Jornal da Energia, 28/11/12
Pedidos de vistas suspendem comissão da MP577 por 24 horas
Encontro que aprovaria relatório final ficou para quarta-feira (28/11)
Por Fabíola Binas
A aprovação do relatório final que propôs pequenos ajustes à Medida Provisória 577 foi adiada para esta quarta-feira (28/11), por conta de pedidos de vistas dos membros da comissão mista que avalia a matéria, que alegaram necessitar de mais tempo para análise do documento. A MP regulamenta a intervenção do governo em empresas de energia por má prestação de serviço ou dificuldades financeiras,
Proposto pelo relator senador Romero Jucá (PMDB-RR), o parecer final não traz grandes mudanças que descaracterizarem a proposta do governo, conforme já havia adiantado o Jornal da Energia. “Procuramos analisar os detalhes. Acatamos um total de 11 emendas, apresentamos outras oito que consideramos benéficas para atender o tema desta medida provisória”, disse o relator quando iniciou a apresentação do parecer final, antes do pedidos de vistas dos seus colegas de comissão.
Ele reconfirmou a proposta de ajuste no que diz respeito ao tempo máximo de duração da intervenção - no texto anterior estipulava um ano - e agora há a possibilidade de prorrogá-lo por outros dois, ou seja, possibilitando uma interferência governamental de até três anos.
Entre as 11 propostas acatadas, está a do senador José Agripino (DEM-RN), que aperfeiçoa o artigo que o órgão ou entidade responsável pela prestação temporária do serviço poderão receber recursos financeiros, desde que seja identificada a origem dos recursos.
O relator fez ainda ajustes com relação a assuntos polêmicos, como a responsabilidade solidária dos representantes das empresas de energia, que poderão ficar com seus bens bloqueados em qualquer situação, criando regras semelhante às utilizadas nas corporações de sociedade anônima (S/A). O texto também criou a opção de desbloqueio dos bens, se a apuração da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), submetida ao Ministério Público (MP), constatar que não houve dolo por parte do executivo.
Demais emendas
Outras emendas acolhidas por Jucá, propostas pelo senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) e os também os deputados Marco Rogério (PDT-RO) e Alfredo Kaefer (PSDB-PR) pediam aperfeiçoamento da redação da MP no sentido de esclarecer que a contratação temporária dos empregados da concessionária pelo órgão ou entidade prestador do serviço deve “seguir a regulamentação da Lei de Contratações Temporárias”.
Mais um ponto acatado pelo relator, foi o da emenda que inclui a observação de que não deve recair sobre o poder concedente “quaisquer ônus relativos às obrigações assumidas pela concessionária anteriormente à extinção da concessão”, sugerida pelo senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES).
Vale lembrar que o governo já se utilizou da MP577, no final de agosto, para decretar a intervenção em oito concessionárias de energia elétrica, controladas pelo Grupo Rede, que apresentaram problemas de sustentabilidade financeira e queda na qualidade de serviços.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Energia
Jornal da Energia, 27/11/12
Furnas faz obras de reforço em região de Brasília
Empresa contabiliza R$ 1,8 bilhão, até 2013, de aportes na modernização do sistema de transmissão
Da redação
Furnas informou nesta sexta-feira (23/11) que continua trabalhando no aperfeiçoamento do atendimento de energia à região da Capital Federal, que sofreu recentemente com frequentes interrupções de energia. A companhia divulgou um investimento de R$ 5,2 milhões para colocar em operação o transformador trifásico (230/34,5 kV), de 60 MVA, da Subestação de Brasília Geral.
De acordo com a empresa, o reforço já estava previsto no cronograma do Plano Geral de Empreendimentos de Transmissão em Instalações em Operação (PGET), que estabelece obras de reforço, modernização e revitalização do parque de transmissão da empresa.
