Proposta do PCR Unificado não contempla as Trabalhadoras e Trabalhadores
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quarta-feira, 31 de março de 2010
segunda-feira, 29 de março de 2010
Energia - Canal Energia
Furnas é multada em R$ 53,7 milhões por apagão em 18 estados
Em fiscalização realizada em subestações da estatal foram constatados procedimentos de operação e manutenção não aderentes à legislação em vigor
Dayanne Jadjiski, da Agência CanalEnergia, Operação e Manutenção
26/03/2010
Furnas foi multada pela Agência Nacional de Energia Elétrica em R$ 53,7 milhões devido ao apagão ocorrido no último dia 10 de novembro do ano passado, que deixou 18 estados sem energia. De acordo com o termo de notificação emitido pela Aneel, a fiscalização realizada nas subestações Itaberá, Foz do Iguaçu e Ivaiporã, todas da estatal, constatou procedimentos de operação e manutenção da concessionária que não estão aderentes à legislação em vigor. A inspeção foi realizada, segundo a agência, entre os dias 17 de novembro e 15 de dezembro do ano passado.De acordo com o relatório, o blecaute teve sua origem no desligamento dos circuitos 1, 2 e 3 da linha de transmissão em 765 kV Itaberá - Ivaiporã provocando rejeição de 5.564 MW de geração da UHE Itaipu, bem como a abertura dos circuitos remanescentes que compõem a interligação Sul-Sudeste. O incidente interrompeu adicionalmente um fluxo de 2.950 MW, no sentido do Sul para o Sudeste, e promoveu o desligamento dos dois bipólos do Sistema HVDC, que no momento estavam transmitindo 5.329 MW. Em função dos desligamentos, ocorreram outros que acarretaram uma interrupção total de 24.436 MW, correspondente a 40% de cargas do Sistema Interligado Nacional.Segundo a Aneel, o valor da multa corresponde a 0,81% do faturamento anual do período de dezembro de 2008 a novembro de 2009 de Furnas, que foi de R$ 6,583 bilhões. O prazo para recolhimento da multa ou interposição de recurso, segundo o auto de infração que data de 22 de março, é de dez dias. Furnas, através de sua assessoria, confirmou o recebimento da notificação e afirmou que vai recorrer à diretoria da agência.
Em fiscalização realizada em subestações da estatal foram constatados procedimentos de operação e manutenção não aderentes à legislação em vigor
Dayanne Jadjiski, da Agência CanalEnergia, Operação e Manutenção
26/03/2010
Furnas foi multada pela Agência Nacional de Energia Elétrica em R$ 53,7 milhões devido ao apagão ocorrido no último dia 10 de novembro do ano passado, que deixou 18 estados sem energia. De acordo com o termo de notificação emitido pela Aneel, a fiscalização realizada nas subestações Itaberá, Foz do Iguaçu e Ivaiporã, todas da estatal, constatou procedimentos de operação e manutenção da concessionária que não estão aderentes à legislação em vigor. A inspeção foi realizada, segundo a agência, entre os dias 17 de novembro e 15 de dezembro do ano passado.De acordo com o relatório, o blecaute teve sua origem no desligamento dos circuitos 1, 2 e 3 da linha de transmissão em 765 kV Itaberá - Ivaiporã provocando rejeição de 5.564 MW de geração da UHE Itaipu, bem como a abertura dos circuitos remanescentes que compõem a interligação Sul-Sudeste. O incidente interrompeu adicionalmente um fluxo de 2.950 MW, no sentido do Sul para o Sudeste, e promoveu o desligamento dos dois bipólos do Sistema HVDC, que no momento estavam transmitindo 5.329 MW. Em função dos desligamentos, ocorreram outros que acarretaram uma interrupção total de 24.436 MW, correspondente a 40% de cargas do Sistema Interligado Nacional.Segundo a Aneel, o valor da multa corresponde a 0,81% do faturamento anual do período de dezembro de 2008 a novembro de 2009 de Furnas, que foi de R$ 6,583 bilhões. O prazo para recolhimento da multa ou interposição de recurso, segundo o auto de infração que data de 22 de março, é de dez dias. Furnas, através de sua assessoria, confirmou o recebimento da notificação e afirmou que vai recorrer à diretoria da agência.
