Matriz energética: evolução das renováveisDa Agência Ambiente Energia
– No âmbito da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio+20, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) disponibilizou a cartilha “Brasil: Renováveis para o Desenvolvimento”, que apresenta as vantagens competitivas do país no setor energético a partir do alto percentual de fontes renováveis na sua matriz.
Segundo o documento, o Brasil é a sexta economia do mundo e apenas o 18º no ranking das nações quanto às emissões de gases de efeito estufa devidas à produção e ao uso da energia. Em 2009, as emissões alcançaram 338 milhões de toneladas de CO2, menos de 1,2% do total mundial de 30 bilhões. A matriz energética brasileira é exemplo mundial de desenvolvimento com baixo carbono.
A intensidade de carbono na economia relacionada ao setor energético é uma medida de sua qualidade ambiental. Em 2005, este indicador foi de 0,16 kgCO2/US$ (2011), metade da média mundial de 0,33. As emissões per capita, uma medida de equidade da contribuição dos povos para as mudanças climáticas, foram inferiores a duas toneladas de CO2/hab, enquanto a média mundial supera quatro toneladas.
O Brasil, desde os anos 1970, cresceu em média, 4% ao ano e o consumo de energia, 3,3%. Nesse período, a proporção de renováveis na matriz energética manteve-se sempre acima de 40%. Em 2011, 44% da energia ofertada (272,3 milhões de toneladas equivalentes de petróleo) aos mais de 193 milhões de habitantes do país foram provenientes de origem renovável, sendo a energia hidráulica e a biomassa as principais fontes.
Estima-se que, nos próximos 10 anos, as iniciativas em eficiência energética contribuam para evitar emissões de 174 milhões de toneladas de CO2 no país. Com a meta de reduzir 10% do consumo de eletricidade projetado para 2030, o país evitará emissões de 454 milhões de toneladas de CO2 até esse ano.
O incentivo à expansão do etanol na matriz energética brasileira teve início nos anos 1970, após a primeira crise do petróleo. Visava, então, à redução da dependência do Brasil às importações de energia e da exposição do país às variações do preço internacional do petróleo.
Desde então, o etanol, em substituição à gasolina, vem aumentando sua participação na matriz de transportes, permitindo também redução da intensidade de emissões de gases de efeito estufa. Até 2010, o consumo de etanol representou a substituição de aproximadamente 250 bilhões de litros de gasolina, evitando-se emissões de 550 milhões de toneladas de CO2.
Atualmente, a participação de combustíveis renováveis na matriz de transportes é de cerca de 20%. Além do etanol, há também a contribuição do biodiesel. O Brasil trabalha para manter sua política de incentivo ao uso de biocombustíveis em sua matriz de transportes. As perspectivas são de que essa participação aumente para cerca de 30% até 2020. Na frota de veículos leves, a participação do etanol pode ultrapassar 50% em 2020.
Cerca de 87% da energia elétrica gerada no Brasil provem de fontes renováveis. A maior participação é da hidreletricidade, que responde por 81% da geração.
O Brasil é um dos países que menos emite gases de efeito estufa na produção de energia elétrica. Em 2009, enquanto a média mundial de emissões foi de 500 gCO2/kWh, no Brasil esse indicador foi de apenas 64 gCO2/kWh. Em 2011, as emissões brasileiras na produção de energia elétrica não ultrapassaram 30 milhões de toneladas de CO2.
Nos próximos anos, a energia hidráulica permanecerá sendo elemento-chave da estratégia de expansão da oferta de energia elétrica. Estão em construção grandes usinas, com destaque para Santo Antonio (3.150 MW) e Jirau (3.300 MW), ambas no rio Madeira, e Belo Monte (11.233 MW), no rio Xingu, todos na bacia Amazônica.
Centrais eólicas e a biomassa da cana também contribuem para a “renovabilidade” da matriz de energia elétrica brasileira. Essas fontes vêm crescendo muito de importância como reflexo de políticas públicas voltadas para sua inserção na matriz, segundo a EPe. Nos últimos três anos foram viabilizados 6.800 MW de eólicas nos leilões para expansão da oferta no Sistema Interligado Nacional, significando ampliar, até 2015, em 7,5 vezes a capacidade instalada em 2010.