Além disso, Furnas diz ter cumprido o recente acordo estabelecido com o Ministério de Minas e Energia (MME) de energizar o equipamento no mês de novembro. “A entrada em operação deste transformador agrega 30MVA na capacidade de transformação da subestação, elevando-a para 240MVA”, acrescentou o diretor de operação de Furnas, Cesar Ribeiro Zani.
Segundo o comunicado da empresa, ela tem implementado rigorosos procedimentos de manutenção em todas as suas instalações a fim “de aumentar as taxas de disponibilidade dos equipamentos, com reflexo direto na confiabilidade operacional do SIN”, colocou a empresa ao contabilizar investimentos de R$ 1,8 bilhão entre 2011 e 2013 para reforço e modernização de seu sistema de transmissão.
Furnas faz obras de reforço em região de Brasília
Empresa contabiliza R$ 1,8 bilhão, até 2013, de aportes na modernização do sistema de transmissão
Da redação
Furnas informou nesta sexta-feira (23/11) que continua trabalhando no aperfeiçoamento do atendimento de energia à região da Capital Federal, que sofreu recentemente com frequentes interrupções de energia. A companhia divulgou um investimento de R$ 5,2 milhões para colocar em operação o transformador trifásico (230/34,5 kV), de 60 MVA, da Subestação de Brasília Geral.
De acordo com a empresa, o reforço já estava previsto no cronograma do Plano Geral de Empreendimentos de Transmissão em Instalações em Operação (PGET), que estabelece obras de reforço, modernização e revitalização do parque de transmissão da empresa.
Além disso, Furnas diz ter cumprido o recente acordo estabelecido com o Ministério de Minas e Energia (MME) de energizar o equipamento no mês de novembro. “A entrada em operação deste transformador agrega 30MVA na capacidade de transformação da subestação, elevando-a para 240MVA”, acrescentou o diretor de operação de Furnas, Cesar Ribeiro Zani.
Segundo o comunicado da empresa, ela tem implementado rigorosos procedimentos de manutenção em todas as suas instalações a fim “de aumentar as taxas de disponibilidade dos equipamentos, com reflexo direto na confiabilidade operacional do SIN”, colocou a empresa ao contabilizar investimentos de R$ 1,8 bilhão entre 2011 e 2013 para reforço e modernização de seu sistema de transmissão.
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Energia
Canal Energia
Tolmasquim afirma que governo não vai deixar Eletrobras perecer
Presidente da EPE participa nesta quinta-feira, de reunião do CMSE no MME
Sueli Montenegro, da Agência CanalEnergia, de Brasília, Negócios e Empresas
22/11/2012
O presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, afirmou nesta quinta-feira, 22 de novembro, que o governo não vai deixar a Eletrobras falir ou perecer. Tolmasquim explicou que a estatal é muito importante para o país e o governo não cogita ter uma empresa sem condições de atuar no setor elétrico. O dirigente da EPE participa nesta quinta-feira, 22 de novembro, de reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico no Ministério das Minas e Energia.
Ao comentar a desvalorização dos papéis da Eletrobras em decorrência das medidas previstas na medida provisória 579, Tolmasquim admitiu que a empresa terá de adotar ações para se adaptar à nova realidade de custos decorrentes da renovação das concessões da empresa. Os papéis da Eletrobras caíram mais de 10% ontem, o que fez com que a Bolsa de Valores de São Paulo optasse por interromper a negociação dos papéis para reorganizar a negociação.
Tolmasquim afirma que governo não vai deixar Eletrobras perecer
Presidente da EPE participa nesta quinta-feira, de reunião do CMSE no MME
Sueli Montenegro, da Agência CanalEnergia, de Brasília, Negócios e Empresas
22/11/2012
O presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, afirmou nesta quinta-feira, 22 de novembro, que o governo não vai deixar a Eletrobras falir ou perecer. Tolmasquim explicou que a estatal é muito importante para o país e o governo não cogita ter uma empresa sem condições de atuar no setor elétrico. O dirigente da EPE participa nesta quinta-feira, 22 de novembro, de reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico no Ministério das Minas e Energia.
