Jornal da Energia, 29/11/11
Trabalhadores de Belo Monte fecham trecho da Transamazônica
Obras no canteiro principal da usina estão paradas; consórcio diz que cronograma está adiantado
Da redação, com informações da Agência Brasil
Cerca de 100 trabalhadores que atuam na construção da hidrelétrica de Belo Monte, que está sendo implantada no rio Xingu, Pará, interditaram a Rodovia Transamazônica nesta segunda-feira (28/11), no quilômetro 55, próximo à cidade de Altamira. O consórcio construtor da obra informou que um caminhão está bloqueando a estrada.Neste momento, há dois policiais rodoviários federais negociando a abertura da via. Nos três demais três canteiros da usina, as obras continuam. A empresa diz que suspendeu os trabalhos no sítio Belo Monte até o resultado de uma reunião com os trabalhadores por questões de segurança.Entre os pontos discutidos entre representantes dos operários e da empresa estão a ampliação do recesso de fim de ano e do tempo de baixada – período em que a empresa libera os trabalhadores oriundos de outras localidades, para visitarem suas famílias –, além de aumentos salariais.Segundo o consórcio construtor, a data-base para os aumentos salariais é novembro e, portanto, tudo ainda estaria dentro do prazo acertado. O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Pesada e Afins do Pará (Sintrapav-PA) informou à que só se manifestará após a conclusão das reuniões.Os dias parados, segundo o consórcio, não causarão atraso nas obras porque o cronograma está adiantado.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Energia
Jornal da Energia, 25/11/11
Em meio a negociações pela EDP, Eletrobras vai a Portugal
Cemig, E.On e chinesa também estão na disputa por fatia na elétrica
Da redação
Uma comitiva formada por executivos da área de negócios no exterior da Eletrobras embarca para Portugal com retorno marcado para dezembro. A viagem, autorizada por despacho no Diário Oficial da União, é apontada como "para participar de reuniões sobre o setor elétrico".Apesar da descrição genérica, a ida da equipe internacional coincide com as negociações que a estatal trava para comprar até 21,35% da EDP Portugal.Além da empresa, a mineira Cemig, a alemã E.On e a chinesa Three Gorges também disputam os ativos da elétrica portuguesa. Os papéis pertencem ao governo do país, que, em meio à crise, pretende fazer caixa com a venda.Os nomes escalados para a viagem são os do analista Victor Magalhães e do superintendente de operações internacionais, Sinval Gama. O Jornal da Energia tentou contato com a Eletrobras para obter mais detalhes sobre a excursão, mas não obteve resposta até o momento.Além desses executivos, a Eletrobras enviará, para a Guiana Francesa, o gerente do departamento de prospecção de novos negócios no exterior, Pedro Jatobá, e o coordenador da área internacional em Brasília, Marcos Barbosa de Oliveira; os dois tratarão, também tratarão de "reuniões sobre o setor elétrico".
Em meio a negociações pela EDP, Eletrobras vai a Portugal
Cemig, E.On e chinesa também estão na disputa por fatia na elétrica
Da redação
Uma comitiva formada por executivos da área de negócios no exterior da Eletrobras embarca para Portugal com retorno marcado para dezembro. A viagem, autorizada por despacho no Diário Oficial da União, é apontada como "para participar de reuniões sobre o setor elétrico".Apesar da descrição genérica, a ida da equipe internacional coincide com as negociações que a estatal trava para comprar até 21,35% da EDP Portugal.Além da empresa, a mineira Cemig, a alemã E.On e a chinesa Three Gorges também disputam os ativos da elétrica portuguesa. Os papéis pertencem ao governo do país, que, em meio à crise, pretende fazer caixa com a venda.Os nomes escalados para a viagem são os do analista Victor Magalhães e do superintendente de operações internacionais, Sinval Gama. O Jornal da Energia tentou contato com a Eletrobras para obter mais detalhes sobre a excursão, mas não obteve resposta até o momento.Além desses executivos, a Eletrobras enviará, para a Guiana Francesa, o gerente do departamento de prospecção de novos negócios no exterior, Pedro Jatobá, e o coordenador da área internacional em Brasília, Marcos Barbosa de Oliveira; os dois tratarão, também tratarão de "reuniões sobre o setor elétrico".
