quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Energia

Canal Energia
Meio ambiente está sendo usado como fator político, diz Flávio Decat
Presidente de Furnas alega que país está sendo impedido de desenvolver hidrelétricas. Empresa luta na justiça para tentar encher reservatório da UHE Simplício
Pedro Aurélio Teixeira, da Agência CanalEnergia , Meio Ambiente
29/08/2012
O fator ambiental está sendo usado como instrumento político na questão da construção de hidrelétricas, segundo o presidente de Furnas, Flavio Decat. De acordo com ele, há um exagero na tomada de decisões que está sendo prejudicial ao setor. "O país está sendo impedido de desenvolver o seu potencial hidrelétrico por movimenots ideológicos. Os custos das usinas estão nas nuvens. O que será que move isso?", indaga. Furnas foi recentemente impedida pela justiça de continuar com o processo de enchimento do reservatório da UHE Simplício, localizada na bacia do rio Paraíba do Sul, entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Segundo Decat, a empresa está buscando derrubar a decisão, que classificou com exagerada, o mais rápido possível. "Estamos tentando um embargo na justiça e vamos tentar fechar o reservatório ainda este ano. Temos que aproveitar esssa época de chuva para enccher o reservatório".
Decat também acredita que falta uma maior justificativa técnica por parte dos agentes empresariais para que se consiga uma mudança nesse panorama, em que a causa ambiental mobiliza contra o empreendedor. "Deve haver uma contraposição técnica e abalizada, uma posição do lado empresarial, só o governo fala. Os empresários também tem um papel", observa.
O executivo contou ainda que Furnas está desenvolvendo um plano de reestruturação interna, em que haverá uma redução de dois mil empregados, para atingir um equilíbrio operacional. A empresa vai realizar um plano de aposentadoria incentivada para ficar com cerca de 4 mil funcionários."Fizamos um acordo no Supremo Tribunal Federal para eliminar o quadro de terceirizados, para ser uma empresa completamente nova", aponta.
Ele prometeu ainda a participação da empresa no próximo leilão de transmissão, que será realizado em setembro. A recente decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica de impedir a participação de empreendedores com linhas em atraso não deve afetar Furnas, segundo Decat. Ele lembrou ainda que caso haja a oportunidade, a empresa vai firmar parcerias com empreendedores chineses, como a State Grid ou a China Three Gorges. "Não temos medo de chineses, temos que estar junto com eles até para que cresçam sob a nossa ótica de crescimento, conosco", observa.

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