Ao comentar a desvalorização dos papéis da Eletrobras em decorrência das medidas previstas na medida provisória 579, Tolmasquim admitiu que a empresa terá de adotar ações para se adaptar à nova realidade de custos decorrentes da renovação das concessões da empresa. Os papéis da Eletrobras caíram mais de 10% ontem, o que fez com que a Bolsa de Valores de São Paulo optasse por interromper a negociação dos papéis para reorganizar a negociação.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Energia
Folha de São Paulo
Ação preferencial da Eletrobras tem pior queda da história
As ações preferenciais da Eletrobras desabaram 20% na Bovespa e amargaram a pior queda diária de sua história nesta quarta-feira (21), com investidores assustados com os impactos que a provável renovação antecipada de concessões elétricas terá sobre a estatal. "Será um efeito devastador", resumiu o analista Alexandre Furtado Montes, da Lopes Filho & Associados.
"Mesmo antes da MP 579, todos os indicadores da Eletrobras já eram piores que o de empresas privadas do setor. Agora tudo indica que ela terá fluxo de caixa negativo nos próximos anos", acrescentou, referindo-se à medida provisória sobre a renovação antecipada e condicionada de concessões elétricas que venceriam de 2015 a 2017.
Pelo cálculo apresentado pela Eletrobras ao mercado na última sexta-feira (17), a renovação antecipada das concessões nos moldes estipulados pelo governo federal implicará no reconhecimento de perda de ativo de R$ 17,8 bilhões e em receita R$ 8,7 bilhões menor por ano.
Mas a companhia admite que o impacto da renovação pode ser ainda pior. "Podemos ter perdas maiores do que as consideradas até agora", disse o diretor financeiro e de Relações com Investidores da Eletrobras, Armando Casado de Araújo, em teleconferência com analistas na segunda-feira (19).
Apesar dos impactos negativos, o mercado considera praticamente certo que a companhia aceitará as condições impostas pelo governo --seu principal acionista-- para renovar suas concessões.
A diretoria da Eletrobras já recomendou aos acionistas que aprovem a renovação das concessões e a decisão final será tomada em 3 de dezembro, quando será realizada uma assembleia de acionistas da Eletrobras para deliberar sobre o tema.
Nesta quarta-feira (21), a ação preferencial de classe B da Eletrobras tombou 20,08%, a R$ 7,84. Foi a maior queda diária da história do papel, para o menor preço desde agosto de 2003. Com isso, o papel acumulou baixa de 43,2 por cento em quatro pregões.
Já as ações ordinárias afundaram 15,7%, a R$ 6,75 --foi a maior baixa diária de fechamento desde outubro de 1997, para a menor cotação desde setembro de 2003.
Ação preferencial da Eletrobras tem pior queda da história
As ações preferenciais da Eletrobras desabaram 20% na Bovespa e amargaram a pior queda diária de sua história nesta quarta-feira (21), com investidores assustados com os impactos que a provável renovação antecipada de concessões elétricas terá sobre a estatal. "Será um efeito devastador", resumiu o analista Alexandre Furtado Montes, da Lopes Filho & Associados.
"Mesmo antes da MP 579, todos os indicadores da Eletrobras já eram piores que o de empresas privadas do setor. Agora tudo indica que ela terá fluxo de caixa negativo nos próximos anos", acrescentou, referindo-se à medida provisória sobre a renovação antecipada e condicionada de concessões elétricas que venceriam de 2015 a 2017.
Pelo cálculo apresentado pela Eletrobras ao mercado na última sexta-feira (17), a renovação antecipada das concessões nos moldes estipulados pelo governo federal implicará no reconhecimento de perda de ativo de R$ 17,8 bilhões e em receita R$ 8,7 bilhões menor por ano.