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Energia
Canal Energia
Norte Energia disponibiliza vídeos com informações sobre Belo Monte
Três vídeos falam sobre o projetos da usina, a tecnologia utilizada e sua participação para o desenvolvimento sustentável do país
Da Agência CanalEnergia, Meio Ambiente
A Norte Energia está divulgando vídeos com informações sobre a hidrelétrica de Belo Monte (PA, 11.233 MW) e sua participação para o desenvolvimento sustentável do Brasil. No primeiro vídeo constam dados como a necessidade de aumento em 60% da capacidade energética instalada brasileira nos proximos dez anos e o posicionamento do Brasil como um país de matriz limpa.Segundo a Norte Energia, um inforgráfico mostra as alterações no projeto da usina, com a redução da área alagada, inicialmente de 1.225 km², para 503 km². Esta mudança, ainda de acordo com a empresa, permitiu que nenhuma terra indígena fosse alagada pelo reservatório e nenhum índio precisasse ser removido de suas terras.Um outro vídeo, intitulado A Usina e as Casas de Força, mostra como ficará a usina quando concluída e a tecnologia aplicada no projeto. O fato de utilizar o modelo a fio d'água, por exemplo, contribuiu para diminuir a área alagada. O declive natural entre o reservatório principal e a casa de força principal também garantem a geração necessária para abastecer o país e confirmar a viabilidade da usina. No último vídeo, chamado A Obra, a Norte Energia apresenta o trabalho de levantar canteiros de obras para este grande empreendimento e detalhes da montagem das casas de forças que formam a usina.Para ver os vídeos, clique http://www.blogbelomonte.com.br/2011/11/22/para-quem-quer-saber-mais-sobre-belo-monte/
Norte Energia disponibiliza vídeos com informações sobre Belo Monte
Três vídeos falam sobre o projetos da usina, a tecnologia utilizada e sua participação para o desenvolvimento sustentável do país
Da Agência CanalEnergia, Meio Ambiente
A Norte Energia está divulgando vídeos com informações sobre a hidrelétrica de Belo Monte (PA, 11.233 MW) e sua participação para o desenvolvimento sustentável do Brasil. No primeiro vídeo constam dados como a necessidade de aumento em 60% da capacidade energética instalada brasileira nos proximos dez anos e o posicionamento do Brasil como um país de matriz limpa.Segundo a Norte Energia, um inforgráfico mostra as alterações no projeto da usina, com a redução da área alagada, inicialmente de 1.225 km², para 503 km². Esta mudança, ainda de acordo com a empresa, permitiu que nenhuma terra indígena fosse alagada pelo reservatório e nenhum índio precisasse ser removido de suas terras.Um outro vídeo, intitulado A Usina e as Casas de Força, mostra como ficará a usina quando concluída e a tecnologia aplicada no projeto. O fato de utilizar o modelo a fio d'água, por exemplo, contribuiu para diminuir a área alagada. O declive natural entre o reservatório principal e a casa de força principal também garantem a geração necessária para abastecer o país e confirmar a viabilidade da usina. No último vídeo, chamado A Obra, a Norte Energia apresenta o trabalho de levantar canteiros de obras para este grande empreendimento e detalhes da montagem das casas de forças que formam a usina.Para ver os vídeos, clique http://www.blogbelomonte.com.br/2011/11/22/para-quem-quer-saber-mais-sobre-belo-monte/
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Energia
Jornal da Energia, 23/11/11
PAC 2: investimentos para o setor elétrico chegam a R$ 16,1 bilhões
Em 2011, programa ajudou a colocar em obras 44 usinas que somam 15,4GW
Por Ivonete Dainese
A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, apresentou nesta terça-feira (22/11) o balanço da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). A execução global do PAC até setembro desse ano era de R$ 143, 6 bilhões, ou seja, 15% do previsto para o período de 2011 a 2014. O salto, se comparado ao primeiro balanço em junho desse ano (R$ 86,4 milhões), foi de 66%.Para os setores de geração, transmissão, petróleo, gás e combustíveis renováveis, entre estatais e o setor privado, incluídos no setor de infraestrutura, o aumento nos desembolsos foi de 83% entre julho e setembro, totalizando R$ 59,5 milhões. Nesses setores, já foram concluídas 11,3% das ações previstas até 2014, com aportes que somaram R$80,2 bilhões entre janeiro e setembro.Em energia elétrica, os investimentos chegam a R$ 16,1 bilhões. O PAC já ajudou a viabilizar 2.532MW em usinas para geração de energia, 882 quilômetros de linhas de transmissão e três subestações. Os 2,5GW de usinas são provenientes de quinze empreendimentos em operação, sendo quatro hidrelétricas (1.473 MW), onze termelétricas (809 MW), nove eólicas (216 MW) e duas pequenas centrais hidrelétricas (35 MW).Ainda no setor elétrico, em 2011, foram iniciadas as obras de 44 usinas que deverão totalizar 15.419 MW. São seis hidrelétricas, que juntas vão somar 14.156 MW. Os destaques são Belo Monte (11.233 MW), com 1,2% de obras realizadas; Teles Pires (1.820 MW), iniciada em 22 de agosto; Santo Antônio do Jari (373,4 MW), 3% pronta; Colíder (300MW), com, 20% da obra realizada; e Ferreira Gomes (252MW), 14% concluída.Também foram iniciados os trabalhos para erguer cinco termelétricas, com 502 MW; 28 parques eólicos, somando 676 MW; e, finalmente, cinco pequenas centrais hidrelétricas, com 86 MW.Já os 882 quilômetros de linhas de transmissão estão distribuídas entre a LT Nova Mutun- Sorriso-Sinop, LT Parecis- Brasnorte; LT Juina- Brasnorte; LT Barra dos Coqueiros- Quirinopólis; e LT Chapadão- Ilha Solteira C1,C2 e C3.