O Estado de São Paulo
28/03/10
Guerra de nervos por Belo Monte
A menos de um mês do leilão, esquenta a disputa para construir e operar a maior hidrelétrica do mundo controlada por empresas privadas
David Friedlander
Dias atrás, correu na praça o boato de que um dos dois consórcios de empresas interessados na hidrelétrica de Belo Monte tinha desistido do leilão. Um grupo é encabeçado pela Andrade Gutierrez. O outro, pela Camargo Corrêa e pela Odebrecht. Não se sabe como a história começou, mas ela se espalhou rapidamente. "Parece que o outro consórcio está fora", disse ao Estado um alto executivo de um dos consórcios. No grupo rival, outro executivo foi mais sutil: "Ouvi também. Mas aqui não foi". Alimentado pelos dois lados, o boato tem um pouco de provocação contra os adversários. Mas serviu, principalmente, para manter o governo sob pressão. A 22 dias do leilão, a guerra de nervos é uma prévia do que promete ser a competição por Belo Monte. A divulgação do edital, primeira etapa da disputa, detonou uma descarga elétrica em alguns dos maiores grupos privados do País. Eles querem sair do leilão do dia 20 de abril carregando embaixo do braço a concessão para explorar a terceira maior hidrelétrica do mundo. Detalhe: as duas maiores usinas, a chinesa Três Gargantas e Itaipu, são estatais. Belo Monte será, portanto, a maior usina hidrelétrica do mundo controlada por empresas privadas.O primeiro embate, no entanto, é com o governo. As empresas dizem que a tarifa máxima fixada para a usina, de R$ 83 o megawatt/hora, não remunera o investimento e pedem compensações para fazer frente ao preço que, segundo elas, é baixo. Na quinta-feira à noite, executivos da Camargo e da Odebrecht trataram o assunto em Brasília com o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão. Para hoje está marcada uma nova rodada de negociações, mas entre técnicos do governo e das empresas.Com custo estimado em R$ 19 bilhões pelo governo ? e em cerca de R$ 30 bilhões pelas empresas interessadas ?, Belo Monte interessa a uma gama enorme de empresas. São grandes grupos econômicos com investimentos no setor elétrico, indústrias que têm na energia um dos seus principais insumos e as construtoras, que cobiçam a obra.Isso explica por que Camargo, Odebrecht e Andrade são destaque no processo. Eles têm investimentos pesados no setor elétrico (a Camargo controla a CPFL, a Andrade é sócia da Cemig e a Odebrecht quer crescer no ramo) e são donos das maiores construtoras do País. Com uma rentabilidade de 10% a 15% ao ano, o investimento em energia garante um mercado cativo e em expansão, já que o País precisará consumir cada vez mais energia para continuar crescendo. Segundo estimativas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), há tanto interesse no setor de energia elétrica que ele deverá receber R$ 92 bilhões em investimentos entre 2010 e 2013. Nenhum outro segmento de infraestrutura, diz o banco, receberá tanto dinheiro no período.No consórcio liderado por Camargo e Odebrecht está também o fundo de pensão Funcef, dos funcionário da Caixa Econômica. No grupo da Andrade, entraram a Vale, a Votorantim e a Neoenergia.Os dois grupos disputam ainda algumas adesões de peso, como o grupo franco-belga Suez, maior produtor privado de energia do País e o grupo siderúrgico Gerdau. O Suez é a grande esperança do governo para aumentar a competição no leilão. O Planalto tenta convencer o grupo a liderar um terceiro consórcio. Essa possibilidade, até o momento, parece pouco provável.Se Belo Monte entrasse em operação hoje, com a tarifa-teto de R$ 83 por megawatt-hora fixada pelo governo, proporcionaria uma receita mínima de R$ 3,3 bilhões a seus donos. Antes de entrar em operação ela também vai gerar negócios. No pico da construção, Belo Monte deverá empregar cerca de 20 mil pessoas, usar 2800 equipamentos entre caminhões, gruas e guindastes, e deslocar 230 milhões de metros³ de terra, mais do que o Canal do Panamá. É um sonho para empreiteiros e fornecedores.
