sexta-feira, 11 de maio de 2012

Energia

Jornal da Energia, 11/05/12
Condições do BNDES para Belo Monte saem em 30 dias
Bancos privados têm interesse em financiar usina; primeira parcela do desembolso do BNDES será liberada até setembro
Por Natália Bezutti
As condições do financiamento que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) oferecerá para a obra da hidrelétrica de Belo Monte, que está em construção no Pará, devem ser conhecidas em 30 dias. O empreendimento pode ter até 80% do seus itens financiáveis contemplados pelo banco. Segundo o presidente da Norte Energia, Carlos Nacimento, a primeira parcela do desembolso é esperada para sair entre o final de agosto e a primeira quinzena de setembro.
A grande novidade adiantada pelo executivo é que bancos privados já demonstraram interesse em participar do financiamento da usina. Nascimento, porém, não deixou claro se a participação desses bancos já consta na análise realizada pelo BNDES ou se eles entrariam no negócio após o anúncio das condições, contemplando a parte não coberta pela instituição de fomento estatal. Apesar de ainda não revelar quanto obterá com o BNDES, a UHE Belo Monte, orçada em mais de R$25 bilhões, será o maior financiamento do BNDES, conforme já anunciado.
O presidente da Norte Energia ainda diz que não se preocupa com um possível atraso na liberação do desembolso. Segundo Nacimento, os acionistas do consórcio têm plenas condições de fazer os aportes necessários até que o valor seja liberado. A segurança vem do capital social da empresa, no valor de R$6 bilhões.
Cronograma
A recente greve na usina também não é motivo de preocupação para o executivo. Mesmo com as paralisações e atrasos nas obras, o cronograma indica que os prazos serão cumpridos, com a primeira unidade geradora entrando em operação no início de 2015.
Segundo Nacimento, as paralisações refletem a condição do mercado de trabalho no País. “Vivemos uma situação de emprego pleno que acaba gerando disputas entre centrais sindicais. Esperamos que cheguem logo a um entendimento, assim como aconteceu em outros setores”. A opinião do executivo reflete os boatos lançados durante as greves - de que a luta, na verdade, era pela representatividade dos trabalhadores, o que teria acabado motivando as manifestações.
Depois de desafios nas áreas sociais, políticas e ambientais, o presidente da Norte Energia finalizou com uma mensagem sobre o tamando do desafio que é Belo Monte. "Ainda temos muito que fazer - e temos que acreditar que somos capazes”.

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