PAC 2: investimentos para o setor elétrico chegam a R$ 16,1 bilhões
Em 2011, programa ajudou a colocar em obras 44 usinas que somam 15,4GW
Por Ivonete Dainese
A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, apresentou nesta terça-feira (22/11) o balanço da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). A execução global do PAC até setembro desse ano era de R$ 143, 6 bilhões, ou seja, 15% do previsto para o período de 2011 a 2014. O salto, se comparado ao primeiro balanço em junho desse ano (R$ 86,4 milhões), foi de 66%.Para os setores de geração, transmissão, petróleo, gás e combustíveis renováveis, entre estatais e o setor privado, incluídos no setor de infraestrutura, o aumento nos desembolsos foi de 83% entre julho e setembro, totalizando R$ 59,5 milhões. Nesses setores, já foram concluídas 11,3% das ações previstas até 2014, com aportes que somaram R$80,2 bilhões entre janeiro e setembro.Em energia elétrica, os investimentos chegam a R$ 16,1 bilhões. O PAC já ajudou a viabilizar 2.532MW em usinas para geração de energia, 882 quilômetros de linhas de transmissão e três subestações. Os 2,5GW de usinas são provenientes de quinze empreendimentos em operação, sendo quatro hidrelétricas (1.473 MW), onze termelétricas (809 MW), nove eólicas (216 MW) e duas pequenas centrais hidrelétricas (35 MW).Ainda no setor elétrico, em 2011, foram iniciadas as obras de 44 usinas que deverão totalizar 15.419 MW. São seis hidrelétricas, que juntas vão somar 14.156 MW. Os destaques são Belo Monte (11.233 MW), com 1,2% de obras realizadas; Teles Pires (1.820 MW), iniciada em 22 de agosto; Santo Antônio do Jari (373,4 MW), 3% pronta; Colíder (300MW), com, 20% da obra realizada; e Ferreira Gomes (252MW), 14% concluída.Também foram iniciados os trabalhos para erguer cinco termelétricas, com 502 MW; 28 parques eólicos, somando 676 MW; e, finalmente, cinco pequenas centrais hidrelétricas, com 86 MW.Já os 882 quilômetros de linhas de transmissão estão distribuídas entre a LT Nova Mutun- Sorriso-Sinop, LT Parecis- Brasnorte; LT Juina- Brasnorte; LT Barra dos Coqueiros- Quirinopólis; e LT Chapadão- Ilha Solteira C1,C2 e C3.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Trabalho e Sindicalismo
Agência Brasil, 22/11/11
Governo anuncia novo salário mínimo de R$ 622,73
Iolando Lourenço - Repórter da Agência Brasil
Brasília - O governo anunciou ao Congresso Nacional a elevação do valor do salário mínimo para R$ 622,73 a partir de 1º de janeiro de 2012. A previsão era R$ 619,21, com a revisão aumentou R$ 3,52. O reajuste consta da atualização dos parâmetros econômicos utilizados na proposta orçamentária de 2012. O anúncio foi enviado em ofício do Ministério do Planejamento.O projeto orçamentário encaminhado ao Congresso, em agosto passado, foi feito com previsão do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 5,7%. Com a atualização que elevou a inflação para 6,3%, também haverá a elevação do reajuste do salário mínimo, que era 13,62% para 14,26% em relação ao atual valor que é R$ 545,00.A política de recuperação do salário mínimo prevê reajuste com base na inflação de 2011 mais a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2010, que foi de 7,5%. Com a projeção de aumento do INPC haverá também aumento nos benefícios assistenciais e previdenciários para os que recebem acima de um salário mínimo. A previsão de reajuste para esses casos subiu de 5,7% para 6,3%.