Guerra de nervos por Belo Monte
A menos de um mês do leilão, esquenta a disputa para construir e operar a maior hidrelétrica do mundo controlada por empresas privadas
David Friedlander
Dias atrás, correu na praça o boato de que um dos dois consórcios de empresas interessados na hidrelétrica de Belo Monte tinha desistido do leilão. Um grupo é encabeçado pela Andrade Gutierrez. O outro, pela Camargo Corrêa e pela Odebrecht. Não se sabe como a história começou, mas ela se espalhou rapidamente. "Parece que o outro consórcio está fora", disse ao Estado um alto executivo de um dos consórcios. No grupo rival, outro executivo foi mais sutil: "Ouvi também. Mas aqui não foi". Alimentado pelos dois lados, o boato tem um pouco de provocação contra os adversários. Mas serviu, principalmente, para manter o governo sob pressão. A 22 dias do leilão, a guerra de nervos é uma prévia do que promete ser a competição por Belo Monte. A divulgação do edital, primeira etapa da disputa, detonou uma descarga elétrica em alguns dos maiores grupos privados do País. Eles querem sair do leilão do dia 20 de abril carregando embaixo do braço a concessão para explorar a terceira maior hidrelétrica do mundo. Detalhe: as duas maiores usinas, a chinesa Três Gargantas e Itaipu, são estatais. Belo Monte será, portanto, a maior usina hidrelétrica do mundo controlada por empresas privadas.O primeiro embate, no entanto, é com o governo. As empresas dizem que a tarifa máxima fixada para a usina, de R$ 83 o megawatt/hora, não remunera o investimento e pedem compensações para fazer frente ao preço que, segundo elas, é baixo. Na quinta-feira à noite, executivos da Camargo e da Odebrecht trataram o assunto em Brasília com o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão. Para hoje está marcada uma nova rodada de negociações, mas entre técnicos do governo e das empresas.Com custo estimado em R$ 19 bilhões pelo governo ? e em cerca de R$ 30 bilhões pelas empresas interessadas ?, Belo Monte interessa a uma gama enorme de empresas. São grandes grupos econômicos com investimentos no setor elétrico, indústrias que têm na energia um dos seus principais insumos e as construtoras, que cobiçam a obra.Isso explica por que Camargo, Odebrecht e Andrade são destaque no processo. Eles têm investimentos pesados no setor elétrico (a Camargo controla a CPFL, a Andrade é sócia da Cemig e a Odebrecht quer crescer no ramo) e são donos das maiores construtoras do País. Com uma rentabilidade de 10% a 15% ao ano, o investimento em energia garante um mercado cativo e em expansão, já que o País precisará consumir cada vez mais energia para continuar crescendo. Segundo estimativas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), há tanto interesse no setor de energia elétrica que ele deverá receber R$ 92 bilhões em investimentos entre 2010 e 2013. Nenhum outro segmento de infraestrutura, diz o banco, receberá tanto dinheiro no período.No consórcio liderado por Camargo e Odebrecht está também o fundo de pensão Funcef, dos funcionário da Caixa Econômica. No grupo da Andrade, entraram a Vale, a Votorantim e a Neoenergia.Os dois grupos disputam ainda algumas adesões de peso, como o grupo franco-belga Suez, maior produtor privado de energia do País e o grupo siderúrgico Gerdau. O Suez é a grande esperança do governo para aumentar a competição no leilão. O Planalto tenta convencer o grupo a liderar um terceiro consórcio. Essa possibilidade, até o momento, parece pouco provável.Se Belo Monte entrasse em operação hoje, com a tarifa-teto de R$ 83 por megawatt-hora fixada pelo governo, proporcionaria uma receita mínima de R$ 3,3 bilhões a seus donos. Antes de entrar em operação ela também vai gerar negócios. No pico da construção, Belo Monte deverá empregar cerca de 20 mil pessoas, usar 2800 equipamentos entre caminhões, gruas e guindastes, e deslocar 230 milhões de metros³ de terra, mais do que o Canal do Panamá. É um sonho para empreiteiros e fornecedores.
terça-feira, 23 de março de 2010
ASSEMBLÉIA
Companheiros e Companheiras de FURNAS
Assembléia para aprovação da Pauta Específica
dia 30/03/2010às 18 horas, na sede do SINTERGIA-RJ.
Veja as Pautas, Nacional e Específica no site da ASEF
www.asef.com.br
VAMOS A LUTA!