Estima-se que, nos próximos 10 anos, as emissões evitadas na geração de energia elétrica no Brasil a partir de fontes renováveis acumulem 500 milhões de toneladas de CO2, valor superior ao total emitido no país em 2011 na produção e uso de todo o tipo de energia (396 milhões de toneladas de CO2eq).
segunda-feira, 25 de junho de 2012
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Energia
Jornal da Energia, 21/06/12
Mundo precisaria de US$1 tri para universalizar energia, estima Eletrobras
Valor levaria luz a 1,5 bilhão de pessoas até 2030
Da redação
Durante a abertura oficial da Conferência Rio+20, o presidente da Eletrobrás, José da Costa Carvalho Neto, fez uma estimativa sobre os recursos que seriam exigidos para levar energia elétrica a cerca de 1,5 bilhão de pessoas que ainda não têm acesso a luz no mundo.
”Pela experiência brasileira, acredito que sejam necessários investimentos da ordem de US$ 1 trilhão”, estimou Costa Neto, com base em um cronograma que contemplaria a eletrificação total até 2030.
O executivo disse ter a expectativa de que sejam formuladas, na conferência, propostas para levar energia elétrica à população excluída desse serviço. O presidente da Eletrobras revelou que, entre as propostas geradas pelo evento da Organização das Nações Unidas, estão o incentivo para o aumento da participação de energias renováveis na matriz de 13% para 30%, além do aumento da eficiência energética no mundo.
“São pontos em que o Brasil possui grande experiência”, ressaltou, ao lembrar que a matriz nacional tem participação de 45% de energia limpa. Costa Neto também pontou que o País se tornou um player importante na defesa da universalização do acesso ao executar o programa Luz para Todos.
Mundo precisaria de US$1 tri para universalizar energia, estima Eletrobras
Valor levaria luz a 1,5 bilhão de pessoas até 2030
Da redação
Durante a abertura oficial da Conferência Rio+20, o presidente da Eletrobrás, José da Costa Carvalho Neto, fez uma estimativa sobre os recursos que seriam exigidos para levar energia elétrica a cerca de 1,5 bilhão de pessoas que ainda não têm acesso a luz no mundo.
”Pela experiência brasileira, acredito que sejam necessários investimentos da ordem de US$ 1 trilhão”, estimou Costa Neto, com base em um cronograma que contemplaria a eletrificação total até 2030.
O executivo disse ter a expectativa de que sejam formuladas, na conferência, propostas para levar energia elétrica à população excluída desse serviço. O presidente da Eletrobras revelou que, entre as propostas geradas pelo evento da Organização das Nações Unidas, estão o incentivo para o aumento da participação de energias renováveis na matriz de 13% para 30%, além do aumento da eficiência energética no mundo.
“São pontos em que o Brasil possui grande experiência”, ressaltou, ao lembrar que a matriz nacional tem participação de 45% de energia limpa. Costa Neto também pontou que o País se tornou um player importante na defesa da universalização do acesso ao executar o programa Luz para Todos.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Energia
Jornal da Energia, 20/06/12
Ministra do Meio Ambiente diz que País não vai explorar todo potencial hídrico, mas defende UHEs do Tapajós Izabella Teixeira afirma que hidrelétrica é energia renovável e diz que nenhum país deixou de construir suas usinas
Por Luciano Costa
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou na noite desta segunda-feira (18/6), em entrevista no programa Roda Viva, da TV Cultura, que o Brasil não vai aproveitar todo o seu potencial hidrelétrico. Mas defendeu os investimentos na geração hídrica, que tem sofrido ataques por parte de ambientalistas, principalmente devido às polêmicas em torno da usina de Belo Monte, que está sendo construída no rio Xingu.
"A Amazônia tem um potencial enorme, mas não quer dizer que todo ele vai ser aproveitado. Você vai ter disputa. Parte dele está em terras indígenas e você vai ter que debater. Tenho potenciais no meio de Unidades de Conservação (UCs) que a (presidente) Dilma disse: não entre aí", comentou, ao ser questionada pelos jornalistas presentes.