Governo anuncia novo salário mínimo de R$ 622,73
Iolando Lourenço - Repórter da Agência Brasil
Brasília - O governo anunciou ao Congresso Nacional a elevação do valor do salário mínimo para R$ 622,73 a partir de 1º de janeiro de 2012. A previsão era R$ 619,21, com a revisão aumentou R$ 3,52. O reajuste consta da atualização dos parâmetros econômicos utilizados na proposta orçamentária de 2012. O anúncio foi enviado em ofício do Ministério do Planejamento.O projeto orçamentário encaminhado ao Congresso, em agosto passado, foi feito com previsão do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 5,7%. Com a atualização que elevou a inflação para 6,3%, também haverá a elevação do reajuste do salário mínimo, que era 13,62% para 14,26% em relação ao atual valor que é R$ 545,00.A política de recuperação do salário mínimo prevê reajuste com base na inflação de 2011 mais a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2010, que foi de 7,5%. Com a projeção de aumento do INPC haverá também aumento nos benefícios assistenciais e previdenciários para os que recebem acima de um salário mínimo. A previsão de reajuste para esses casos subiu de 5,7% para 6,3%.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Energia
Folha de São Paulo, 21/11/11
Município de Altamira pede suspensão das obras de Belo Monte
A cidade de Altamira (PA), palco da maior obra do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), pediu à presidente Dilma Rousseff, ao Ibama e ao MPF (Ministério Público Federal) a suspensão das obras da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, informa Agnaldo Brito em reportagem publicada na Folha deste domingo. O maior município em extensão territorial do Brasil já começou a sentir os efeitos da migração em massa após o início da construção, há mais de quatro meses. Segundo a Secretaria de Planejamento de Altamira, apenas 30% das obras prometidas pela Norte Energia, responsável pelo projeto, foram atendidas. São construções e ampliações de salas de aula e posto de saúde, além de um novo hospital. As obras de saneamento, promessa feita quando da autorização para o início da obra, estão atrasadas. "O que me tranquiliza é que a Licença de Instalação [que autorizou o início da obra] não é definitiva. Sou favorável, sim, se não atenderem [as exigências], que a licença seja suspensa", disse a prefeita, Odileia Sampaio (PSDB).
Município de Altamira pede suspensão das obras de Belo Monte
A cidade de Altamira (PA), palco da maior obra do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), pediu à presidente Dilma Rousseff, ao Ibama e ao MPF (Ministério Público Federal) a suspensão das obras da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, informa Agnaldo Brito em reportagem publicada na Folha deste domingo. O maior município em extensão territorial do Brasil já começou a sentir os efeitos da migração em massa após o início da construção, há mais de quatro meses. Segundo a Secretaria de Planejamento de Altamira, apenas 30% das obras prometidas pela Norte Energia, responsável pelo projeto, foram atendidas. São construções e ampliações de salas de aula e posto de saúde, além de um novo hospital. As obras de saneamento, promessa feita quando da autorização para o início da obra, estão atrasadas. "O que me tranquiliza é que a Licença de Instalação [que autorizou o início da obra] não é definitiva. Sou favorável, sim, se não atenderem [as exigências], que a licença seja suspensa", disse a prefeita, Odileia Sampaio (PSDB).
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Jornal da Energia
Furnas terá eólicas no leilão A-5 e já fala em combinar a fonte com energia solarEstatal estuda geração híbrida em parques; usinas viabilizadas no certame A-3 de agosto usarão turbinas da alemã FuhrländerPor Natália Bezutti
Acompanhando as oportunidades que surgem das energias alternativas, a estatal Eletrobras Furnas confirmou que vai participar do leilão A-5 também com parques eólicos. Além disso, a empresa está avançando com estudos na área solar, enquanto aguarda a regulamentação sobre o tema, que está em estudo na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Em 2009, no primeiro leilão eólico do Brasil, a estatal viabilizou três parques no Rio Grande do Norte, somando cerca de 150 MW. As usinas, que estão em fase inicial de construção, utilizam máquinas da francesa Alstom. No último leilão A-3, realizado em agosto deste ano, a empresa saiu vencedora com outros quatro parques, sendo dois no Ceará, e dois no Rio Grande do Norte, totalizando 98MW.
Nesse último certame, Furnas apostou na tecnologia para oferecer preço de R$ 99,70 por MWh - um deságio de 28% sobre o preço inicial. Um dos trunfos para reduzir o custo foi o uso de turbinas fabricadas pela alemã Fuhrländer. Segundo a estatal, as máquinas contam com alta potência, de 2,5 MW, e, com torres entreliçadas, chegam a 141 metros de altura – sendo as mais altas utilizadas no País. A eficiência dos equipamentos resultou na compra de 34 aerogeradores, enquanto, no leilão anterior, Furnas comprou 94 para atender parques de tamanhos relativamente semelhantes.
