Energia
Jornal da Energia, 14/08/12
Light só pode crescer no curto prazo se enfrentar inadimplência e perdas
Companhia suspende fornecimento para mais de 170 mil clientes para atacar prejuízos
Por Wagner Freire
As perdas de energia, somadas à inadimplência dos consumidores, são os dois principais problemas enfrentados pela Light e causam hoje prejuízos milionários. No entanto, a empresa tem intensificado as ações para acabar com esse rombo. Entre elas está a suspensão do fornecimento para mais de 170 mil clientes de sua área de concessão, além de campanhas de conscientização da população e projetos de eficiência energética.
"Não tem como a gente crescer mais no curto prazo se não for com o combate às perdas e a inadimplência", disse o novo presidente da distribuidora de energia, Paulo Roberto Pinto, em teleconferência realizada nesta segunda-feira (13/8).
Segundo o executivo, a meta é baixar o indicador de perdas dos atuais 43% para 33% em 2015. "Sabemos que reduzir um ponto percentual de perdas em um ano é uma loucura. De qualquer maneira, estamos acreditando nesse projeto."
De acordo com diretor de finanças e relações com investidores, João Batista Zolini, boa parte desses clientes inadimplentes já vêm sendo desligados desde fevereiro. "Intensificamos esses cortes durante o mês de março e abril, e daqui para frente esses consumidores começam a fazer menos pressão no nosso
indicador", informou o executivo.
"Cabe lembrar que ao mesmo tempo em que nosso faturamento diminui (com a saída desses clientes), aumenta nosso PDD (Provisão para Devedores Duvidosos)", completou.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Energia
Jornal da Energia, 11/08/12
Acidentes com energia elétrica crescem 5% em 2011
Abradee inicia no dia 13 a Semana Nacional da Segurança da População com Energia
Da redação
O Brasil registrou um aumento de 5% no número de pessoas que se envolveram com acidentes relacionados a energia elétrica em 2011 - foram 856, contra 815 do ano anterior. Também houve elevação, de 3,62%, nas mortes em redes elétricas. O principal fator de óbito foi a construção e manutenção predial informal, com 82 casos registrados.
Os números foram divulgados preliminarmente pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), que promove de 13 a 19 de agosto a VII Semana Nacional da Segurança da População com Energia Elétrica. No lançamento da campanha, a entidade divulgará um balanço sobre o tema.
Acidentes com energia elétrica crescem 5% em 2011
Abradee inicia no dia 13 a Semana Nacional da Segurança da População com Energia
Da redação
O Brasil registrou um aumento de 5% no número de pessoas que se envolveram com acidentes relacionados a energia elétrica em 2011 - foram 856, contra 815 do ano anterior. Também houve elevação, de 3,62%, nas mortes em redes elétricas. O principal fator de óbito foi a construção e manutenção predial informal, com 82 casos registrados.
Os números foram divulgados preliminarmente pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), que promove de 13 a 19 de agosto a VII Semana Nacional da Segurança da População com Energia Elétrica. No lançamento da campanha, a entidade divulgará um balanço sobre o tema.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Canal Energia
Paraguai não quer mais vender excedente de Itaipu para o BrasilPresidente Federico Franco quer usar energia para fomentar industrialização do país.
Itaipu não mostra preocupação com o fato
Pedro Aurélio Teixeira, da Agência CanalEnergia, Regulação e Política
09/08/2012
O presidente do Paraguai, Federico Franco, anunciou na última quarta-feira, 8 de agosto, que não está mais disposto a vender para o Brasil e a Argentina a energia excedente produzida pelas usinas de Itaipu e Yacyretá. De acordo com informações do governo paraguaio, Franco enviará até dezembro ao congresso do país projeto recomendando a ação para o próximo governo, uma vez que ele não poderá ser candidato a reeleição.
Salientando que não vai mais "ceder" a energia para os países vizinhos, Franco alega se tratar de uma questão de soberania nacional e que vai destinar o excedente para fomentar a industrialização paraguaia, nas regiões de San Pedro e Concepción. O chefe paraguaio também ataca a operação, ressaltando que não há venda e sim uma simples cessão do excedente.
O governo do Paraguai pretende iniciar uma nova condução política no setor, tendo uma atuação mais destacada na gestão das usinas de Yacyretá e Itaipu. Segundo Franco, os conselheiros irão a cada reunião das usinas para defender os interesses do país, para que o Paraguai seja sempre beneficiado. "Devemos trazer o que é nosso de Itaipu e Yaciretá e criar frentes de trabalho para evitar migrações", afirma.