Ao falar sobre as UCs, Izabella foi interpelada por uma pergunta sobre as hidrelétricas do Tapajós, que o governo colocou como estruturantes e pretende licitar a partir de 2013. Para viabilizá-las, foi editada uma Medida Provisória que alterou áreas de conservação, em ato que beneficiou também as usinas do rio Madeira, em Rondônia, e o projeto da UHE Tabajara.
"Ampliamos em 330 mil hectares as áreas de preservação e desafetamos 119 mil hectares. Do ponto de vista de resultado (de números), estamos ganhando (conservação) e isso ninguém fala. Argumentam que as cachoeiras de São Luiz do Tapajós estariam sendo retiradas das UCs...e elas não estavam em UCs. As pessoas primeiro devem saber o que estão falando", atacou Izabella.
A ministra ainda defendeu a usina de Belo Monte, ao lembrar que todas ações contra o projeto caíram na Justiça "com argumentos téncicos, que estão no licenciamento ambiental". Izabella também disse que é preciso aproveitar o potencial eólico e de biomassa, mas sem abandonar as hidrelétricas.
"Ninguém renuncia a energia limpa", pontuou, ressaltando, depois, que "nenhum país do mundo deixou de explorar seu potencial hidrelétrico". E apontou que as usinas eólicas possuem eficiência menor, além de ficarem, obviamente, à mercê dos ventos. "Essas discussões têm que ser abertas para as pessoas entenderem. O Brasil não pode ficar sem energia", defendeu.
Para a chefe da pasta de Meio Ambiente, a energia renovável "está no centro da estratégia" para o País. "Agora...você tem uma discussão importante que tem a ver com tecnologia, tarifa, custo, e sobre como se mantém o Sistema Interligado Nacional (SIN). Hidrelétrica é energia renovável. Temos que transformar eólica, sol e biomassa em energias permanentes no dia a dia de cada brasileiro, mas temos, sim, um caminho com hidrelétricas que é mais barato", concluiu.
Ministra do Meio Ambiente diz que País não vai explorar todo potencial hídrico, mas defende UHEs do Tapajós Izabella Teixeira afirma que hidrelétrica é energia renovável e diz que nenhum país deixou de construir suas usinas
Por Luciano Costa
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou na noite desta segunda-feira (18/6), em entrevista no programa Roda Viva, da TV Cultura, que o Brasil não vai aproveitar todo o seu potencial hidrelétrico. Mas defendeu os investimentos na geração hídrica, que tem sofrido ataques por parte de ambientalistas, principalmente devido às polêmicas em torno da usina de Belo Monte, que está sendo construída no rio Xingu.
"A Amazônia tem um potencial enorme, mas não quer dizer que todo ele vai ser aproveitado. Você vai ter disputa. Parte dele está em terras indígenas e você vai ter que debater. Tenho potenciais no meio de Unidades de Conservação (UCs) que a (presidente) Dilma disse: não entre aí", comentou, ao ser questionada pelos jornalistas presentes.
Ao falar sobre as UCs, Izabella foi interpelada por uma pergunta sobre as hidrelétricas do Tapajós, que o governo colocou como estruturantes e pretende licitar a partir de 2013. Para viabilizá-las, foi editada uma Medida Provisória que alterou áreas de conservação, em ato que beneficiou também as usinas do rio Madeira, em Rondônia, e o projeto da UHE Tabajara.
"Ampliamos em 330 mil hectares as áreas de preservação e desafetamos 119 mil hectares. Do ponto de vista de resultado (de números), estamos ganhando (conservação) e isso ninguém fala. Argumentam que as cachoeiras de São Luiz do Tapajós estariam sendo retiradas das UCs...e elas não estavam em UCs. As pessoas primeiro devem saber o que estão falando", atacou Izabella.
A ministra ainda defendeu a usina de Belo Monte, ao lembrar que todas ações contra o projeto caíram na Justiça "com argumentos téncicos, que estão no licenciamento ambiental". Izabella também disse que é preciso aproveitar o potencial eólico e de biomassa, mas sem abandonar as hidrelétricas.
"Ninguém renuncia a energia limpa", pontuou, ressaltando, depois, que "nenhum país do mundo deixou de explorar seu potencial hidrelétrico". E apontou que as usinas eólicas possuem eficiência menor, além de ficarem, obviamente, à mercê dos ventos. "Essas discussões têm que ser abertas para as pessoas entenderem. O Brasil não pode ficar sem energia", defendeu.