Mas a companhia admite que o impacto da renovação pode ser ainda pior. "Podemos ter perdas maiores do que as consideradas até agora", disse o diretor financeiro e de Relações com Investidores da Eletrobras, Armando Casado de Araújo, em teleconferência com analistas na segunda-feira (19).
Apesar dos impactos negativos, o mercado considera praticamente certo que a companhia aceitará as condições impostas pelo governo --seu principal acionista-- para renovar suas concessões.
A diretoria da Eletrobras já recomendou aos acionistas que aprovem a renovação das concessões e a decisão final será tomada em 3 de dezembro, quando será realizada uma assembleia de acionistas da Eletrobras para deliberar sobre o tema.
Nesta quarta-feira (21), a ação preferencial de classe B da Eletrobras tombou 20,08%, a R$ 7,84. Foi a maior queda diária da história do papel, para o menor preço desde agosto de 2003. Com isso, o papel acumulou baixa de 43,2 por cento em quatro pregões.
Já as ações ordinárias afundaram 15,7%, a R$ 6,75 --foi a maior baixa diária de fechamento desde outubro de 1997, para a menor cotação desde setembro de 2003.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Jornal da Energia
Jornal da Energia, 20/11/12
MP579: Eletrobras não questionará critério de indenização, mas espera receber por investimentos realizados
Companhia fala em "apertar os sapatos" e nem mesmo distribuidoras escaparão de uma reestruturação na gestão
Por Wagner Freire
Em teleconferência nesta segunda-feira (19/11), o diretor financeiro e de relações com investidores da Eletrobras, Armando Casado de Araújo, deixou claro que a estatal não questionará os critérios de indenização estabelecidos pelo Governo Federal — que fixou o valor de aproximadamente R$14 bilhões como indenização para os ativos de geração e transmissão não amortizados e não depreciados controlados pela companhia e alcançados pela Medida Provisória 579. No entanto, o executivo revelou que a holding conta com uma receita adicional, oriunda do reconhecimento de investimentos feitos nos empreendimentos pela companhia ao longo dos últimos anos.
A expectativa de Casado se materializa porque, a partir do critério de Valor Novo de Reposição, o governo considerou as informações do projeto básico de cada empreendimento para definir o montante a ser indenizado. “A parte de reforços e melhorias entrará no próximo ciclo de revisão tarifária”, destacou. “Os cálculos foram em cima do projeto básico e por isso estamos nos preparando para esse reconhecimento (dos investimentos) na revisão periódica.”
Segundo Casado, a Eletrobras investe, anualmente, entre R$800 milhões e R$1 bilhão em suas usinas. “Estamos levantando o valor total investido. Já disse e repito isso, podem visitar qualquer usina da Eletrobras. Usinas de 30 aos parecem que têm 3 anos.”
Ainda durante a teleconferência, Casado foi enfático por diversas vezes ao afirmar que a Eletrobras precisará passar por uma “reformulação geral”. “Temos que apertar o sapato. Temos uma consciência total de que precisamos repensar a Eletrobras”, disse.
Segundo o diretor, os ajustes não se limitarão a demissão de pessoal, mas sim uma reestruturação geral, que busque a eficiência em todas as frentes de gestão da companhia. “A orientação é de que cada uma vai ter que construir a sua empresa de acordo com as regras”, observou, se referindo a todas as subsidiárias. Nem mesmo as distribuidoras sairão ilesas. “Com certeza teremos que fazer mudanças nas distribuidoras.”
Casado garantiu que mesmo diante de tantas mudanças, a Eletrobras seguirá investindo e espera contar com o apoio da União para buscar projetos que possam alavancar a companhia. “Temos que ser eficientes em O&M. Por outro lado, precisamos ter o maior cuidado em conquistar projetos que permitam maior rentabilidade (para empresa)”.