No Brasil, o diretor-geral de Itaipu, Jorge Samek, não mostrou preocupação com a iniciativa paraguaia. Samek alegou que existe um contrato estipulado entre os países sobre a compra desse excedente, com o Brasil comprando a energia que o Paraguai não consome. Caso exista um maior consumo do Paraguai, devido a um aumento de produção, obviamente haverá menos energia para o Brasil comprar.
Com informações da Agência Brasil.
Itaipu não mostra preocupação com o fato
Pedro Aurélio Teixeira, da Agência CanalEnergia, Regulação e Política
09/08/2012
O presidente do Paraguai, Federico Franco, anunciou na última quarta-feira, 8 de agosto, que não está mais disposto a vender para o Brasil e a Argentina a energia excedente produzida pelas usinas de Itaipu e Yacyretá. De acordo com informações do governo paraguaio, Franco enviará até dezembro ao congresso do país projeto recomendando a ação para o próximo governo, uma vez que ele não poderá ser candidato a reeleição.
Salientando que não vai mais "ceder" a energia para os países vizinhos, Franco alega se tratar de uma questão de soberania nacional e que vai destinar o excedente para fomentar a industrialização paraguaia, nas regiões de San Pedro e Concepción. O chefe paraguaio também ataca a operação, ressaltando que não há venda e sim uma simples cessão do excedente.
O governo do Paraguai pretende iniciar uma nova condução política no setor, tendo uma atuação mais destacada na gestão das usinas de Yacyretá e Itaipu. Segundo Franco, os conselheiros irão a cada reunião das usinas para defender os interesses do país, para que o Paraguai seja sempre beneficiado. "Devemos trazer o que é nosso de Itaipu e Yaciretá e criar frentes de trabalho para evitar migrações", afirma.
No Brasil, o diretor-geral de Itaipu, Jorge Samek, não mostrou preocupação com a iniciativa paraguaia. Samek alegou que existe um contrato estipulado entre os países sobre a compra desse excedente, com o Brasil comprando a energia que o Paraguai não consome. Caso exista um maior consumo do Paraguai, devido a um aumento de produção, obviamente haverá menos energia para o Brasil comprar.
Com informações da Agência Brasil.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Energia
Jornal da Energia, 08/08/12
Cepel diz que empresas não fornecem dados para mapa eólico
Centro de Pesquisas justifica atraso e promete continuar projeto, que fechou convênio com o Inpe
Por Wagner Freire, de São Paulo
O diretor-geral do Centro de Pesquisa de Energia Elétrica (Cepel) da Eletrobras, Albert Melo, explicou nesta segunda-feira (6/8) o motivo do atraso na publicação do novo Atlas Eólico Brasileiro. Segundo ele, o adiamento ocorreu justamente por causa do sucesso do setor no Brasil.
"A equipe que estava desenvolvendo o projeto contava com dados de diversos agentes que trabalharam conosco na área de energia eólica. Só que, com o sucesso da fonte, ninguém quis dar nada, nem para balizar nossos estudos", revelou.
Segundo Melo, a alternativa foi comprar acordos institucionais. "Procuramos o Inpe [Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais] e eles toparam. Assinamos o convênio há mais ou menos dois meses e esperamos publicar a atualização do atlas em um prazo máximo de um ano ou menos."
A atualização do Atlas Eólico é esperada há anos, uma vez que o anterior, publicado em 2001, contava com medições a 50 metros de altura e apontava para um potencial de 143 mil MW no País. Espera-se que o novo documento apresente pelo menos o dobro do anterior, indicando, inclusive, os melhores lugares para se instalar os parques.
Embora tenha evitado dar detalhes sobre o tema, Melo contou que teve que mudar a coordenação do projeto. "Meu trabalho é tratar de relações institucionais e não pessoais. Se a gente soubesse antes que esses relacionamentos [com agentes] não estavam firmados em relação a esses dados, a gente talvez não tivesse levado tanto tempo para publicar o Atlas."
De acordo com o pesquisador, o documento já tem verba liberada e deve custar R$ 800 mil. Quanto a um futuro atlas solar, Melo descarta a possibilidade no momento.
O diretor do Cepel conversou com o Jornal da Energia após participar do 13º Encontro Internacional de Energia, realizado pela Federação Nacional das Indústrias do Estado de São Paulo.