Para a chefe da pasta de Meio Ambiente, a energia renovável "está no centro da estratégia" para o País. "Agora...você tem uma discussão importante que tem a ver com tecnologia, tarifa, custo, e sobre como se mantém o Sistema Interligado Nacional (SIN). Hidrelétrica é energia renovável. Temos que transformar eólica, sol e biomassa em energias permanentes no dia a dia de cada brasileiro, mas temos, sim, um caminho com hidrelétricas que é mais barato", concluiu.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Trabalho e Sindicalismo
Diap, 18/06/112
Agenda Política: Rio+20 e festas juninas esvaziam Congresso
A presidente Dilma Rousseff participa da reunião do G-20, no México. A mensagem que o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) pretende passar é que estão dispostos a ajudar com mais recursos no combate à crise global, desde que consigam mais poder em organismos multilaterais como o FMI.
Gestão pública
A partir de terça-feira (19), grupo com mais de 240 deputados e senadores de quase todos os partidos vão se unir na Frente Parlamentar Mista para o Fortalecimento da Gestão Pública, com a meta de debater uma ampla reforma no setor. Segundo o vice-presidente da frente e ex-governador de Minas Gerais, senador Aécio Neves (PSDB-MG), os parlamentares vão discutir formas de destinar corretamente o dinheiro pago pelo contribuinte.
LDO
Na terça-feira (19), a Comissão Mista do Orçamento pode votar o parecer preliminar do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) ao projeto que trata da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias). De acordo com a Constituição, o Congresso tem que votar a LDO até o dia 18 de julho, quando começa o recesso parlamentar.
PSD
O Supremo Tribunal Federal pode julgar Ação Direta de Inconstitucionalidade contrária à distribuição do tempo de tevê do PSD proporcionalmente ao tamanho da bancada da sigla na Câmara. DEM, PMDB, PSDB, PPS, PR, PP e PTB pedem que o Supremo afaste qualquer interpretação da Lei Eleitoral que possa levar partidos que não elegeram deputados federais a participar do rateio de dois terços do tempo destinado à propaganda eleitoral gratuita. O julgamento poderá definir se o PSD tem direito ao Fundo Partidário e o tempo de TV. A demora está travando o diálogo das alianças para a disputa eleitoral.
Senado
Nesta semana, o plenário e as comissões temáticas do Senado não realizarão votações em razão de os senadores estarem participando da Rio+20 e também das festas juninas nos estados do Nordeste.
Conselho de Ética
O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado reúne-se, nesta segunda-feira (18), para leitura do relatório do senador Humberto Costa (PT-PE) sobre o processo por quebra de decoro parlamentar contra o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), suspeito de envolvimento com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, acusado de explorar jogos ilegais e fraudar licitações.
A sessão está agendada para começar às 14h30, na Sala 2, da Ala senador Nilo Coelho.
Código Penal
A Comissão de Juristas instituída pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para elaborar o anteprojeto de lei do novo Código Penal reúne-se, nesta segunda-feira (18), às 10h, na Sala 13 da Ala senador Alexandre Costa. (Com Arko Advice)
Agenda Política: Rio+20 e festas juninas esvaziam Congresso
A presidente Dilma Rousseff participa da reunião do G-20, no México. A mensagem que o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) pretende passar é que estão dispostos a ajudar com mais recursos no combate à crise global, desde que consigam mais poder em organismos multilaterais como o FMI.
Gestão pública
A partir de terça-feira (19), grupo com mais de 240 deputados e senadores de quase todos os partidos vão se unir na Frente Parlamentar Mista para o Fortalecimento da Gestão Pública, com a meta de debater uma ampla reforma no setor. Segundo o vice-presidente da frente e ex-governador de Minas Gerais, senador Aécio Neves (PSDB-MG), os parlamentares vão discutir formas de destinar corretamente o dinheiro pago pelo contribuinte.
LDO
Na terça-feira (19), a Comissão Mista do Orçamento pode votar o parecer preliminar do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) ao projeto que trata da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias). De acordo com a Constituição, o Congresso tem que votar a LDO até o dia 18 de julho, quando começa o recesso parlamentar.