No leilão A-5, além dos parques eólicos, a estatal visa os empreendimentos hidrelétricos de São Manoel (700MW) e Sinop (400MW), ambos na bacia do rio Teles Pires. A engenheira da superintendência de novos negócios de Furnas, Cláudia Barros, afirma que a estatal também prevê a participação no A-3 de 2012.
“Na verdade a eólica não precisa disso (o tempo de viabilização do A-5, de cinco anos), o A-3 (três anos) atende. Mas é um leilão interessante, o governo está investindo bastante nessa parte de eólica e promovendo leilões todo ano, porque a demanda é grande, novas oportunidades surgindo. E ainda tem muitos projetos bons no mercado para serem viabilizados”, explica Cláudia.
A engenheira também adianta que Furnas vai apostar na energia solar e diz acreditar que a fonte em pouco tempo estará com sua regulamentação finalizada, tendo em vista o interesse dos mercados europeus. “É só conversar, porque a eólica começou tímida também. Agora (o governo) tem que aproveitar essa crise”.
Segundo Cláudia, Furnas estuda implantar futuramente em seus parques eólicos a complementação da energia solar, em projetos híbridos, tendo como meta manter um patamar de geração de energia “mais firme”, devido à inconstância do vento. “O ano de 2009 foi muito ruim para os parques eólicos, com medições muito baixas. Quem estava com parque muito ruim compensou em 2010 e 2011. Mas no Brasil a incidência solar é mais constante, inclusive com equipamentos que conseguem captar irradiação, sensação térmica, mantendo assim a constância”, completa.
Acompanhando as oportunidades que surgem das energias alternativas, a estatal Eletrobras Furnas confirmou que vai participar do leilão A-5 também com parques eólicos. Além disso, a empresa está avançando com estudos na área solar, enquanto aguarda a regulamentação sobre o tema, que está em estudo na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Em 2009, no primeiro leilão eólico do Brasil, a estatal viabilizou três parques no Rio Grande do Norte, somando cerca de 150 MW. As usinas, que estão em fase inicial de construção, utilizam máquinas da francesa Alstom. No último leilão A-3, realizado em agosto deste ano, a empresa saiu vencedora com outros quatro parques, sendo dois no Ceará, e dois no Rio Grande do Norte, totalizando 98MW.
Nesse último certame, Furnas apostou na tecnologia para oferecer preço de R$ 99,70 por MWh - um deságio de 28% sobre o preço inicial. Um dos trunfos para reduzir o custo foi o uso de turbinas fabricadas pela alemã Fuhrländer. Segundo a estatal, as máquinas contam com alta potência, de 2,5 MW, e, com torres entreliçadas, chegam a 141 metros de altura – sendo as mais altas utilizadas no País. A eficiência dos equipamentos resultou na compra de 34 aerogeradores, enquanto, no leilão anterior, Furnas comprou 94 para atender parques de tamanhos relativamente semelhantes.
No leilão A-5, além dos parques eólicos, a estatal visa os empreendimentos hidrelétricos de São Manoel (700MW) e Sinop (400MW), ambos na bacia do rio Teles Pires. A engenheira da superintendência de novos negócios de Furnas, Cláudia Barros, afirma que a estatal também prevê a participação no A-3 de 2012.
“Na verdade a eólica não precisa disso (o tempo de viabilização do A-5, de cinco anos), o A-3 (três anos) atende. Mas é um leilão interessante, o governo está investindo bastante nessa parte de eólica e promovendo leilões todo ano, porque a demanda é grande, novas oportunidades surgindo. E ainda tem muitos projetos bons no mercado para serem viabilizados”, explica Cláudia.
A engenheira também adianta que Furnas vai apostar na energia solar e diz acreditar que a fonte em pouco tempo estará com sua regulamentação finalizada, tendo em vista o interesse dos mercados europeus. “É só conversar, porque a eólica começou tímida também. Agora (o governo) tem que aproveitar essa crise”.
Segundo Cláudia, Furnas estuda implantar futuramente em seus parques eólicos a complementação da energia solar, em projetos híbridos, tendo como meta manter um patamar de geração de energia “mais firme”, devido à inconstância do vento. “O ano de 2009 foi muito ruim para os parques eólicos, com medições muito baixas. Quem estava com parque muito ruim compensou em 2010 e 2011. Mas no Brasil a incidência solar é mais constante, inclusive com equipamentos que conseguem captar irradiação, sensação térmica, mantendo assim a constância”, completa.
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