A Diretoria
SINTERGIA-RJ
Assembléia para aprovação da Pauta Específica
dia 30/03/2010às 18 horas, na sede do SINTERGIA-RJ.
Veja as Pautas, Nacional e Específica no site da ASEF
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VAMOS A LUTA!
A Diretoria
SINTERGIA-RJ
segunda-feira, 22 de março de 2010
Trabalho e Sindicalismo
Diap, 22/03/10
44h: "argumentos dos empresários não são corretos", diz Lupi
"A quase totalidade dos países do mundo desenvolvido, grupo no qual o Brasil pretende estar, utiliza carga horária de trabalho de 36, 37 horas. Então, quando dizem que em nenhum lugar do mundo se aplica esse tipo de escala, não faz sentido", diz ministro do Trabalho, Carlos Lupi O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi afirmou, na última quarta-feira (17), que o debate sobre a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas (PEC 231/95) não tem sido tratado com sinceridade por parte do empresariado. De acordo com o ministro, boa parte dos argumentos dos empresários não são corretos, entre eles o de que a redução da jornada levaria as empresas à falência."A quase totalidade dos países do mundo desenvolvido, grupo no qual o Brasil pretende estar, utiliza carga horária de trabalho de 36, 37 horas. Então, quando dizem que em nenhum lugar do mundo se aplica esse tipo de escala, não faz sentido. Quanto ao argumento de que empresas vão quebrar por causa disso, sabemos que esse também não é verdade", disse Lupi durante audiência pública na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados para discutir as metas e programas do ministério para 2010.Lupi lembrou que os empregados gastam entre uma a duas horas para ir ao local de trabalho e outro tanto para voltar para casa. "Por que o Brasil não pode evoluir?", questionou o ministro.Juros altosAs declarações foram aplaudidas pelo deputado Paulo Pereira da Silva (PDT/SP) que também pediu ao ministro que utilize sua voz no governo para tentar impedir uma nova escalada no valor dos juros no País. O deputado criticou a política de juros adotada pelo Banco Central. "O Henrique Meirelles [presidente do BC] vai aumentar outra vez os juros para beneficiar banqueiros e, logo em seguida, vai sair para ser candidato. Não podemos concordar com isso, ministro", disse o deputado.Carlos Lupi respondeu que não pode criticar outro setor do Governo como ministro, mas disse que não vê realmente sentido em ampliar outra vez a taxa de juros. "A minha opinião de cidadão é de que os juros altos prejudicam o Brasil. Podem gerar dinheiro para a especulação, podem ampliar os lucros dos bancos, mas não geram nenhum emprego", afirmou. Ele ressaltou que é preciso valorizar a indústria nacional, que emprega, ao invés dos especuladores.Licença-maternidadeNa audiência, a deputada Emilia Fernandes (PT/RS) afirmou que o ministério precisa priorizar políticas para as mulheres. A parlamentar pediu maior empenho do ministério na aprovação da licença-maternidade de 180 dias (PEC 30/07) para as trabalhadoras do setor privado."Estamos pedindo o mínimo. Na Suécia, por exemplo, o período é de um ano e, além disso, eles não falam licença-maternidade, pois ela pode ser repartida entre a mãe e o pai. O importante é que haja sempre um dos pais com a criança durante esse período-chave que é o primeiro ano na vida", disse.O ministro afirmou que a ampliação da licença é uma das prioridades do ministério, junto com a diminuição da carga horária de trabalho. "Temos nos esforçado muito para diminuir o hiato entre a renda dos homens e das mulheres em nosso País", afirmou.ProJovemO ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse que precisa da ajuda de deputados e de senadores para assegurar as verbas do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem). Destinado aos jovens desempregados de 18 a 29 anos, o ProJovem Trabalhador tem como objetivo a preparação para o mercado de trabalho e em ocupações alternativas geradoras de renda. O jovem participante desta modalidade poderá receber um máximo de seis auxílios financeiros de R$ 100.Lupi lembrou que o Orçamento de 2009 previa R$ 1 bilhão para a qualificação profissional, mas apenas R$ 400 milhões foram liberados em virtude de cortes e contingenciamentos. Ele ressaltou que o ProJovem tem grande relevância na área