PSD
O Supremo Tribunal Federal pode julgar Ação Direta de Inconstitucionalidade contrária à distribuição do tempo de tevê do PSD proporcionalmente ao tamanho da bancada da sigla na Câmara. DEM, PMDB, PSDB, PPS, PR, PP e PTB pedem que o Supremo afaste qualquer interpretação da Lei Eleitoral que possa levar partidos que não elegeram deputados federais a participar do rateio de dois terços do tempo destinado à propaganda eleitoral gratuita. O julgamento poderá definir se o PSD tem direito ao Fundo Partidário e o tempo de TV. A demora está travando o diálogo das alianças para a disputa eleitoral.
Senado
Nesta semana, o plenário e as comissões temáticas do Senado não realizarão votações em razão de os senadores estarem participando da Rio+20 e também das festas juninas nos estados do Nordeste.
Conselho de Ética
O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado reúne-se, nesta segunda-feira (18), para leitura do relatório do senador Humberto Costa (PT-PE) sobre o processo por quebra de decoro parlamentar contra o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), suspeito de envolvimento com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, acusado de explorar jogos ilegais e fraudar licitações.
A sessão está agendada para começar às 14h30, na Sala 2, da Ala senador Nilo Coelho.
Código Penal
A Comissão de Juristas instituída pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para elaborar o anteprojeto de lei do novo Código Penal reúne-se, nesta segunda-feira (18), às 10h, na Sala 13 da Ala senador Alexandre Costa. (Com Arko Advice)
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Jornal da Energia
Petrobras: US$13,8 bi para gás e energia até 2016
Valor representa 5,8% dos investimentos previstos para o período, de US$236,5 bilhões; Plano de Negócios foi aprovado pelo Conselho
Por Luciano Costa
A Petrobras prevê investir cerca de US$13,8 bilhões na área de gás e energia entre 2012 e 2016, o que representa 5,8% dos aportes previstos para o período, que compreendem US$236,5 bilhões. Os números constam do Plano de Negócios 2012-2016 da estatal, que foi aprovado pelo Conselho de Administração e teve seus principais pontos apresentados ao mercado nesta quinta-feira (14/6).
Em documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia destaca que um dos objetivos no período é recuperar a curva de produção de óleo e gás natural, sendo que os projetos de exploração e produção dos insumos no Brasil serão prioridade.
Do total previsto para Gás e Energia, US$7,8 bilhões estão alocados em três projetos em implantação: uma unidade de fertilizantes, uma unidade de produção do fertilizante sulfato de amônio e a termelétrica Baixada Fluminente, de 530MW, em Seropédica (RJ). A planta a gás natural, vencedora de leilão de energia realizado em 2011, tem início de suprimento no início de 2014.
A companhia destaca que "a implantação dos demais projetos em desenvolvimento dependerá da disponibilidade de gás natural nacional e da competitividade das termelétricas nos leilões de energia nova" promovidos pelo governo.
Segundo os dados divulgados, a Petrobras tem US$5,8 bilhões a serem direcionados a projetos já em avaliação na área de gás e energia. O montante equivale a 21% do orçamento da companhia já atrelado a empreendimentos em desenvolvimento ou estudo, que é de US$27,8 bilhões.
Valor representa 5,8% dos investimentos previstos para o período, de US$236,5 bilhões; Plano de Negócios foi aprovado pelo Conselho
Por Luciano Costa
A Petrobras prevê investir cerca de US$13,8 bilhões na área de gás e energia entre 2012 e 2016, o que representa 5,8% dos aportes previstos para o período, que compreendem US$236,5 bilhões. Os números constam do Plano de Negócios 2012-2016 da estatal, que foi aprovado pelo Conselho de Administração e teve seus principais pontos apresentados ao mercado nesta quinta-feira (14/6).
Em documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia destaca que um dos objetivos no período é recuperar a curva de produção de óleo e gás natural, sendo que os projetos de exploração e produção dos insumos no Brasil serão prioridade.