Ao final, o diretor de relações com investidores mandou uma mensagem aos acionistas. “Gostaria muito de estar aqui divulgando o resultado do terceiro e do quarto trimestre com as expectativas anteriores. Infelizmente fomos acolhidos com a medida provisória. Isso é uma realidade que temos que acatar. Temos capacidade de vencer esse obstáculo. E acredito que a gente vai vencer esse obstáculo”, concluiu.
MP579: Eletrobras não questionará critério de indenização, mas espera receber por investimentos realizados
Companhia fala em "apertar os sapatos" e nem mesmo distribuidoras escaparão de uma reestruturação na gestão
Por Wagner Freire
Em teleconferência nesta segunda-feira (19/11), o diretor financeiro e de relações com investidores da Eletrobras, Armando Casado de Araújo, deixou claro que a estatal não questionará os critérios de indenização estabelecidos pelo Governo Federal — que fixou o valor de aproximadamente R$14 bilhões como indenização para os ativos de geração e transmissão não amortizados e não depreciados controlados pela companhia e alcançados pela Medida Provisória 579. No entanto, o executivo revelou que a holding conta com uma receita adicional, oriunda do reconhecimento de investimentos feitos nos empreendimentos pela companhia ao longo dos últimos anos.
A expectativa de Casado se materializa porque, a partir do critério de Valor Novo de Reposição, o governo considerou as informações do projeto básico de cada empreendimento para definir o montante a ser indenizado. “A parte de reforços e melhorias entrará no próximo ciclo de revisão tarifária”, destacou. “Os cálculos foram em cima do projeto básico e por isso estamos nos preparando para esse reconhecimento (dos investimentos) na revisão periódica.”
Segundo Casado, a Eletrobras investe, anualmente, entre R$800 milhões e R$1 bilhão em suas usinas. “Estamos levantando o valor total investido. Já disse e repito isso, podem visitar qualquer usina da Eletrobras. Usinas de 30 aos parecem que têm 3 anos.”
Ainda durante a teleconferência, Casado foi enfático por diversas vezes ao afirmar que a Eletrobras precisará passar por uma “reformulação geral”. “Temos que apertar o sapato. Temos uma consciência total de que precisamos repensar a Eletrobras”, disse.
Segundo o diretor, os ajustes não se limitarão a demissão de pessoal, mas sim uma reestruturação geral, que busque a eficiência em todas as frentes de gestão da companhia. “A orientação é de que cada uma vai ter que construir a sua empresa de acordo com as regras”, observou, se referindo a todas as subsidiárias. Nem mesmo as distribuidoras sairão ilesas. “Com certeza teremos que fazer mudanças nas distribuidoras.”
Casado garantiu que mesmo diante de tantas mudanças, a Eletrobras seguirá investindo e espera contar com o apoio da União para buscar projetos que possam alavancar a companhia. “Temos que ser eficientes em O&M. Por outro lado, precisamos ter o maior cuidado em conquistar projetos que permitam maior rentabilidade (para empresa)”.
Ao final, o diretor de relações com investidores mandou uma mensagem aos acionistas. “Gostaria muito de estar aqui divulgando o resultado do terceiro e do quarto trimestre com as expectativas anteriores. Infelizmente fomos acolhidos com a medida provisória. Isso é uma realidade que temos que acatar. Temos capacidade de vencer esse obstáculo. E acredito que a gente vai vencer esse obstáculo”, concluiu.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Jornal da Energia, 14/11/12
Distribuição: Cemig conclui em março investimento de R$ 4 bi em ampliação e melhorias
Recursos fazem parte do Plano de Desenvolvimento da Distribuidora - Ciclo 2008/2012
Da redação
A Cemig vai concluir até março do ano que vem o investimento da ordem de R$ 4 bilhões na ampliação e melhoria do sistema de distribuição de energia elétrica de Minas Gerais, incluindo obras de expansão, reforço, reforma e manutenção. Além disso, a empresa irá ligar mais de um milhão de novos clientes e modernizar o sistema de medição de energia para boa parte dos seus 7 milhões de consumidores.