social, pois 90% dos jovens que frequentam os cursos do programa são de famílias que ganham menos de um salário mínimo.As declarações foram em resposta aos deputados Manato (PDT/ES) e Manuela D'Ávila (PCdoB/RS), que pediram prioridade aos programas de qualificação como o ProJovem. "No meu estado, mais de 8 mil estudantes foram qualificados com o ProJovem. Todos os municípios do Espírito Santo com mais de 20 mil habitantes tiveram esse benefício, qualificando, estimulando e mudando a mentalidade deles para permitir o crescimento pessoal e do País também", disse Manato.Royalties do petróleoO ministro criticou a aprovação, pela Câmara, dos novos critérios de distribuição dos royalties para exploração de petróleo (substitutivo ao PL 5.938/09, do Executivo). Segundo Lupi, essa discussão não ocorre da maneira correta, pois essa não é uma luta entre a Federação e o estado do Rio de Janeiro. "Não sou candidato a nada, mas não posso ficar contra o estado que me acolheu, assim como acolheu também 1 milhão de mineiros e 2 milhões de nordestinos", disse. (Fonte: Agência Câmara)
44h: "argumentos dos empresários não são corretos", diz Lupi
"A quase totalidade dos países do mundo desenvolvido, grupo no qual o Brasil pretende estar, utiliza carga horária de trabalho de 36, 37 horas. Então, quando dizem que em nenhum lugar do mundo se aplica esse tipo de escala, não faz sentido", diz ministro do Trabalho, Carlos Lupi O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi afirmou, na última quarta-feira (17), que o debate sobre a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas (PEC 231/95) não tem sido tratado com sinceridade por parte do empresariado. De acordo com o ministro, boa parte dos argumentos dos empresários não são corretos, entre eles o de que a redução da jornada levaria as empresas à falência."A quase totalidade dos países do mundo desenvolvido, grupo no qual o Brasil pretende estar, utiliza carga horária de trabalho de 36, 37 horas. Então, quando dizem que em nenhum lugar do mundo se aplica esse tipo de escala, não faz sentido. Quanto ao argumento de que empresas vão quebrar por causa disso, sabemos que esse também não é verdade", disse Lupi durante audiência pública na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados para discutir as metas e programas do ministério para 2010.Lupi lembrou que os empregados gastam entre uma a duas horas para ir ao local de trabalho e outro tanto para voltar para casa. "Por que o Brasil não pode evoluir?", questionou o ministro.Juros altosAs declarações foram aplaudidas pelo deputado Paulo Pereira da Silva (PDT/SP) que também pediu ao ministro que utilize sua voz no governo para tentar impedir uma nova escalada no valor dos juros no País. O deputado criticou a política de juros adotada pelo Banco Central. "O Henrique Meirelles [presidente do BC] vai aumentar outra vez os juros para beneficiar banqueiros e, logo em seguida, vai sair para ser candidato. Não podemos concordar com isso, ministro", disse o deputado.Carlos Lupi respondeu que não pode criticar outro setor do Governo como ministro, mas disse que não vê realmente sentido em ampliar outra vez a taxa de juros. "A minha opinião de cidadão é de que os juros altos prejudicam o Brasil. Podem gerar dinheiro para a especulação, podem ampliar os lucros dos bancos, mas não geram nenhum emprego", afirmou. Ele ressaltou que é preciso valorizar a indústria nacional, que emprega, ao invés dos especuladores.Licença-maternidadeNa audiência, a deputada Emilia Fernandes (PT/RS) afirmou que o ministério precisa priorizar políticas para as mulheres. A parlamentar pediu maior empenho do ministério na aprovação da licença-maternidade de 180 dias (PEC 30/07) para as trabalhadoras do setor privado."Estamos pedindo o mínimo. Na Suécia, por exemplo, o período é de um ano e, além disso, eles não falam licença-maternidade, pois ela pode ser repartida entre a mãe e o pai. O importante é que haja sempre um dos pais com a criança durante esse período-chave que é o primeiro ano na vida", disse.O ministro afirmou que a ampliação da licença é uma das prioridades do ministério, junto com a diminuição da carga horária de trabalho. "Temos nos esforçado muito para diminuir o hiato entre a renda dos homens e das mulheres em nosso