Do total previsto para Gás e Energia, US$7,8 bilhões estão alocados em três projetos em implantação: uma unidade de fertilizantes, uma unidade de produção do fertilizante sulfato de amônio e a termelétrica Baixada Fluminente, de 530MW, em Seropédica (RJ). A planta a gás natural, vencedora de leilão de energia realizado em 2011, tem início de suprimento no início de 2014.
A companhia destaca que "a implantação dos demais projetos em desenvolvimento dependerá da disponibilidade de gás natural nacional e da competitividade das termelétricas nos leilões de energia nova" promovidos pelo governo.
Segundo os dados divulgados, a Petrobras tem US$5,8 bilhões a serem direcionados a projetos já em avaliação na área de gás e energia. O montante equivale a 21% do orçamento da companhia já atrelado a empreendimentos em desenvolvimento ou estudo, que é de US$27,8 bilhões.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Energia
Canal Energia
Investimentos em energia renovável chegam a US$ 257 bi em 2011, segundo Pnuma
Relatórios lançados esta semana mostram energia solar e eólica dominando aportes. Brasil investiu US$ 7 bilhões
Alexandre Canazio, da Agência CanalEnergia, Investimentos e Finanças
13/06/2012
Os investimentos em energia renovável, exceto grandes hidrelétricas, alcançaram US$ 257 bilhões em 2011, com alta de 17% sobre o ano anterior, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, que divulgou dois estudos, em parceria com a Bloomberg New Energy Finance e a Renewable Energy Policy Network for the 21st Century (REN21). A China permaneceu como principal investidor em energia renovável com US$ 52 bilhões, avançando 17%. Mas, Os Estados Unidos voltaram a investir com força com US$ 51 bilhões, o que significou crescimento de 57%, em decorrência da antecipação dos investidores para aproveitar os incentivos governamentais, que expiram entre o ano passado e 2012.
Um dos destaques dos relatórios é o investimento total em energia solar, que somou US$ 147 bilhões, com alta de 52%, superando a energia eólica. Os aportes na fonte solar foram influenciados pela instalação de paineis fotovoltaicos em telhados da Alemanha e Itália e o rápido crescimento de PV de pequeno porte em diversos países, além de investimentos em termosolar concentrada na Espanha e nos Estados Unidos.
Já a energia eólica viu os investimentos recuarem 12% para US$ 84 bilhões no ano passado. Os aportes foram afetados pela redução dos preços das turbinas, incertezas políticas na Europa e redução no ritmo de instalação de aerogeradores na China.
Entre os países, o Pnuma destacou o rápido crescimento indiano, que avançou 62%, para US$ 12 bilhões, com ajuda do programa nacional de energia solar. No Brasil, houve aumento de 8% para US$ 7 bilhões. As energias renováveis, excluindo as grandes hidrelétricas, já são responsáveis por 44% de toda nova capacidade instalada de geração. Com isso, essas fontes foram responsável 31% da produção nova de energia, em decorrência do baixo fator de capacidade de eólicas e solares.
No total, foram instalados no mundo 208 GW de capacidade instalada, quase a metade de energia renovável, com destaque para eólica e solar fotovoltáica, 40% e 30%, respectivamente, seguida por hidreletricidade (25%). As fontes de combustíveis fosséis receberam investimentos de US$ 302 bilhões no ano passado, segundo o Pnuma. Em abril, o Pew Charitable Trust já havia divulgado um estudo que confirmava as tendências, apesar de números um pouco diferentes, de investimentos em energia renovável no ano passado.
Investimentos em energia renovável chegam a US$ 257 bi em 2011, segundo Pnuma
Relatórios lançados esta semana mostram energia solar e eólica dominando aportes. Brasil investiu US$ 7 bilhões
Alexandre Canazio, da Agência CanalEnergia, Investimentos e Finanças
13/06/2012
Os investimentos em energia renovável, exceto grandes hidrelétricas, alcançaram US$ 257 bilhões em 2011, com alta de 17% sobre o ano anterior, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, que divulgou dois estudos, em parceria com a Bloomberg New Energy Finance e a Renewable Energy Policy Network for the 21st Century (REN21). A China permaneceu como principal investidor em energia renovável com US$ 52 bilhões, avançando 17%. Mas, Os Estados Unidos voltaram a investir com força com US$ 51 bilhões, o que significou crescimento de 57%, em decorrência da antecipação dos investidores para aproveitar os incentivos governamentais, que expiram entre o ano passado e 2012.