Os recursos fazem parte do Plano de Desenvolvimento da Distribuidora (PDD) – Ciclo 2008/2012. Desde 2008, já foram investidos até o momento R$ 3,6 bilhões sendo que todas as ações previstas serão executadas para a conclusão do projeto até março do próximo ano. Esses investimentos irão beneficiar diretamente mais de 18 milhões de pessoas na área de concessão da empresa.
“Os investimentos em linhas, subestações, redes e parque de medidores, vão continuar garantindo a infraestrutura necessária para atender as demandas dos clientes em relação ao sistema elétrico da Cemig, mantendo o foco nos requisitos de qualidade exigidos pelos clientes e determinados pelo órgão regulador”, afirma o coordenador do PDD, Ronaldo Gomes de Abreu.
Recursos fazem parte do Plano de Desenvolvimento da Distribuidora - Ciclo 2008/2012
Da redação
A Cemig vai concluir até março do ano que vem o investimento da ordem de R$ 4 bilhões na ampliação e melhoria do sistema de distribuição de energia elétrica de Minas Gerais, incluindo obras de expansão, reforço, reforma e manutenção. Além disso, a empresa irá ligar mais de um milhão de novos clientes e modernizar o sistema de medição de energia para boa parte dos seus 7 milhões de consumidores.
Os recursos fazem parte do Plano de Desenvolvimento da Distribuidora (PDD) – Ciclo 2008/2012. Desde 2008, já foram investidos até o momento R$ 3,6 bilhões sendo que todas as ações previstas serão executadas para a conclusão do projeto até março do próximo ano. Esses investimentos irão beneficiar diretamente mais de 18 milhões de pessoas na área de concessão da empresa.
“Os investimentos em linhas, subestações, redes e parque de medidores, vão continuar garantindo a infraestrutura necessária para atender as demandas dos clientes em relação ao sistema elétrico da Cemig, mantendo o foco nos requisitos de qualidade exigidos pelos clientes e determinados pelo órgão regulador”, afirma o coordenador do PDD, Ronaldo Gomes de Abreu.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Jornal da Energia
Consórcio suspende obras de Belo Monte após episódios de vandalismo
Grupo formado por 30 pessoas encapuzadas teria incendiado e saqueado o Sítio Palmital
Da redação, com informações da Agência Brasil
Alegando questão de segurança, o Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) anunciou nesta segunda-feira (12/11) a paralisação das obras de construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará. A empresa informou que houve vandalismo nos canteiros de trabalho no sábado (10/11) e no domingo (11/11), com o registro de sete pessoas com ferimentos leves.
De acordo com o CCBM, um grupo formado por cerca de 30 pessoas encapuzadas incendiou e saqueou no sábado o Sítio Pimental, uma das frentes de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Ontem, uma nova ocorrência de vandalismo foi registrada no canteiro Canal e Diques e no Sítio Belo Monte, invadidos por cerca de 20 encapuzados.
O Vandalismo ocorre em meio à negociação entre representantes dos trabalhadores e empresa para renovação do acordo coletivo de trabalho, que tem data-base em novembro. Atualmente, há cerca de 15 mil trabalhadores contratados para atuarem nas frentes de obra, 12 mil diretamente pelo CCBM. A expectativa é que o ápice de contratações aconteça em 2013, quando o empreendimento terá 23 mil trabalhadores.
Na nota, o CCBM informou que, após as assembleias terem transcorrido normalmente nas frentes de obra localizadas nos canteiros Sítio Belo Monte e Canais e Diques, “cerca de 30 pessoas que não representam os trabalhadores” impediram a realização da assembleia que estava acontecendo em Sítio Pimental, outra frente de obra, localizada a 70 quilômetros de Altamira.