Cepel diz que empresas não fornecem dados para mapa eólico
Centro de Pesquisas justifica atraso e promete continuar projeto, que fechou convênio com o Inpe
Por Wagner Freire, de São Paulo
O diretor-geral do Centro de Pesquisa de Energia Elétrica (Cepel) da Eletrobras, Albert Melo, explicou nesta segunda-feira (6/8) o motivo do atraso na publicação do novo Atlas Eólico Brasileiro. Segundo ele, o adiamento ocorreu justamente por causa do sucesso do setor no Brasil.
"A equipe que estava desenvolvendo o projeto contava com dados de diversos agentes que trabalharam conosco na área de energia eólica. Só que, com o sucesso da fonte, ninguém quis dar nada, nem para balizar nossos estudos", revelou.
Segundo Melo, a alternativa foi comprar acordos institucionais. "Procuramos o Inpe [Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais] e eles toparam. Assinamos o convênio há mais ou menos dois meses e esperamos publicar a atualização do atlas em um prazo máximo de um ano ou menos."
A atualização do Atlas Eólico é esperada há anos, uma vez que o anterior, publicado em 2001, contava com medições a 50 metros de altura e apontava para um potencial de 143 mil MW no País. Espera-se que o novo documento apresente pelo menos o dobro do anterior, indicando, inclusive, os melhores lugares para se instalar os parques.
Embora tenha evitado dar detalhes sobre o tema, Melo contou que teve que mudar a coordenação do projeto. "Meu trabalho é tratar de relações institucionais e não pessoais. Se a gente soubesse antes que esses relacionamentos [com agentes] não estavam firmados em relação a esses dados, a gente talvez não tivesse levado tanto tempo para publicar o Atlas."
De acordo com o pesquisador, o documento já tem verba liberada e deve custar R$ 800 mil. Quanto a um futuro atlas solar, Melo descarta a possibilidade no momento.
O diretor do Cepel conversou com o Jornal da Energia após participar do 13º Encontro Internacional de Energia, realizado pela Federação Nacional das Indústrias do Estado de São Paulo.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Energia
Jornal da Energia, 07/08/12
Ex-presidentes do STF dizem que concessões não podem ser prorrogadas por Medida Provisória
Nelson Jobim eleva o tom e diz que possível decisão nesse sentido mostraria viés estatizante do governo federal
Por Luciano Costa, de São Paulo
Três ex-presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF) foram unânines em considerar que a prorrogação das concessões do setor elétrico, que vencem a partir de 2015, não podem ser feitas por meio da Medida Provisória, como tem sido especulado na imprensa. Ellen Gracie, Nelson Jobim e Sydney Sanches falaram sobre o tema durante o 13° Encontro Internacional de Energia, promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A entidade que convidou os magistrados, inclusive, se coloca a favor da realização de novos leilões para a escolha de quem ficará responsável pela operação de usinas, linhas de transmissão e distribuidoras cujos contratos estão para terminar.
"Hoje temos um marco legal que proíbe a renovação, e o proíbe expressamente. O objetivo só pode ser alcançado por alteração legislativa", apontou Gracie, que foi a primeira a falar. A ex-ministra lembrou que as concessões em questão já contam com, em média, 57 anos de exploração. "Isso quase se aproxima daquela infindável capitania hereditária, que não acaba nunca, vai se estendendo", pontuou, com ironia, relacionando os contratos longos aos governos delagados pela Coroa Portuguesa no Brasil quando este ainda era colônia de Portugal.
Gracie ponderou que "há algum tempo atrás, dizia-se que era muito cedo (para se tomar uma decisão sobre as concessões) e logo se dirá que é muito tarde". E apontou que os servidores responsáveis por definir o destino dos contratos deveriam estar preocupados, uma vez que há, no Código Penal, uma lei que permite punir os funcionários públicos que não cumprirem com suas missões no cargo.
Já Nelson Jobim preferiu ser mais contundente e disse que há uma "premissa política'" na discussão. "Falamos que há uma premissa oculta sobre esse assunto e essa premissa é a visão estatizante", argumentou. Segundo ele, a legislação previa que os serviços de energia somente poderiam ser prestados após contratação em licitação, mas uma lei de 2007 teria aberto espaço para que a administração pública ou seus órgãos relacionados assumissem essa responsabilidade. "E essa lei é objeto de ação de incostitucionalidade movida pelo Ministério Público", ressaltou.
"O que está presente é saber do que se trata. Podemos admitir que, a portas fechadas, no gabinete de um burocrata, se prorrogue um contrato...em benefício de quê e de quem? Ou (preferir) que seja um leilão, via debate público, de licitação? Não há dúvida nenhuma do que está em jogo. Há questões jurídicas, mas há uma questão política. Há interesses da nação e de uma parte da nação. Devemos ficar preocupados com (o fato de que) o diálogo se torna um monólogo", avaliou Jobim.