Um dos destaques dos relatórios é o investimento total em energia solar, que somou US$ 147 bilhões, com alta de 52%, superando a energia eólica. Os aportes na fonte solar foram influenciados pela instalação de paineis fotovoltaicos em telhados da Alemanha e Itália e o rápido crescimento de PV de pequeno porte em diversos países, além de investimentos em termosolar concentrada na Espanha e nos Estados Unidos.
Já a energia eólica viu os investimentos recuarem 12% para US$ 84 bilhões no ano passado. Os aportes foram afetados pela redução dos preços das turbinas, incertezas políticas na Europa e redução no ritmo de instalação de aerogeradores na China.
Entre os países, o Pnuma destacou o rápido crescimento indiano, que avançou 62%, para US$ 12 bilhões, com ajuda do programa nacional de energia solar. No Brasil, houve aumento de 8% para US$ 7 bilhões. As energias renováveis, excluindo as grandes hidrelétricas, já são responsáveis por 44% de toda nova capacidade instalada de geração. Com isso, essas fontes foram responsável 31% da produção nova de energia, em decorrência do baixo fator de capacidade de eólicas e solares.
No total, foram instalados no mundo 208 GW de capacidade instalada, quase a metade de energia renovável, com destaque para eólica e solar fotovoltáica, 40% e 30%, respectivamente, seguida por hidreletricidade (25%). As fontes de combustíveis fosséis receberam investimentos de US$ 302 bilhões no ano passado, segundo o Pnuma. Em abril, o Pew Charitable Trust já havia divulgado um estudo que confirmava as tendências, apesar de números um pouco diferentes, de investimentos em energia renovável no ano passado.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Energia
Agência Ambiente Energia, 13/06/12
Energia eólica: R$ 378 milhões para parques no Nordeste
Da Agência Ambiente Energia - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 378 milhões para a Força Eólica Brasil construir cinco parques eólicos na Bahia e no Rio Grande do Norte, com 150 MW de capacidade instalada. Controlada pela Neoenergia e pela Iberdrola, a empresa investirá um total de R$ 594,5 milhões para erguer os empreendimentos. O Banco do Brasil será responsável pelo repasse do financiamento.
Os parques serão construídos nos municípios de Caetité (BA) e Bodó, Santana do Matos e Lagoa Nova (RN), gerando 1,8 mil empregos diretos e indiretos durante as obras. Segundo informações do BNDES, as usinas fazem parte um projeto que inclui mais cinco parques eólicos, arrematados no segundo leilão de fontes alternativas, em 2010.
A carteira de projetos do BNDES no segmento de energia eólica soma 107 parques, em diferentes fases de análise, totalizando investimentos de R$ 12,4 bilhões. Este conjunto demanda R$ 8,4 bilhões em financiamentos do banco. No ano passado, o BNDES liberou financiamento de R$ 3,4 bilhões, equivalentes a projetos que vão gerar 1.160 MW.
Energia eólica: R$ 378 milhões para parques no Nordeste
Da Agência Ambiente Energia - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 378 milhões para a Força Eólica Brasil construir cinco parques eólicos na Bahia e no Rio Grande do Norte, com 150 MW de capacidade instalada. Controlada pela Neoenergia e pela Iberdrola, a empresa investirá um total de R$ 594,5 milhões para erguer os empreendimentos. O Banco do Brasil será responsável pelo repasse do financiamento.
Os parques serão construídos nos municípios de Caetité (BA) e Bodó, Santana do Matos e Lagoa Nova (RN), gerando 1,8 mil empregos diretos e indiretos durante as obras. Segundo informações do BNDES, as usinas fazem parte um projeto que inclui mais cinco parques eólicos, arrematados no segundo leilão de fontes alternativas, em 2010.
A carteira de projetos do BNDES no segmento de energia eólica soma 107 parques, em diferentes fases de análise, totalizando investimentos de R$ 12,4 bilhões. Este conjunto demanda R$ 8,4 bilhões em financiamentos do banco. No ano passado, o BNDES liberou financiamento de R$ 3,4 bilhões, equivalentes a projetos que vão gerar 1.160 MW.
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