Contratados de Furnas
Na quarta-feira, dia 15 de junho. No horário do almoço o centro do Rio de Janeiro foi tomado pelos trabalhadores contratados de Furnas que resolveram mostrar para a população a intranquilidade em que vivem e o que representaria para a cidade e para o país um colapso na mão-de-obra que hoje atende às necessidades da empresa.Apoiados pela Associação dos Empregados de Furnas (ASEF) e pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Energia do Rio de Janeiro e Região (SINTERGIA), os trabalhadores contratados reuniram-se nas proximidades da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), Rua Visconde de Inhaúma, e partiram em caminhada até o prédio da Eletrobras, na Avenida Presidente Vargas.Durante todo o trajeto distribuíram uma “Carta Aberta à População” mostrando que não se trata, como espalham por aí, de “um bando de privilegiados” sem compromissos com o país. Ao final, uma comissão foi recebida pelo diretor de administração da holding Eletrobrás, Miguel Cola-suonno e recebeu o documento dos companheiros, comprometendo-se a levar o assunto para instâncias do governo.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Trabalho e Sindicalismo
Folha de São Paulo, 02/06/11
Funcionários da Eletrobras ameaçam parar nos dias 6 e 7
Os trabalhadores da Eletrobras ameaçam paralisar as atividades nos dias 6 e 7 caso a empresa não reabra as negociações de reajuste salarial. De acordo com Fernando Pereira, secretário de energia da FNU (Federação Nacional dos Urbanitários), a empresa encerrou negociações após propor reajuste de 6,51%, referentes ao IPCA dos últimos 12 meses. A categoria exige mais 4% de reajuste, correspondentes ao ganho de produtividade no setor elétrico entre 2009 e 2010. "Queremos reabrir as negociações. O governo encerrou as conversas depois de apenas duas reuniões", disse Pereira. A categoria afirma que 27 mil trabalhadores deverão parar. A empresa informou que está negociando com os sindicatos de todo o país de acordo com diretrizes do governo federal. A Eletrobras é uma empresa de capital aberto, controlada pelo governo, que atua em geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. A companhia é composta por 12 subsidiárias, uma empresa de participações (Eletrobras Eletropar), um centro de pesquisas (Eletrobras Cepel) e metade do capital de Itaipu Binacional.
Funcionários da Eletrobras ameaçam parar nos dias 6 e 7
Os trabalhadores da Eletrobras ameaçam paralisar as atividades nos dias 6 e 7 caso a empresa não reabra as negociações de reajuste salarial. De acordo com Fernando Pereira, secretário de energia da FNU (Federação Nacional dos Urbanitários), a empresa encerrou negociações após propor reajuste de 6,51%, referentes ao IPCA dos últimos 12 meses. A categoria exige mais 4% de reajuste, correspondentes ao ganho de produtividade no setor elétrico entre 2009 e 2010. "Queremos reabrir as negociações. O governo encerrou as conversas depois de apenas duas reuniões", disse Pereira. A categoria afirma que 27 mil trabalhadores deverão parar. A empresa informou que está negociando com os sindicatos de todo o país de acordo com diretrizes do governo federal. A Eletrobras é uma empresa de capital aberto, controlada pelo governo, que atua em geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. A companhia é composta por 12 subsidiárias, uma empresa de participações (Eletrobras Eletropar), um centro de pesquisas (Eletrobras Cepel) e metade do capital de Itaipu Binacional.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Paralisação foi só um alerta!
Parabéns aos companheiros contratados de Furnas pela unidade e organização no ato de ontem, diante dos portões da empresa.