Ainda segundo a nota do CCBM, o grupo era formado por pessoas encapuzadas e armadas com pedaços de madeira. Eles teriam ameaçado os trabalhadores que iriam participar da assembleia e destruído instalações, computadores e diversos outros objetos, além de depredar a farmácia e a lanchonete instaladas no local e tentarem incendiar uma cozinha.
O CCBM informou que diversos produtos e dinheiro foram saqueados e que dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada do Estado do Pará (Sintrapav) foram expulsos do local pelos manifestantes.
Na invasão de domingo, as ações foram pontuais e de pequenos danos, segundo o CCBM. Mas ela teria gerado um clima de insegurança no local e, por este motivo, as obras foram interrompidas.
A reportagem está tentando obter da Polícia Civil em Altamira (PA) e do Sintrapav esclarecimento sobre as denúncias de vandalismo apresentadas pelo CCBM, mas não obteve retorno até a publicação da matéria.
No início de abril, houve incêndio e depredação de alojamentos de trabalhadores na Usina Hidrelétrica Jirau, no Rio Madeira (RO). Na ocasião, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, classificou os atos de “banditismo” e “vandalismo”.
Grupo formado por 30 pessoas encapuzadas teria incendiado e saqueado o Sítio Palmital
Da redação, com informações da Agência Brasil
Alegando questão de segurança, o Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) anunciou nesta segunda-feira (12/11) a paralisação das obras de construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará. A empresa informou que houve vandalismo nos canteiros de trabalho no sábado (10/11) e no domingo (11/11), com o registro de sete pessoas com ferimentos leves.
De acordo com o CCBM, um grupo formado por cerca de 30 pessoas encapuzadas incendiou e saqueou no sábado o Sítio Pimental, uma das frentes de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Ontem, uma nova ocorrência de vandalismo foi registrada no canteiro Canal e Diques e no Sítio Belo Monte, invadidos por cerca de 20 encapuzados.
O Vandalismo ocorre em meio à negociação entre representantes dos trabalhadores e empresa para renovação do acordo coletivo de trabalho, que tem data-base em novembro. Atualmente, há cerca de 15 mil trabalhadores contratados para atuarem nas frentes de obra, 12 mil diretamente pelo CCBM. A expectativa é que o ápice de contratações aconteça em 2013, quando o empreendimento terá 23 mil trabalhadores.
Na nota, o CCBM informou que, após as assembleias terem transcorrido normalmente nas frentes de obra localizadas nos canteiros Sítio Belo Monte e Canais e Diques, “cerca de 30 pessoas que não representam os trabalhadores” impediram a realização da assembleia que estava acontecendo em Sítio Pimental, outra frente de obra, localizada a 70 quilômetros de Altamira.
Ainda segundo a nota do CCBM, o grupo era formado por pessoas encapuzadas e armadas com pedaços de madeira. Eles teriam ameaçado os trabalhadores que iriam participar da assembleia e destruído instalações, computadores e diversos outros objetos, além de depredar a farmácia e a lanchonete instaladas no local e tentarem incendiar uma cozinha.
O CCBM informou que diversos produtos e dinheiro foram saqueados e que dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada do Estado do Pará (Sintrapav) foram expulsos do local pelos manifestantes.
Na invasão de domingo, as ações foram pontuais e de pequenos danos, segundo o CCBM. Mas ela teria gerado um clima de insegurança no local e, por este motivo, as obras foram interrompidas.
A reportagem está tentando obter da Polícia Civil em Altamira (PA) e do Sintrapav esclarecimento sobre as denúncias de vandalismo apresentadas pelo CCBM, mas não obteve retorno até a publicação da matéria.
No início de abril, houve incêndio e depredação de alojamentos de trabalhadores na Usina Hidrelétrica Jirau, no Rio Madeira (RO). Na ocasião, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, classificou os atos de “banditismo” e “vandalismo”.
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