O terceiro ex-presidente do Supremo presente na mesa, Sydney Shances, preferiu não tecer muitos comentários por fazer parte do Conselho Jurídico da Fiesp. Mas disse que se sentiu "confortável" com os argumentos expostos por seus colegas e que "não houve divergências" entre as opiniões.
Ex-presidentes do STF dizem que concessões não podem ser prorrogadas por Medida Provisória
Nelson Jobim eleva o tom e diz que possível decisão nesse sentido mostraria viés estatizante do governo federal
Por Luciano Costa, de São Paulo
Três ex-presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF) foram unânines em considerar que a prorrogação das concessões do setor elétrico, que vencem a partir de 2015, não podem ser feitas por meio da Medida Provisória, como tem sido especulado na imprensa. Ellen Gracie, Nelson Jobim e Sydney Sanches falaram sobre o tema durante o 13° Encontro Internacional de Energia, promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A entidade que convidou os magistrados, inclusive, se coloca a favor da realização de novos leilões para a escolha de quem ficará responsável pela operação de usinas, linhas de transmissão e distribuidoras cujos contratos estão para terminar.
"Hoje temos um marco legal que proíbe a renovação, e o proíbe expressamente. O objetivo só pode ser alcançado por alteração legislativa", apontou Gracie, que foi a primeira a falar. A ex-ministra lembrou que as concessões em questão já contam com, em média, 57 anos de exploração. "Isso quase se aproxima daquela infindável capitania hereditária, que não acaba nunca, vai se estendendo", pontuou, com ironia, relacionando os contratos longos aos governos delagados pela Coroa Portuguesa no Brasil quando este ainda era colônia de Portugal.
Gracie ponderou que "há algum tempo atrás, dizia-se que era muito cedo (para se tomar uma decisão sobre as concessões) e logo se dirá que é muito tarde". E apontou que os servidores responsáveis por definir o destino dos contratos deveriam estar preocupados, uma vez que há, no Código Penal, uma lei que permite punir os funcionários públicos que não cumprirem com suas missões no cargo.
Já Nelson Jobim preferiu ser mais contundente e disse que há uma "premissa política'" na discussão. "Falamos que há uma premissa oculta sobre esse assunto e essa premissa é a visão estatizante", argumentou. Segundo ele, a legislação previa que os serviços de energia somente poderiam ser prestados após contratação em licitação, mas uma lei de 2007 teria aberto espaço para que a administração pública ou seus órgãos relacionados assumissem essa responsabilidade. "E essa lei é objeto de ação de incostitucionalidade movida pelo Ministério Público", ressaltou.
"O que está presente é saber do que se trata. Podemos admitir que, a portas fechadas, no gabinete de um burocrata, se prorrogue um contrato...em benefício de quê e de quem? Ou (preferir) que seja um leilão, via debate público, de licitação? Não há dúvida nenhuma do que está em jogo. Há questões jurídicas, mas há uma questão política. Há interesses da nação e de uma parte da nação. Devemos ficar preocupados com (o fato de que) o diálogo se torna um monólogo", avaliou Jobim.
O terceiro ex-presidente do Supremo presente na mesa, Sydney Shances, preferiu não tecer muitos comentários por fazer parte do Conselho Jurídico da Fiesp. Mas disse que se sentiu "confortável" com os argumentos expostos por seus colegas e que "não houve divergências" entre as opiniões.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Energia
Canal Energia
Brasil e Uruguai criam grupo de alto nível para consolidar integração entre os países
Grupo terá 60 dias para elaborar relatório. Integração energética entre países e construção de usina eólica constam na pauta de projetos
Pedro Aurélio Teixeira, da Agência CanalEnergia, Regulação e Política
01/08/2012
A presidente Dilma Rousseff e o presidente do Uruguai, José Mujica, decidiram em reunião bilateral na última terça-feira, 31 de julho, a criação do grupo de alto nível Brasil-Uruguai, que trabalhará para a consolidação do plano de ação de integração entre os dois países. No plano de ação consta a integração energética entre os países, através da implantação de linha de transmissão de 500 kV entre San Carlos, no Uruguai, e Candiota (RS), que deve ser finalizada em 2013, feita com recursos do Fundo de convergência Estrutural do Mercosul, além da possível associação entre a Eletrobras e a uruguaia UTE para a construção de um parque eólico no Uruguai.