Ao cassar a liminar que garante a manutenção dos companheiros nos quadros da empresa, a justiça deixou de considerar o risco que isto representa para a segurança energética do país. Afinal de contas, deixaram de avaliar que a situação atual não se dá por vontade da empresa ou, menos ainda, desses competentes trabalhadores que prestam seus serviços sob contratos. O que deveria ser visto é que os muitos projetos que visavam a privatização da empresa deixaram Furnas em uma situação calamitosa e, por mais de dez anos, impedida de realizar concursos públicos. Para não parar suas atividades, uma vez que atende à região mais rica do país e de mais elevado consumo de energia, não restou alternativa senão recorrer a essa mão-de-obra contratada. Companheiros que se mostraram (e provaram) altamente competentes nas suas funções.O que pretendem os que ameaçam de demissão imediata esses companheiros? É preciso dizer ao público brasileiro que sendo uma das maiores geradoras do país, Furnas tem em seus quadros um número mínimo de funcionários, quase insuficiente para seus compromissos atuais e dificilmente suficiente para os futuros. Pouco mais de seis mil profissionais, incluindo 1.100 funcionários absorvidos e 1.500 contratados.Ninguém deseja uma crise na empresa. Desejamos, sim, justiça para esses companheiros que há anos prestam seus serviços com afinco. E desejamos, acima de tudo, que Furnas não seja levada para uma crise de difícil solução, por ver seus quadros reduzidos a um número que levaria a um colapso operacional de grandes proporções.A paralisação dos companheiros, nesta quarta-feira chuvosa, contou com o apoio de todos os demais empregados de Furnas e, certamente, de todos os cidadãos preocupados com o crescimento do país.
Ao cassar a liminar que garante a manutenção dos companheiros nos quadros da empresa, a justiça deixou de considerar o risco que isto representa para a segurança energética do país. Afinal de contas, deixaram de avaliar que a situação atual não se dá por vontade da empresa ou, menos ainda, desses competentes trabalhadores que prestam seus serviços sob contratos. O que deveria ser visto é que os muitos projetos que visavam a privatização da empresa deixaram Furnas em uma situação calamitosa e, por mais de dez anos, impedida de realizar concursos públicos. Para não parar suas atividades, uma vez que atende à região mais rica do país e de mais elevado consumo de energia, não restou alternativa senão recorrer a essa mão-de-obra contratada. Companheiros que se mostraram (e provaram) altamente competentes nas suas funções.O que pretendem os que ameaçam de demissão imediata esses companheiros? É preciso dizer ao público brasileiro que sendo uma das maiores geradoras do país, Furnas tem em seus quadros um número mínimo de funcionários, quase insuficiente para seus compromissos atuais e dificilmente suficiente para os futuros. Pouco mais de seis mil profissionais, incluindo 1.100 funcionários absorvidos e 1.500 contratados.Ninguém deseja uma crise na empresa. Desejamos, sim, justiça para esses companheiros que há anos prestam seus serviços com afinco. E desejamos, acima de tudo, que Furnas não seja levada para uma crise de difícil solução, por ver seus quadros reduzidos a um número que levaria a um colapso operacional de grandes proporções.A paralisação dos companheiros, nesta quarta-feira chuvosa, contou com o apoio de todos os demais empregados de Furnas e, certamente, de todos os cidadãos preocupados com o crescimento do país.
quarta-feira, 16 de março de 2011
EDITAL DE CONVOCAÇÃO ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA
O Presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Energia do Rio de Janeiro – Sintergia, no uso de suas atribuições legais e estatutárias, convoca todos os trabalhadores de Furnas Centrais Elétricas, a reunirem-se em Assembléia Geral Extraordinária, a realizar-se no dia 21 de março de 2011, às 12:00* horas, na porta de entrada da sede administrativa da empresa situada na Rua Real Grandeza, 219, Botafogo, para deliberarem sobre paralisação, na forma da Lei 7.783/89 e sobre os seguintes pontos:
1) Contratados
2) Decisão TCU – Absorvidos
3) CAEFE
4) Assuntos Gerais
* Horário da primeira e única convocação.
MAGNO DOS SANTOS FILHO
Presidente
1) Contratados
2) Decisão TCU – Absorvidos
3) CAEFE
4) Assuntos Gerais
* Horário da primeira e única convocação.