País", afirmou.ProJovemO ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse que precisa da ajuda de deputados e de senadores para assegurar as verbas do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem). Destinado aos jovens desempregados de 18 a 29 anos, o ProJovem Trabalhador tem como objetivo a preparação para o mercado de trabalho e em ocupações alternativas geradoras de renda. O jovem participante desta modalidade poderá receber um máximo de seis auxílios financeiros de R$ 100.Lupi lembrou que o Orçamento de 2009 previa R$ 1 bilhão para a qualificação profissional, mas apenas R$ 400 milhões foram liberados em virtude de cortes e contingenciamentos. Ele ressaltou que o ProJovem tem grande relevância na área social, pois 90% dos jovens que frequentam os cursos do programa são de famílias que ganham menos de um salário mínimo.As declarações foram em resposta aos deputados Manato (PDT/ES) e Manuela D'Ávila (PCdoB/RS), que pediram prioridade aos programas de qualificação como o ProJovem. "No meu estado, mais de 8 mil estudantes foram qualificados com o ProJovem. Todos os municípios do Espírito Santo com mais de 20 mil habitantes tiveram esse benefício, qualificando, estimulando e mudando a mentalidade deles para permitir o crescimento pessoal e do País também", disse Manato.Royalties do petróleoO ministro criticou a aprovação, pela Câmara, dos novos critérios de distribuição dos royalties para exploração de petróleo (substitutivo ao PL 5.938/09, do Executivo). Segundo Lupi, essa discussão não ocorre da maneira correta, pois essa não é uma luta entre a Federação e o estado do Rio de Janeiro. "Não sou candidato a nada, mas não posso ficar contra o estado que me acolheu, assim como acolheu também 1 milhão de mineiros e 2 milhões de nordestinos", disse. (Fonte: Agência Câmara)
Energia
Diário do Comércio e Indústria, 22/03/10
Indústria tenta igualar consumidor livre e cativo em Belo Monte
PORTO VELHO SÃO PAULO - Antes mesmo de ter sua obra iniciada, a usina de Belo Monte pode mudar os parâmetros do setor elétrico nacional. Isso porque, o segmento industrial está tentando garantir aos consumidores livres o mesmo alívio de exposição que é dado aos cativos, ou seja, às distribuidoras. Por isso, segundo a Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), as indústrias não devem contratar os 10% da energia que tem direito se mantidas essas condições. "Enviei um ofício ao Ministério, mas não fomos atendidos. Então ressaltamos isso na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)", afirma o presidente da Abrace, Ricardo Lima, lembrando que o diretor técnico-regulatório da associação, Luciano Pacheco, esteve na reunião da agência que aprovou o edital de Belo Monte.O que deseja a entidade que representa é evitar o risco que os clientes têm ao contratar energia de outro submercado. A dificuldade é em relação aos valores do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD): se houver uma variação entre esse preço no submercado Norte (N), onde estará Belo Monte, com o submercado onde está localizada a indústria, no sudeste/centro-oeste (SE/CO), por exemplo, o consumidor tem de arcar com tal custo."Neste mês de março, por exemplo, não teria problema, porque o PLD está igual. Mas imagina a situação de março de 2009, quando a diferença entre o PLD do SE/CO para o N foi de R$ 65.91 por MWh. Ou seja, a indústria tem um contrato e ainda tem de pagar essa diferença", exemplifica Lima.O pleito da Abrace, de usar o mecanismo de alívio de exposição, evitaria isso, como já acontece hoje com as distribuidoras. Nesse modelo, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) usa o excedente financeiro, gerado pelas multas e diferença de preços, para regular as disparidades.Durante aprovação do edital da hidroelétrica, diretores da Aneel afirmaram que a questão deve ser mesmo estudada, mas para os próximos leilões, já que exige toda uma mudança de diretrizes. Mesmo assim, Lima ainda busca uma alteração para agora. "Quem sabe não conseguimos, nos próximos dias, mudar isso para dar mais segurança ao mercado livre", questionou o presidente da associação.Em Belo Monte, os consumidores livres terão direito a até 10% da energia gerada. Os outros 90% serão divididos entre cativo e autoprodutores.