Em 60 dias, o grupo deverá elaborar um relatório que será entregue às chancelarias dos dois países, que em três meses redigirão um documento final. O acordo contempla ainda áreas como ciência, tecnologia e inovação, comunicação e informação e integração da infraestrutura de transporte e das cadeias produtivas.
Brasil e Uruguai criam grupo de alto nível para consolidar integração entre os países
Grupo terá 60 dias para elaborar relatório. Integração energética entre países e construção de usina eólica constam na pauta de projetos
Pedro Aurélio Teixeira, da Agência CanalEnergia, Regulação e Política
01/08/2012
A presidente Dilma Rousseff e o presidente do Uruguai, José Mujica, decidiram em reunião bilateral na última terça-feira, 31 de julho, a criação do grupo de alto nível Brasil-Uruguai, que trabalhará para a consolidação do plano de ação de integração entre os dois países. No plano de ação consta a integração energética entre os países, através da implantação de linha de transmissão de 500 kV entre San Carlos, no Uruguai, e Candiota (RS), que deve ser finalizada em 2013, feita com recursos do Fundo de convergência Estrutural do Mercosul, além da possível associação entre a Eletrobras e a uruguaia UTE para a construção de um parque eólico no Uruguai.
Em 60 dias, o grupo deverá elaborar um relatório que será entregue às chancelarias dos dois países, que em três meses redigirão um documento final. O acordo contempla ainda áreas como ciência, tecnologia e inovação, comunicação e informação e integração da infraestrutura de transporte e das cadeias produtivas.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Energia
Agência Ambiente Energia
PAC 2 investe 55 bi em energia
A segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) já aplicou R$ 55,1 bilhões no Eixo Energia. Esse montante possibilitou investimentos nas áreas de geração e transmissão de energia elétrica, exploração de petróleo e gás natural, refino e petroquímica, além da revitalização da indústria naval e obras de coleta, armazenamento e transporte de combustíveis renováveis.
O valor foi apresentado na cerimônia de divulgação do quarto balanço do PAC 2, que ocorreu nesta quinta-feira, 26 de julho, e contou com a presença do Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, do Secretário-Executivo do MME, Márcio Zimmermann, e de todos os Secretários da Pasta.
Entre os destaques em energia elétrica está a ampliação em 3.886 MW do parque gerador; a conclusão da linha de transmissão de 600 km que vai de Cuiabá (MT) a Rio Verde (GO); e a entrada em operação de quatro turbinas, que somam 265 MW, da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia, no Rio Madeira.
Em um ano e meio, o volume total de execuções e de obras concluídas no PAC 2 foi de R$ 324,3 bilhões – o que representa 34% do previsto até 2014, que é de R$ 955 bilhões. Entre 2011 e 2014, a previsão de obras concluídas remete ao valor de R$ 708 bilhões, ou 74% do total do Programa. As demais obras, entre elas grandes investimentos em infraestrutura como a Usina Hidrelétrica de Belo Monte (PA) e o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), serão concluídas após 2014.
PAC 2 investe 55 bi em energia
A segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) já aplicou R$ 55,1 bilhões no Eixo Energia. Esse montante possibilitou investimentos nas áreas de geração e transmissão de energia elétrica, exploração de petróleo e gás natural, refino e petroquímica, além da revitalização da indústria naval e obras de coleta, armazenamento e transporte de combustíveis renováveis.
O valor foi apresentado na cerimônia de divulgação do quarto balanço do PAC 2, que ocorreu nesta quinta-feira, 26 de julho, e contou com a presença do Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, do Secretário-Executivo do MME, Márcio Zimmermann, e de todos os Secretários da Pasta.
Entre os destaques em energia elétrica está a ampliação em 3.886 MW do parque gerador; a conclusão da linha de transmissão de 600 km que vai de Cuiabá (MT) a Rio Verde (GO); e a entrada em operação de quatro turbinas, que somam 265 MW, da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia, no Rio Madeira.
Em um ano e meio, o volume total de execuções e de obras concluídas no PAC 2 foi de R$ 324,3 bilhões – o que representa 34% do previsto até 2014, que é de R$ 955 bilhões. Entre 2011 e 2014, a previsão de obras concluídas remete ao valor de R$ 708 bilhões, ou 74% do total do Programa. As demais obras, entre elas grandes investimentos em infraestrutura como a Usina Hidrelétrica de Belo Monte (PA) e o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), serão concluídas após 2014.
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