MAGNO DOS SANTOS FILHO
Presidente
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Energia
Canal Energia
Flávio Decat toma posse em Furnas nesta terça-feira, 15
Novo presidente da estatal substituirá Carlos Nadallutti Filho, que assumiu em 2008
Danilo Oliveira, da Agência CanalEnergia, Recursos Humanos
14/02/2011
O novo presidente de Furnas, Flávio Decat , toma posse às 11 horas desta terça-feira, 15 de fevereiro. O executivo, que já foi diretor da Cemig, Eletrobras e Eletronuclear, substituirá Carlos Nadallutti Filho, que assumiu em 2008. Até recentemente, Decat era vice-presidente de distribuição da Rede Energia. O anúncio do novo presidente da estatal foi feito no último dia 3 de fevereiro, após reunião do ministro de Minas e Energia Edison Lobão, com a presidenta Dilma Rousseff, que indicou o executivo para o cargo.
Flávio Decat toma posse em Furnas nesta terça-feira, 15
Novo presidente da estatal substituirá Carlos Nadallutti Filho, que assumiu em 2008
Danilo Oliveira, da Agência CanalEnergia, Recursos Humanos
14/02/2011
O novo presidente de Furnas, Flávio Decat , toma posse às 11 horas desta terça-feira, 15 de fevereiro. O executivo, que já foi diretor da Cemig, Eletrobras e Eletronuclear, substituirá Carlos Nadallutti Filho, que assumiu em 2008. Até recentemente, Decat era vice-presidente de distribuição da Rede Energia. O anúncio do novo presidente da estatal foi feito no último dia 3 de fevereiro, após reunião do ministro de Minas e Energia Edison Lobão, com a presidenta Dilma Rousseff, que indicou o executivo para o cargo.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Jornal da Energia
Dilma escolhe Flávio Decat para a presidência de Furnas
Segundo o MME, executivo, hoje vice-presidente de distribuição do Grupo Rede, aceitou o convite
Da redação
O atual vice-presidente de distribuição do Grupo Rede, Flávio Decat, será o novo presidente da Eletrobras Furnas. O nome do executivo foi indicado pela presidente Dilma e confirmado nesta quinta-feira (3/2) pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que afirmou que o convite já foi aceito por Decat.
O executivo, que já foi diretor da Cemig, da Eletronuclear e da Eletrobras, assumirá no lugar do engenheiro Carlos Nadalutti. Outras diretorias da estatal passarão por mudanças. Segundo Lobão, Decat vai pedir aos diretores da empresa que coloquem seus cargos à disposição - os novos nomes serão escolhidos de comum acordo entre ele, Dilma e Lobão.
Na última semana, a gestão de Furnas foi alvo de críticas por meio de uma carta supostamente escrita por funcionários da estatal. O caso teve repercussão na imprensa. As acusações eram de influência política e negócios mal conduzidos pela companhia, que rebateu as ilações e destacou o perfil técnico de sua diretoria.
Perguntado se a indicação de Decat poderia provocar um racha na base aliada do governo, Lobão afirmou que o executivo irá conversar, pessoalmente, com o vice-presidente da República, Michel Temer, presidente licenciado do PMDB. O ministro disse ainda que conversará com todos os líderes para tentar sanar qualquer desentendimento. ?Não há o que se dizer contra ele?.
Lobão também não quis antecipar novas mudanças no setor elétrico, mas adiantou que o nome do atual presidente da Eletrobras, José Antonio Muniz Lopes, é um nome com capacidade para qualquer cargo.
Segundo o MME, executivo, hoje vice-presidente de distribuição do Grupo Rede, aceitou o convite
Da redação
O atual vice-presidente de distribuição do Grupo Rede, Flávio Decat, será o novo presidente da Eletrobras Furnas. O nome do executivo foi indicado pela presidente Dilma e confirmado nesta quinta-feira (3/2) pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que afirmou que o convite já foi aceito por Decat.
O executivo, que já foi diretor da Cemig, da Eletronuclear e da Eletrobras, assumirá no lugar do engenheiro Carlos Nadalutti. Outras diretorias da estatal passarão por mudanças. Segundo Lobão, Decat vai pedir aos diretores da empresa que coloquem seus cargos à disposição - os novos nomes serão escolhidos de comum acordo entre ele, Dilma e Lobão.