Indústria tenta igualar consumidor livre e cativo em Belo Monte
PORTO VELHO SÃO PAULO - Antes mesmo de ter sua obra iniciada, a usina de Belo Monte pode mudar os parâmetros do setor elétrico nacional. Isso porque, o segmento industrial está tentando garantir aos consumidores livres o mesmo alívio de exposição que é dado aos cativos, ou seja, às distribuidoras. Por isso, segundo a Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), as indústrias não devem contratar os 10% da energia que tem direito se mantidas essas condições. "Enviei um ofício ao Ministério, mas não fomos atendidos. Então ressaltamos isso na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)", afirma o presidente da Abrace, Ricardo Lima, lembrando que o diretor técnico-regulatório da associação, Luciano Pacheco, esteve na reunião da agência que aprovou o edital de Belo Monte.O que deseja a entidade que representa é evitar o risco que os clientes têm ao contratar energia de outro submercado. A dificuldade é em relação aos valores do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD): se houver uma variação entre esse preço no submercado Norte (N), onde estará Belo Monte, com o submercado onde está localizada a indústria, no sudeste/centro-oeste (SE/CO), por exemplo, o consumidor tem de arcar com tal custo."Neste mês de março, por exemplo, não teria problema, porque o PLD está igual. Mas imagina a situação de março de 2009, quando a diferença entre o PLD do SE/CO para o N foi de R$ 65.91 por MWh. Ou seja, a indústria tem um contrato e ainda tem de pagar essa diferença", exemplifica Lima.O pleito da Abrace, de usar o mecanismo de alívio de exposição, evitaria isso, como já acontece hoje com as distribuidoras. Nesse modelo, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) usa o excedente financeiro, gerado pelas multas e diferença de preços, para regular as disparidades.Durante aprovação do edital da hidroelétrica, diretores da Aneel afirmaram que a questão deve ser mesmo estudada, mas para os próximos leilões, já que exige toda uma mudança de diretrizes. Mesmo assim, Lima ainda busca uma alteração para agora. "Quem sabe não conseguimos, nos próximos dias, mudar isso para dar mais segurança ao mercado livre", questionou o presidente da associação.Em Belo Monte, os consumidores livres terão direito a até 10% da energia gerada. Os outros 90% serão divididos entre cativo e autoprodutores.
sexta-feira, 19 de março de 2010
Energia
O Globo, 19/03/10
Leilão da usina de Belo Monte será em 20 de abril
Mônica Tavares
BRASÍLIA - O Ministério de Minas e Energia informou agora há pouco que o leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, será realizado dia 20 de abril. O edital com as regras do leilão será aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) durante a reunião pública prevista para essa tarde, a partir das 16 horas. Estimada em cerca de R$ 20 bilhões, a usina terá capacidade para gerar cerca de 11 mil megawatts. De acordo com o governo, a hidrelétrica deve começar a gerar energia em 2015. De acordo com o site do Ministério, a Aneel vai elaborar o "edital e o respectivo contrato de comercialização de energia no ambiente regulado necessários para a promoção do referido leilão, com prazo de duração de 30 anos e início de suprimento em 2015". A usina será a segunda maior hidrelétrica do país, atrás apenas de Itaipu, com capacidade de geração estimada em 11 mil megawatts O valor para a construção da usina foi autorizado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na quarta-feira. O TCU também aprovou o teto máximo de R$ 83 por megawatt/hora.
Leilão da usina de Belo Monte será em 20 de abril
Mônica Tavares
BRASÍLIA - O Ministério de Minas e Energia informou agora há pouco que o leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, será realizado dia 20 de abril. O edital com as regras do leilão será aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) durante a reunião pública prevista para essa tarde, a partir das 16 horas. Estimada em cerca de R$ 20 bilhões, a usina terá capacidade para gerar cerca de 11 mil megawatts. De acordo com o governo, a hidrelétrica deve começar a gerar energia em 2015. De acordo com o site do Ministério, a Aneel vai elaborar o "edital e o respectivo contrato de comercialização de energia no ambiente regulado necessários para a promoção do referido leilão, com prazo de duração de 30 anos e início de suprimento em 2015". A usina será a segunda maior hidrelétrica do país, atrás apenas de Itaipu, com capacidade de geração estimada em 11 mil megawatts O valor para a construção da usina foi autorizado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na quarta-feira. O TCU também aprovou o teto máximo de R$ 83 por megawatt/hora.
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