrosul, construídas com recursos próprios ou em parceria, num total de 9.780 km, entre 2009 e 2012. "A realização do orçamento é impactada pelos procedimentos legais e ambientais que necessitam ser cumpridos. Exemplo deste último item é a usina Angra 3, que deveria ter começado a ser construída em março, mas, devido à espera pelo licenciamento ambiental, só iniciou as obras em outubro", afirmou a empresa, em resposta ao GLOBO. Apesar das deficiências apontadas, o sistema tem se expandido. Dados do Ministério de Minas e Energia mostram que os investimentos no governo Lula em geração e linhas de transmissão são maiores do que os feitos pelo governo Fernando Henrique. Lula assumiu o governo em 2003 com 80.315 megawatts (MW) de capacidade instalada no sistema de geração, o que, desde então, cresceu em 25.596 mil MW, com oferta total, em 2009, de 105.911 MW. No governo anterior, a energia gerada adicional foi de 21.418 MW (entre 1995 e 2002). No governo atual houve um acréscimo de 32.160 km na rede de linhas de transmissão, enquanto no anterior o total apurado foi de 10.020 km. - Os investimentos em geração e transmissão estão sendo feitos, mas poderiam ocorrer de forma mais rápida e mais rigorosa, com um monitoramento maior no sistema de proteção. Se o apagão da última terça-feira tivesse acontecido durante o dia, haveria um grande prejuízo para o setor industrial - comentou Otávio Santoro, diretor executivo da Indeco Energia e Águas.
Eletrobrás usou, este ano, 38% dos R$ 7,2 bi planejados para geração e transmissão
BRASÍLIA - Responsável por cerca de 56% das linhas de transmissão que interligam o país, o Grupo Eletrobrás - formado por uma holding e quatro subsidiárias - investiu, de janeiro a agosto, R$ 2,773 bilhões, apenas 38% dos R$ 7,243 bilhões planejados para este ano nos sistemas de geração e transmissão sob sua responsabilidade. Neste ritmo de execução, o percentual realizado tende a ser, ao fim de 2009, o mais baixo dos últimos dez anos - período durante o qual nunca a estatal conseguiu entregar mais de 80% dos investimentos que estavam previstos no seu orçamento. É o que mostra a reportagem de Eliane Oliveira e Gustavo Paul, publicada na edição desta sexta-feira do GLOBO. Os dados, do site de acompanhamento das finanças públicas Contas Abertas, foram calculados com base em informações do Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Dest) do Ministério do Planejamento. Para o presidente do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires, o baixo desempenho dos investimentos da Eletrobrás ocorre porque a empresa está sem foco, preocupada mais com aspectos políticos do que técnicos. Ele considera o montante concretizado pequeno para o que o grupo pretende se tornar: - A Eletrobrás não tem claramente uma direção nesse plano de investimentos. Quer atender o presidente Lula e virar a Petrobras do setor elétrico. Quer investir no exterior, quando há tantos problemas no Brasil a se resolver. Por isso, está completamente sem foco. Quer abraçar muitas coisas e acaba tendo dificuldades do ponto de vista empresarial. Até agosto, gasto estaria em 49% Procurada, a holding informou que as empresas do sistema Eletrobrás já realizaram, até setembro, 49% do orçamento previsto para este ano na área de geração. O percentual é o mesmo para a transmissão. Ainda segundo a companhia, até o fim do ano o desempenho será de 70% do Orçamento, o equivalente a R$ 7,2 bilhões. Em seu site, a holding promete gastar R$ 2,54 bilhões este ano em construção, ampliação e reforços de linhas de transmissão no país. A estatal planeja 28 novas linhas de transmissão de Furnas, Chesf, Eletronorte e Eletrosul, construídas com recursos próprios ou em parceria, num total de 9.780 km, entre 2009 e 2012. "A realização do orçamento é impactada pelos procedimentos legais e ambientais que necessitam ser cumpridos. Exemplo deste último item é a usina Angra 3, que deveria ter começado a ser construída em março, mas, devido à espera pelo licenciamento ambiental, só iniciou as obras em outubro", afirmou a empresa, em resposta ao GLOBO. Apesar das deficiências apontadas, o sistema tem se expandido. Dados do Ministério de Minas e Energia mostram que os investimentos no governo Lula em geração e linhas de transmissão são maiores do que os feitos pelo governo Fernando Henrique. Lula assumiu o governo em 2003 com 80.315 megawatts (MW) de capacidade instalada no sistema de geração, o que, desde então, cresceu em 25.596 mil MW, com oferta total, em 2009, de 105.911 MW. No governo anterior, a energia gerada adicional foi de 21.418 MW (entre 1995 e 2002). No governo atual houve um acréscimo de 32.160 km na rede de linhas de transmissão, enquanto no anterior o total apurado foi de 10.020 km. - Os investimentos em geração e transmissão estão sendo feitos, mas poderiam ocorrer de forma mais rápida e mais rigorosa, com um monitoramento maior no sistema de proteção. Se o apagão da última terça-feira tivesse acontecido durante o dia, haveria um grande prejuízo para o setor industrial - comentou Otávio Santoro, diretor executivo da Indeco Energia e Águas.
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