Na última semana, a gestão de Furnas foi alvo de críticas por meio de uma carta supostamente escrita por funcionários da estatal. O caso teve repercussão na imprensa. As acusações eram de influência política e negócios mal conduzidos pela companhia, que rebateu as ilações e destacou o perfil técnico de sua diretoria.
Perguntado se a indicação de Decat poderia provocar um racha na base aliada do governo, Lobão afirmou que o executivo irá conversar, pessoalmente, com o vice-presidente da República, Michel Temer, presidente licenciado do PMDB. O ministro disse ainda que conversará com todos os líderes para tentar sanar qualquer desentendimento. ?Não há o que se dizer contra ele?.
Lobão também não quis antecipar novas mudanças no setor elétrico, mas adiantou que o nome do atual presidente da Eletrobras, José Antonio Muniz Lopes, é um nome com capacidade para qualquer cargo.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Energia
O Estado de São Paulo, 02/02/11
Dilma vai trocar toda a diretoria de Furnas
Planalto decide radicalizar na tentativa de acabar com disputa por comando da estatal
RIO - A disputa pelo comando de Furnas Centrais Elétricas, que provocou uma guerra entre grupos do PT e do PMDB, fez a presidente Dilma Rousseff tomar uma decisão radical: trocar não apenas o presidente, mas também os cinco diretores, e rejeitar qualquer indicação política.
Diante desse quadro, os partidos estão em busca de técnicos do setor elétrico A tentativa é manter a influência no segundo escalão do governo, mas, ao mesmo tempo, seguir o discurso da solução técnica.
O PMDB sabe que não haverá lugar em Furnas para Hélio Costa, candidato derrotado ao governo de Minas Gerais, mas insiste em emplacar o novo presidente da estatal com perfil técnico que agrade ao Planalto. Os petistas não se opõem a esse arranjo, desde que o indicado não seja ligado ao deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com quem estão em conflito aberto.
Durante a posse dos novos parlamentares em Brasília, o nome do técnico Flávio Decat, ex-diretor de distribuição da Eletrobrás, circulou como favorito para a assumir Furnas. Fontes do PMDB e do Ministério das Minas e Energia, no entanto, afirmaram que a articulação tinha o aval do senador José Sarney e da presidente Dilma, mas que os peemedebistas do Rio de Janeiro haviam reagido negativamente, congelando a negociação.
Depois de tomar posse como deputado nesta terça-feira, 1, o tucano Antonio Imbassahy (BA) redigiu o requerimento para abertura de uma CPI para investigar operações suspeitas em Furnas e promete começar na quarta-feira, 2, a colher as assinaturas necessárias para a investigação parlamentar.
"A troca de acusações foi grave. Fui do setor elétrico, conheço a alta qualidade dos técnicos da empresa. Seria um serviço ao País que se pudesse explicar tudo de forma clara", disse o tucano, ex-presidente da Eletrobrás, em referência a um dossiê com diversas acusações relativas à gestão atual estatal.
O relatório de duas páginas e meia foi entregue ao deputado licenciado Jorge Bittar (PT-RJ), secretário municipal de Habitação do Rio, que encaminhou ao ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, presidente do PT-RJ. A lista de denúncias fala em sobrepreços e atrasos nas obras das usinas de Simplício e Batalha. Com potência de 333,7 MW (megawatts), a usina de Simplício tinha investimento inicial previsto de R$ 1,6 bilhão, mas chegou a R$ 2,2 bilhões. Já a de Batalha passou de R$ 381 milhões para R$ 740 milhões e tem potência de apenas 52,5 MW.
Outra operação considerada suspeita pelos empregados foi a aquisição de um lote de ações no valor de R$ 80 milhões, menos de um ano depois de a estatal ter rejeitado compra semelhante no valor de R$ 7 milhões.
Nadalutti mandou ontem carta ao ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, em que relata todos os passos da compra das ações. O presidente de Furnas disse, em nota, que a estatal "é permanentemente auditada e fiscalizada por órgãos internos e externos". Ele atribuiu o sobrepreço das usinas a "questões geológicas não verificadas nos estudos originais".
Em Furnas, o PMDB tem as diretorias Financeira, com Luiz Henrique Hamann, indicação do senador Romero Jucá (RR), e de Construção, ocupada por Márcio Porto. Têm apoio do PT os diretores de Operação, Cesar Zani, e de Gestão, Luiz Fernando Paroli, ligado ao deputado Odair Cunha (PT-MG), mas afinado com o grupo de Nadalutti.
Dilma vai trocar toda a diretoria de Furnas
Planalto decide radicalizar na tentativa de acabar com disputa por comando da estatal
RIO - A disputa pelo comando de Furnas Centrais Elétricas, que provocou uma guerra entre grupos do PT e do PMDB, fez a presidente Dilma Rousseff tomar uma decisão radical: trocar não apenas o presidente, mas também os cinco diretores, e rejeitar qualquer indicação política.
Diante desse quadro, os partidos estão em busca de técnicos do setor elétrico A tentativa é manter a influência no segundo escalão do governo, mas, ao mesmo tempo, seguir o discurso da solução técnica.
O PMDB sabe que não haverá lugar em Furnas para Hélio Costa, candidato derrotado ao governo de Minas Gerais, mas insiste em emplacar o novo presidente da estatal com perfil técnico que agrade ao Planalto. Os petistas não se opõem a esse arranjo, desde que o indicado não seja ligado ao deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com quem estão em conflito aberto.
Durante a posse dos novos parlamentares em Brasília, o nome do técnico Flávio Decat, ex-diretor de distribuição da Eletrobrás, circulou como favorito para a assumir Furnas. Fontes do PMDB e do Ministério das Minas e Energia, no entanto, afirmaram que a articulação tinha o aval do senador José Sarney e da presidente Dilma, mas que os peemedebistas do Rio de Janeiro haviam reagido negativamente, congelando a negociação.
Depois de tomar posse como deputado nesta terça-feira, 1, o tucano Antonio Imbassahy (BA) redigiu o requerimento para abertura de uma CPI para investigar operações suspeitas em Furnas e promete começar na quarta-feira, 2, a colher as assinaturas necessárias para a investigação parlamentar.
"A troca de acusações foi grave. Fui do setor elétrico, conheço a alta qualidade dos técnicos da empresa. Seria um serviço ao País que se pudesse explicar tudo de forma clara", disse o tucano, ex-presidente da Eletrobrás, em referência a um dossiê com diversas acusações relativas à gestão atual estatal.
O relatório de duas páginas e meia foi entregue ao deputado licenciado Jorge Bittar (PT-RJ), secretário municipal de Habitação do Rio, que encaminhou ao ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, presidente do PT-RJ. A lista de denúncias fala em sobrepreços e atrasos nas obras das usinas de Simplício e Batalha. Com potência de 333,7 MW (megawatts), a usina de Simplício tinha investimento inicial previsto de R$ 1,6 bilhão, mas chegou a R$ 2,2 bilhões. Já a de Batalha passou de R$ 381 milhões para R$ 740 milhões e tem potência de apenas 52,5 MW.
Outra operação considerada suspeita pelos empregados foi a aquisição de um lote de ações no valor de R$ 80 milhões, menos de um ano depois de a estatal ter rejeitado compra semelhante no valor de R$ 7 milhões.
Nadalutti mandou ontem carta ao ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, em que relata todos os passos da compra das ações. O presidente de Furnas disse, em nota, que a estatal "é permanentemente auditada e fiscalizada por órgãos internos e externos". Ele atribuiu o sobrepreço das usinas a "questões geológicas não verificadas nos estudos originais".
Em Furnas, o PMDB tem as diretorias Financeira, com Luiz Henrique Hamann, indicação do senador Romero Jucá (RR), e de Construção, ocupada por Márcio Porto. Têm apoio do PT os diretores de Operação, Cesar Zani, e de Gestão, Luiz Fernando Paroli, ligado ao deputado Odair Cunha (PT-MG), mas afinado com o grupo de Nadalutti.
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